Meditação para crianças

Meditação para crianças

Muito se ouve sobre os benefícios da meditação. E eu que sempre me perguntei se criança também poderia/conseguiria meditar fiquei animada ao ler na semana passada o blog Well Family do jornal The New York Times, que compilou uma série de pesquisas sobre o tema e dicas de técnicas de meditação para crianças.

Além do já esperado benefício de mantê-las mais calmas, a meditação para as crianças tem diversas outras vantagens, algumas surpreendentes. Crianças em fase equivalente ao nosso estudo fundamental que praticaram meditação durante um período de quatro meses, apresentaram também melhorias em funções como controle cognitivo, memória, flexibilidade cognitiva e melhores notas em matemática! Outra pesquisa mostrou as mesmas melhorias no desempenho  em matemática em alunos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade – que também passaram a ter mais atenção e controle de impulso. E um terceiro estudo realizado com crianças do ensino fundamental na Coreia mostrou que oito semanas de meditação reduziram agressividade, ansiedade social e os níveis de estresse.

E mais: essas investigações mostram que os benefícios da meditação para crianças podem ser ainda mais significativos do que para os adultos. Isso porque o cérebro desenvolve conexões em circuitos pré-frontais de forma mais rápida na infância. Essa plasticidade extra cria potencial para a meditação ter ainda maior impacto positivo em crianças.

MAIS: Menos brinquedos, mais brincadeiras

Jillian Pransky, diretora de um centro de ioga terapêutica e mãe de uma menina de 12 anos, sugere 3 técnicas de simples de meditação para praticar em casa com as crianças:

1. Elevador. Imagine que há um elevador em seu corpo. Sentado, imagine que o andar mais alto é sua cabeça, o seguinte vai do seu peito até sua barriga e terceiro vai da barriga ao pé.

Expire e mentalmente diga três, imaginando o elevador na cabeça. Quando as portas se abrem, imagine a respiração entrando e refrescando o elevador. Na próxima expiração, mentalmente cantar “dois”. Imagine o elevador descendo para sua barriga, abra as portas e inspire. Continue para o chão, cantando “um”. Pause e sinta o elevador no andar térreo e desfrute o desembarque. Quanto mais velha a criança, mais “andares” poderão ser acrescentados ao exercício.

2. Respirar contando dedos. Este é um exercício que pode ser feito em qualquer lugar. Comece com as palmas das mãos fechadas, apoiadas no colo. A cada expiração,  levante um dedo. Inspire lentamente. Expire e levante outro dedo. Inspire e continue até que você tenha as duas palmas abertas em seu colo.

Ao expirar, você pode acrescentar um mantra como o “om” ou qualquer outro que evoque sentimentos de paz, amor, silêncio ou relaxamento.

3. Respirar fundo antes de dormir. Respire fundo pelo nariz e ao expirar, cante em voz alta: “trêeeeeeeeees”. Inspire profundamente e na próxima expiração, cante “dooooooooois”. Mais uma respiração profunda e exale cantando “uuuuuum”. Relaxe por algumas respirações e repita se desejar.

E você, pratica meditação com suas crianças? Compartilhe suas experiências nos comentários!

 

Fonte: The Mindful Child, Three Ways for Children to Try Meditation at Home

TDAH: sintomas mais comuns

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Quais os sintomas mais comuns que as crianças podem apresentar para pensarmos em um TDAH?

Inquietude, falta de concentração em atividades em geral, dificuldade de aprendizagem. Comumente crianças que apresentem alguma destas dificuldades citadas costumam ser apelidados de bagunceiros, desinteressados, etc.

Todo comportamento na infância que destoe da maioria dos pequenos que estejam na mesma faixa etária  deve ser levados em consideração e investigado.

Algumas questões familiares como agressões físicas e psicológicas, falta de limite, podem ser responsáveis pela inquietude das mesmas.  Não raro, algumas crianças não conseguem identificar seus sentimentos e se colocam de forma “inadequada” como um apelo ao adulto que cuida deste por um olhar diferenciado. Entretanto não se deve considerar somente este ponto para a obtenção do diagnóstico.

Afinal existe uma grande diferença entre dizer a uma criança que ela está com dificuldade de aprender e dizer que está nunca irá aprender…

É necessário uma avaliação médica e psicológica criteriosa para que se possa fechar um diagnóstico e buscar um melhor tratamento que auxilie os pequenos no seu pleno desenvolvimento. As medicações  e psicoterapias não podem ser descartadas quando constatadas a necessidade.

Toda pessoa em formação precisa ser vista como alguém com potencial para seguir o curso natural da vida: estudar, escolher profissão, trabalhar , formar família, etc.

A infância é o período mais curto da vida de uma pessoa e também o que mais marca e faz eco na vida adulta. Neste período as inúmeras informações e valores recebidos irão pesar e muito nas condutas e escolhas de cada um.

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TDAH – Transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

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Dando continuidade ao referido tema, trago um pouco da história desta alteração que provoca incômodos a quem convive com crianças suspeitas de apresentarem tal desarranjo.

Geralmente o mesmo se evidencia quando a criança começa a frequentar a escola.

O TDAH se caracteriza pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade (inquietude motora) e impulsividade. Existem relatos sobre este tema desde 1844.

Muitos estudiosos usaram diversas classificações para tratarem deste assunto: insanidade, retardamento e até mesmo algo diabólico. Muitas crianças chegaram a ser tratadas como deficientes mentais.

Em 1902 o pediatra inglês George Still nomeia os sintomas: transtorno médico, defeito de conduta moral herdado dos pais; defeito originado por um provável dano cerebral. Especulava-se também que poderia ocorrer por problemas na hora do parto.

Na década de 30 e 40 com o surgimento das anfetaminas, Still resolveu mudar o nome para disfunção cerebral mínima já que não havia sido comprovado o dano cerebral. Os medicamentos a base de anfetaminas começaram a serem usados para tratarem a tal disfunção.

MAIS: Birra

Entre os anos de 60 a 70 a ênfase foi dada para a questão da hiperatividade, já que a falta de atenção era um fator insuficiente para um diagnóstico infantil. Nesta época, acreditava-se que o transtorno tinha a tendência a desaparecer na adolescência.

Daí para frente foram feitas algumas reclassificações de nomenclatura enfatizando mais a questão comportamento do que a disfunção ou a doença.

Na década de 80 o foco muda para a questão da desatenção. E desatenção não é um problema somente das crianças e adolescentes, é também algo que acomete os adultos (DDA – distúrbio de déficit de atenção).

Acreditava-se que a hiperatividade desaparecia, mas a desatenção acentuada permaneceria ao longo da vida do sujeito até a fase adulta.

Um questionamento  importante se fez : – Seria o TDAH uma lesão, disfunção, distúrbio, reação , deficit ou transtorno relacionado com o tipo de atividade do sujeito?

Finalmente no final dos anos 80, início de 90, é adotado o nome TDAH para o desconcerto verificado.

Hiperatividade, desatenção, são características que podem estar presentes em várias situações de vida de um indivíduo.

Em um próximo momento trarei alguns aspectos a serem observados quanto ao diagnóstico.

Especial TDAH

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TDAH – transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

TDAH - transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

O que fazer com um pequeno que parece estar disperso o tempo inteiro, que não consegue focar em uma atividade?

Com certa frequência, em meu trabalho e socialmente, sou abordada desta maneira. Este comportamento às vezes pode ser um TDAH e acomete algumas crianças em idade escolar.

É difícil para as famílias de modo geral receberem a notícia de que algo está impedindo que seu (sua) filho(a) consiga se desenvolver como a maioria das outras crianças. Este assunto é bastante complexo e merece muitos esclarecimentos pois muitos são os envolvidos: os pequenos, seus responsáveis e a escola que frequentam.

MAIS: Um abraço, por favor

Para se diagnosticar este transtorno, muitos fatores precisam ser levados em conta.

Minha intenção em partilhar um pouquinho do meu conhecimento sobre este assunto é que possa ser feita uma reflexão sobre o tema e ajude na tomada de medidas que possam auxiliar os pequenos juntamente com seus cuidadores e outros envolvidos no processo de formação dos mesmos para o enfrentamento da situação.

Para começar, qualquer dificuldade emocional  ou de aprendizagem que uma criança apresente na escola deve ser valorizada. As mudanças comportamentais normalmente possuem uma causa e na primeira infância costumam afetar outras esferas da vida e precisam ser tratadas.

Medidas como uma avaliação médica e psicológica tão logo apareçam algumas das  dificuldades acima citadas muito auxiliarão no direcionamento do tratamento.

Em breve trarei um pouco mais de dados descritivos encontrados na literatura para melhor esclarecimento a respeito deste assunto.

Especial TDAH

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