Quando a exaustão te obriga a parar

É só olhar para o menu de assuntos desse blog para entender a vida da mulher de hoje: filhos, casa, carreira e buscando algum tempo para si. Gostamos de tratar essa rotina como algo positivo, mas há momentos que administrar tudo isso pode ser absolutamente exaustivo, mesmo para as mulheres mais bem sucedidas.

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Arianna Huffington, co-fundadora do site de notícias The Huffington Post, teve um colapso durante um dia de trabalho. Simplesmente apagou, caiu sobre sua mesa, quebrou o osso da bochecha e teve um corte nos olhos que lhe rendeu cinco pontos. Andrea Mota, diretora executiva do Boticário, teve uma crise em um dia de férias, seus músculos dos braços paralisaram, ela, desesperada, achava que estava tendo um derrame.

Arianna e Andrea têm histórias parecidas: são mulheres criadas em uma geração que super valoriza a independência feminina, construíram carreiras de sucesso e também eram esposas e mães, cada uma com dois filhos. Uma grave crise de stress fez com que essas duas mulheres mudassem completamente seu estilo de vida e reavaliassem suas prioridades. Arianna escreveu um livro sobre sua história, A Terceira Medida do Sucesso, e hoje se define como “mãe, irmã, defensora do sono e dos sapatos sem salto”. Já a brasileira Andrea saiu do emprego e avalia novas opções de carreira – começando por um estágio em uma floricultura!

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As lições são várias e servem como reflexão para sobre o estilo de vida dos tempos atuais.

Reveja seus conceitos sobre o que é sucesso: o que é ter sucesso para você? Ter dinheiro? Ser reconhecida (o)? Arianna tinha tudo isso, mas não era feliz. Hoje ela defende que sucesso está ligado a bem-estar, admiração, sabedoria e compaixão.

Reduza seu nível de exigência consigo própria: questione a crença de que as mulheres devem ser absolutamente independentes, fortes, super poderosas. Ter uma carreira é positivo se esse é um desejo/necessidade, mas aceite que você não é uma máquina. E aprenda a dizer não, inclusive para você mesma, quando sentir que está se exigindo demais.

Descanse: tente dormir 7 ou 8 horas por noite, medite, pratique ioga, desconecte-se de tablets, computadores e celulares durante algumas horas (especialmente à noite). Reserve sempre tempo para você e sua família. Acalme a mente, conecte-se com sua intuição e seja uma pessoa mais criativa, tranquila e feliz!

Porque deixei chorar

Dormir com facilidade nunca foi o forte do meu filho. Ainda estudo até hoje sobre isso, porque agora, aos 2, entramos numa nova fase em que ele tenta retardar ao máximo a hora do sono. Mas mesmo assim, nossas madrugadas começaram a ficar regradas, naturalmente, aos 3 meses. Gabriel já foi entrando, por ele mesmo, no ritmo da casa e muitos dias conseguia dormir de 6 a 8 horas seguidas sem precisar de técnicas. Com essa lambuja de horas ininterruptas para dormir eu conseguia descansar. O problema eram os seios, até o organismo entender essa nova rotina eu levantava para esgotar e guardar o leite, enquanto o bebê dormia bem tranquilo.

Mas, por que eu deixei chorar?

  • Porque por uma confusão de rotina, aos 8 meses, meu bebê lindo desregrou;
  • Porque papai e eu já estávamos no limite;
  • Porque já havia tentado de um tudo;
  • Porque o meu sono noturno faz toda a diferença para que ele tenha uma mãe atenta e dedicada durante o dia;
  • Porque eu li muito, muito mesmo, antes de colocar isso em prática;
  • Porque eu pesei os prós e contras;
  • Porque pedi orientação do pediatra;
  • Porque se desse errado eu já tinha um plano B;
  • Porque foi a solução para minha família.

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Imagem: Kevin Baird

E eu não me arrependi. É pesado escrever isso, (e fazer foi muito pior) mas foi a minha realidade. Esse episódio da nossa história aconteceu aos 8 meses e só consegui levar adiante a técnica porque o papai foi a razão e peça-chave, segurando-me na cama para eu não levantar e colocar todo o plano por água baixo. Tudo começou com a primeira viagem ao Brasil, empolgação total, expectativa alta, muita gente ao redor e ZERO rotina. Enfim, foi tipo férias frustradas. De 26 dias de revezamento entre casa de avós, conseguimos dormir apenas 3 noites inteiras. Em todas as outras noites ele acordava de 2h em 2h. Para quem já estava acostumada com um filho que dormia pelo menos 7 horas ininterruptas foi um pesadelo.


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Imagem: Gary Scott

Antes de colocar “o deixar chorar” em prática eu tive a absoluta certeza que meu filho não estava com fome, doente, com frio/calor. Foi a última cartada de uma mãe desesperada. Eu sabia que ele era um bebê saudável e que essa situação era uma fase, mas essa fase já estava demorando demais a passar.

Foram 3 dias, eu já tinha estudado que poderiam durar 7 ou mais. Enfim,
Dia 1: Chorou por 35 minutos consecutivos, e dormiu a noite inteira
Dia 2: Chorou 12 min e dormiu a noite inteira
Dia 3: Resmungou 3 min e dormiu a noite inteira

Depois de muita leitura e conversas de pediatra fico pensando, será mesmo que ele vai lembrar dessa episódio algum dia? Será que eu prejudiquei ele de alguma forma ao tomar essa atitude? Talvez sim, talvez não. Alguns pesquisadores já fizeram esse estudo e concluíram que não, mas a faísca de culpa anda sempre ao lado de uma mãe, né?

Fácil não foi, mas foi ótimo para a SAÚDE da família. Se você também está nesse dilema sugiro as leituras:

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São autores com filosofias bem distintas sobre como resolver a questão do sono (nem todos com tradução para o português), por isso, avalie qual combina ou não com o que você acredita e consegue ou pode fazer.

Leia também: Sono do recém-nascido: dormindo melhor à noite

Sono do recém-nascido: dormindo melhor à noite

Uma das primeiras coisas que precisamos ensinar aos recém-nascidos é diferenciar o dia da noite. É um aprendizado fundamental para que o bebê durma adequadamente e assim ajude a família a ter um sono melhor também. Isso não significa que a criança irá dormir a noite toda. Nos primeiros meses é natural e importante que o  recém-nascido acorde para mamar. Mas ao aprender a diferenciar o dia da noite, seu bebê passará a voltar a dormir após as mamadas noturnas e ficará acordado somente durante o dia.

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– Nas sonecas diurnas, mantenha o quarto do bebê iluminado. Também acostume seu recém-nascido a dormir com algum ruído, não é necessário manter a casa em total e absoluto silêncio.

– Crie um ritual noturno: diminua os estímulos perto da hora de dormir (televisão, brincadeiras, etc). Aqui em casa, o ritual é banho e mamada, sendo que o leitinho é dado sempre no mesmo lugar, já no escurinho. E esse ritual é mais ou menos o mesmo até hoje, com o mais velho de 2 anos: só acrescentamos a escovação de dentes e os agradecimentos para Papai do Céu.

– Quando o bebê acordar a noite para mamar, evite acender as luzes. Utilize dimmers nas lâmpadas, abajures ou até mesmo o telefone celular para gerar uma luz fraca, o mínimo suficiente para que você possa pegar a criança e atendê-la.

– Não converse nem brinque com o bebê nesse momento. Você pode beijar, fazer carinhos leves e cantar uma canção de ninar, mas evite qualquer papo mais animado com o neném após anoitecer. Um pouco de estímulo é válido somente se a criança mamar pouco e pegar no sono rapidamente. Mas tente não exagerar na dose, para não despertar de vez o bebê.

– Procure não trocar a fralda durante a noite. Só troque se o bebê tiver feito cocô ou se a fralda tiver vazado. E lembre-se da dica da pouca luz: se precisar trocar a fralda e/ou a roupinha, tente fazê-lo na penumbra, para não despertar o neném.