As lições de Sheryl Sandberg

capa1n_claudia

Nesse mês, a revista Claudia trouxe na capa um rosto pouco conhecido. Sheryl Sandberg não é atriz da Globo, nem modelo famosa, tampouco estrela do último filme de Hollywood. É a executiva chefe de operações do Facebook. E uma das mulheres que eu mais admiro.

Sheryl já se destacaria por ser uma das mulheres mais bem-sucedidas do mundo da tecnologia. Mas é mais do que isso. Ela se destaca também por ter uma capacidade de empatia extraordinária. Seus períodos de maior sucesso e de maior dor se transformaram em projetos incríveis para desenvolver outras pessoas.

Executiva de [muito] sucesso, Sheryl percebeu a ausência de outras mulheres em posições de liderança. Tomou para si a bandeira do aumento de líderes mulheres e criou um projeto de desenvolvimento feminino extraordinário. Compartilho aqui o TED Talk feito por ela sobre porque ainda vemos tão poucas líderes mulheres. A palestra é um resumo do seu livro Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e A Vontade de Liderar. Também recomendo a visita ao portal LeanIn.org (em inglês), fundado por ela e fonte quase inesgotável de materiais e inspirações de carreira.

Há dois anos atrás, a vida de Sheryl sofreu uma reviravolta: ela perdeu seu marido, vítima de um infarto fulminante. Se viu sozinha, mergulhada na dor, com suas duas crianças órfãs de pai. A mulher poderosa estava sem chão. Recuperar as forças após a tragédia não foi fácil, mas mais uma vez, Sheryl transformou sua história em algo maior. Escreveu o livro Plano B e criou uma comunidade virtual, optionb.org, onde pessoas que lutam contra suas tragédias pessoais trocam experiências e se ajudam mutuamente.

Ao responder à revista sobre o que espera da sua vida agora, ela responde: “Viver cada dia. Ajudar a construir a comunidade Plano B, ajudar meus filhos a serem tudo o que puderem ser. Dizer a outras pessoas que as coisas vão melhorar. Mergulhar na dor, sempre que ela aparecer, e tentar encontrar alegria em todos os outros momentos.”

 

Fax e Cheque nos Estados Unidos

Fax neon

Se essas são duas palavras raras para você, nascido nos anos 70/80 no Brasil, bem-vindo ao mundo do Fax e das folhas de cheque nos Estados Unidos. Nos idos de 2011 quando desembarcamos por aqui eu achava um absurdo o povo colocar o número do fax no cartão de visitas, sites e e-mails. Quando o assunto era um pouco urgente, e para não precisar se deslocar para resolver algumas coisas burocráticas da vida, pediam para mandar um fax! No começo eu, me achando a ESPERTA, até tentava argumentar: – Ah, mas eu também posso te enviar uma cópia disso de um outro jeito, por e-mail, que tal? Nunca adiantou, todos PRECISAVAM do tal do fax. Até hoje não entendi essa necessidade com um mundo de troca de informações tão evoluído, mas essa matéria da Fortune ajuda um pouco http://fortune.com/2013/05/15/why-the-fax-machine-refuses-to-die/

Fax carroça

E para aprender a manusear o tal fax! Já tinha sido apresentada a tal objeto no Brasil na adolescência, quando fui recepcionista em uma escola, mas fazia tempo! Naquela época a folha do Fax custava uma nota e usávamos mais como copiadora! Em 2011, descobri que até a tecnologia do Fax evoluiu nos Estados Unidos. Não teve jeito, na hora do aperto eu tinha que pedir para me ensinarem a enviar com sucesso um papel na monstrinha. E gente, juro, máquinas assim sempre dão defeito! E parece que era sempre comigo. Tive que enviar muitos documentos assinados e cópias para tudo quanto é lugar: seguro saúde, administradora de condomínio, cia. aérea, órgão público, enfim… Nessas horas sempre contei com boas almas americanas que ajudavam, e até faziam essa caridade para mim.

Teorias do meu marido revelam que, provavelmente, como um país um pouco mais demorado para receber certas tecnologias, nós, brasileiros, demoramos um pouco para chegar no Fax, e aí quando ele chegou em escala comercial, mais acessível para todos, o escâner e o e-mail já haviam assumido seu papel na sociedade.

Outra estranheza era o sistema bancário e o tal do cheque! Gentem, o Brasil está muito na frente dos gringos nesse quesito! Falo na questão do layout e interface com usuário e até no sistema de movimentação bancária mesmo! Eu, que achava que em primeiro mundo nem cheque existia, caí do cavalo. Sabe aquele chip+senha do cartão que sempre temos de ter quando compramos em Débito ou Crédito e que já faz um tempo que foi implementado aqui no Brasil? Então, só agora, 2016 as lojas estão com máquinas para isso em Houston. Por isso, sacar dinheiro apenas com identificação biométrica é coisa de banco brasileiro, viu?

Para muitos serviços é comum o uso do cheque e os bancos oferecem inúmeras opções de personalização das folhas! Dá uma olhada:

Cheque Princesas Disney

Essas personalizações também são válidas para alguns cartões de crédito, você pode até ter sua foto 3×4 estampada no cartão.