Crianças que dormem cedo têm menor risco de obesidade

Toda mãe sabe que os hábitos alimentares dos primeiros anos de vida vão fazer diferença durante toda a vida. O que talvez você não soubesse é que além dos hábitos alimentares, o horário em que as crianças vão para a cama pode torná-las  menos ou mais propensas a serem obesas anos mais tarde. O risco de obesidade na adolescência para crianças que dormem antes das 20:00 é a metade do risco enfrentado pelos pré-escolares que vão para a cama após as 21:00, revela um estudo.

A pesquisa analisou os dados de cerca de 1.000 crianças nascidas em 1991, cuja hora de dormir foi registrada durante um ano, quando as crianças tinham em média 4 anos e meio de idade. Mais tarde, quando essas crianças já eram adolescentes com 15 anos, altura e peso foram novamente registrados.

Entre as crianças que dormiam por volta das 20:00, 10% se tornaram adolescentes obesos. O índice de obesos subiu para 16% entre os que dormiam entre 20:00 e 21:00 e 23% entre as crianças que dormiam após as 21:00.

Sono e obesidade

Segunda a autora do estudo, Dra. Sarah Anderson, “há uma grande quantidade de evidências ligando a má qualidade e duração do sono, particularmente o sono curto, à obesidade, e é possível que o horário do sono possa ser até mais importante do que sua duração”.

“Isso fornece mais evidências de que ter um uma rotina regular de sono e dormir cedo é importante para as crianças”, completa.

Fontes: The New York Times, The Journal of Pediatrics

Porque os bebês finlandeses dormem em berços de papelão

Porque os bebês finlandeses dormem em caixas de papelão

Você colocaria seu recém-nascido para dormir em um berço de papelão? Pois é isso o que muitas mães da Finlândia fazem: seus bebês dormem em um saco de dormir em miniatura dentro de uma caixa.

E a surpresa: acredita-se que esse método é uma das razões pelas quais a Finlândia tem uma das mais baixas taxas de mortalidade infantil do mundo – 2,52 para cada 1.000 nascimentos, menos da metade dos Estados Unidos.

As caixas são fornecidas pelo governo, com a única condição de que a mãe se submeta a um exame pré-natal nos primeiros quatro meses de gravidez. 40.000 caixas são distribuídas todos os anos. Além do “bercinho”, ela inclui roupa de cama e mais outros 50 itens para o bebê, como roupas, meias, casaco, fraldas reutilizáveis, brinquedos e termômetro. As mães que não precisam de todos esses itens podem optar por receber 140 euros em vez disso, ou cerca de R$ 500.

Porque os bebês finlandeses dormem em caixas de papelão-enxoval

O programa começou no final de 1930, quando quase um em cada 10 bebês finlandeses morriam antes de completar um ano. As caixas eram uma forma barata de incentivar as mulheres a realizar o pré-natal. Os berços de papelão também eram uma alternativa segura para os bebês dormirem fora da cama dos pais.

Porque os bebês finlandeses dormem em caixas de papelão-1947

A tradição das caixas se mantém, mas a situação de pais e mães na Finlândia é hoje bem melhor. Há licença maternidade remunerada de 10 meses e uma garantia de que quem decidir dar um tempo no trabalho para ficar em casa com o(a) filho(a) pode voltar para o seu emprego a qualquer momento antes que a criança complete 3 anos.

Fonte: The New York Times (imagem 1 e 2), BBC (imagem 3)

 

O Coelhinho Que Queria Dormir

O Coelhinho Que Queria Dormir

Soa tão incrível quanto promessa de político em época de eleições: “uma nova maneira de fazer as crianças dormirem”, “o best-seller que mudou a vida de milhares de pessoas”. Olho para o livro com essas frases e um coelho simpático na capa e não resisto. Foi para nossa biblioteca infantil.

Primeira noite do livro em casa e vamos colocar o experimento em prática. O negócio é o seguinte: a história, escrita pelo sueco Carl-Johan Forssen Ehrlin, baseia-se em princípios de programação neurolinguística. A leitura envolve técnicas como ler determinados termos de forma enfática (como “dormir já”), outros lentamente (“soooooono”) e ainda bocejar em determinadas partes da história.

O livro é bem mais longo que a maior parte das histórias infantis para crianças pequenas – são 32 páginas, com bastante texto e poucas figuras. Um pouco estranho à primeira vista, mas acredito que a quase ausência de figuras seja proposital, para evitar que a criança se distraia. E o objetivo é que ele(a) durma antes do final da história, a menos que você tenha um(a) menino(a) que seja realmente duro(a) na queda!

O livro trata o sono de forma muito positiva e tem mensagens que trazem segurança e aconchego para a criança. E apesar de longo e tedioso (também certamente intencional), o efeito calmante do livro é indiscutível.

Na prática: com o Rafa, meu filho mais velho, de 3 anos, funcionou razoavelmente bem. O livro não é infalível, mas muitas vezes ajudou a fazê-lo dormir – quase sempre, bem antes do fim da história.

Com o menor, de 1 ano e meio, não funcionou tão bem. O nível de atenção exigido é muito alto para um bebê nessa idade. Até consegui fazê-lo dormir ouvindo a história, mas em dias em que ele estava mais cansado. E aí não vale muito, porque seriam ocasiões em que provavelmente ele dormiria sem muitos problemas.

Já para quem lê… Meu Deus! Dá um sono incrível. Se você sofre com problemas de insônia, tente ler esse livro para uma criança!

Dica: melhor ficar com a versão impressa do livro. E-books, tablets e celulares definitivamente não combinam com a hora de dormir.


 

O Coelhinho Que Queria Dormir, Carl-Johan Forssén Ehrlin, Companhia Das Letrinhas, preço médio R$ 21,00

Depressão Pós Parto

Muitas mulheres que são ou serão mamães já devem ter ouvido falar em depressão pós-parto, também conhecido como baby-blues. Geralmente são sentimentos que parecem tristeza frente ao nascimento de um filho.

Como não ficar alegre diante da realidade de se tornar cuidadora de um ser desejado, saudável, bonitinho?

Depressão pós parto

Organicamente, a depressão experimentada neste momento é explicada pela variação hormonal inerente a este estado. Olhando pelo lado emocional, receber um filho implica em muitas mudanças na vida da progenitora e de seus familiares.

Logo depois que a mulher deixa a maternidade e vai para casa, é comum que a rotina nos primeiros dias fique bastante afetada: as várias mamadas do bebê, o pouco tempo de sono da mãe, os cuidados com o próprio corpo, as constantes visitas, os choros do pequeno, etc. Estas circunstâncias podem provocar a sensação por exemplo de perda de controle da vida culminando em certo desolamento.

Algumas mudanças de fato ocorrerão:

  • Alterações na vida social e de trabalho;
  • Relacionamento com parceiro e filhos: ocorre um estremecimento por restar pouca energia para estes.

Com frequência, estas transformações ocasionam sentimentos de culpa nesta mulher que pode associar todos estes fatos  a dúvida de seus sentimentos de amor pela sua criança e por vezes levar a rejeição ao mesmo.

Não existe uma receita para evitar que estes pensamentos ocorram. Este é um período que apesar do caos, precisa ser vivido e administrado de forma a se ficar confortável e confiante para adaptação à nova vida.

Algumas dicas que talvez possam ajudar no resgate do controle da situação:

  • Conte com a ajuda de pessoas que possam ajudar nas tarefas domésticas
  • Peça ajuda aos familiares para ajudarem nos cuidados com o bebê
  • Arrume um tempinho só para si mesma (como por exemplo: tomar um banho com calma)
  • Pense que este é um momento pontual e não durará para sempre
  • Confie na intuição e bom senso daquela que prepara um pedacinho seu…
  • E se sentir que essas dicas não te ajudaram a superar a depressão, não tenha medo ou vergonha e procure ajuda profissional

Muitos serão os conselhos e até mesmo palpites em relação aos mais diversos assuntos relacionados ao novo serzinho. Acredite na sua certeza de dar aquilo que tem de melhor para este pequeno.

Se algo não der certo, corrija. Ser mãe, pai e filho será um aprendizado para o resto da vida.

Rock para dormir

Música não tem idade e nem gênero, mas confesso que adoro esses grupos que fazem as músicas ditas, de crianças, para crianças. É a melhor desculpa que os adultos têm para curtir no último um som da Palavra Cantada, por exemplo!

A maternidade me fez descobrir muitas coisas, uma delas são as versões instrumentais de clássicos do rock. A coleção Rockabye Baby é uma delas tem versões de Queen, Led Zeppelin, Metallica, Michal Jackson, Beatles, Bob Marley entre outros. É uma delícia de ouvir e pode ajudar a acalmar o baby na hora do sono. Talvez não seja tão fácil de achar esses títulos em lojas físicas no Brasil, mas em lojas virtuais e formato digital acredito que dê para encontrar. Também é uma sugestão de presente para os pais grávidos, chá de bebê, nascimento e aniversários.

Let´s Rock!

Mais em rockabyebabymusic.com

Post não patrocinado, tá?