TDAH: sintomas mais comuns

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Quais os sintomas mais comuns que as crianças podem apresentar para pensarmos em um TDAH?

Inquietude, falta de concentração em atividades em geral, dificuldade de aprendizagem. Comumente crianças que apresentem alguma destas dificuldades citadas costumam ser apelidados de bagunceiros, desinteressados, etc.

Todo comportamento na infância que destoe da maioria dos pequenos que estejam na mesma faixa etária  deve ser levados em consideração e investigado.

Algumas questões familiares como agressões físicas e psicológicas, falta de limite, podem ser responsáveis pela inquietude das mesmas.  Não raro, algumas crianças não conseguem identificar seus sentimentos e se colocam de forma “inadequada” como um apelo ao adulto que cuida deste por um olhar diferenciado. Entretanto não se deve considerar somente este ponto para a obtenção do diagnóstico.

Afinal existe uma grande diferença entre dizer a uma criança que ela está com dificuldade de aprender e dizer que está nunca irá aprender…

É necessário uma avaliação médica e psicológica criteriosa para que se possa fechar um diagnóstico e buscar um melhor tratamento que auxilie os pequenos no seu pleno desenvolvimento. As medicações  e psicoterapias não podem ser descartadas quando constatadas a necessidade.

Toda pessoa em formação precisa ser vista como alguém com potencial para seguir o curso natural da vida: estudar, escolher profissão, trabalhar , formar família, etc.

A infância é o período mais curto da vida de uma pessoa e também o que mais marca e faz eco na vida adulta. Neste período as inúmeras informações e valores recebidos irão pesar e muito nas condutas e escolhas de cada um.

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TDAH – Transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

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Dando continuidade ao referido tema, trago um pouco da história desta alteração que provoca incômodos a quem convive com crianças suspeitas de apresentarem tal desarranjo.

Geralmente o mesmo se evidencia quando a criança começa a frequentar a escola.

O TDAH se caracteriza pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade (inquietude motora) e impulsividade. Existem relatos sobre este tema desde 1844.

Muitos estudiosos usaram diversas classificações para tratarem deste assunto: insanidade, retardamento e até mesmo algo diabólico. Muitas crianças chegaram a ser tratadas como deficientes mentais.

Em 1902 o pediatra inglês George Still nomeia os sintomas: transtorno médico, defeito de conduta moral herdado dos pais; defeito originado por um provável dano cerebral. Especulava-se também que poderia ocorrer por problemas na hora do parto.

Na década de 30 e 40 com o surgimento das anfetaminas, Still resolveu mudar o nome para disfunção cerebral mínima já que não havia sido comprovado o dano cerebral. Os medicamentos a base de anfetaminas começaram a serem usados para tratarem a tal disfunção.

MAIS: Birra

Entre os anos de 60 a 70 a ênfase foi dada para a questão da hiperatividade, já que a falta de atenção era um fator insuficiente para um diagnóstico infantil. Nesta época, acreditava-se que o transtorno tinha a tendência a desaparecer na adolescência.

Daí para frente foram feitas algumas reclassificações de nomenclatura enfatizando mais a questão comportamento do que a disfunção ou a doença.

Na década de 80 o foco muda para a questão da desatenção. E desatenção não é um problema somente das crianças e adolescentes, é também algo que acomete os adultos (DDA – distúrbio de déficit de atenção).

Acreditava-se que a hiperatividade desaparecia, mas a desatenção acentuada permaneceria ao longo da vida do sujeito até a fase adulta.

Um questionamento  importante se fez : – Seria o TDAH uma lesão, disfunção, distúrbio, reação , deficit ou transtorno relacionado com o tipo de atividade do sujeito?

Finalmente no final dos anos 80, início de 90, é adotado o nome TDAH para o desconcerto verificado.

Hiperatividade, desatenção, são características que podem estar presentes em várias situações de vida de um indivíduo.

Em um próximo momento trarei alguns aspectos a serem observados quanto ao diagnóstico.

Especial TDAH

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TDAH – transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

TDAH - transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

O que fazer com um pequeno que parece estar disperso o tempo inteiro, que não consegue focar em uma atividade?

Com certa frequência, em meu trabalho e socialmente, sou abordada desta maneira. Este comportamento às vezes pode ser um TDAH e acomete algumas crianças em idade escolar.

É difícil para as famílias de modo geral receberem a notícia de que algo está impedindo que seu (sua) filho(a) consiga se desenvolver como a maioria das outras crianças. Este assunto é bastante complexo e merece muitos esclarecimentos pois muitos são os envolvidos: os pequenos, seus responsáveis e a escola que frequentam.

MAIS: Um abraço, por favor

Para se diagnosticar este transtorno, muitos fatores precisam ser levados em conta.

Minha intenção em partilhar um pouquinho do meu conhecimento sobre este assunto é que possa ser feita uma reflexão sobre o tema e ajude na tomada de medidas que possam auxiliar os pequenos juntamente com seus cuidadores e outros envolvidos no processo de formação dos mesmos para o enfrentamento da situação.

Para começar, qualquer dificuldade emocional  ou de aprendizagem que uma criança apresente na escola deve ser valorizada. As mudanças comportamentais normalmente possuem uma causa e na primeira infância costumam afetar outras esferas da vida e precisam ser tratadas.

Medidas como uma avaliação médica e psicológica tão logo apareçam algumas das  dificuldades acima citadas muito auxiliarão no direcionamento do tratamento.

Em breve trarei um pouco mais de dados descritivos encontrados na literatura para melhor esclarecimento a respeito deste assunto.

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