Crianças que dormem cedo têm menor risco de obesidade

Toda mãe sabe que os hábitos alimentares dos primeiros anos de vida vão fazer diferença durante toda a vida. O que talvez você não soubesse é que além dos hábitos alimentares, o horário em que as crianças vão para a cama pode torná-las  menos ou mais propensas a serem obesas anos mais tarde. O risco de obesidade na adolescência para crianças que dormem antes das 20:00 é a metade do risco enfrentado pelos pré-escolares que vão para a cama após as 21:00, revela um estudo.

A pesquisa analisou os dados de cerca de 1.000 crianças nascidas em 1991, cuja hora de dormir foi registrada durante um ano, quando as crianças tinham em média 4 anos e meio de idade. Mais tarde, quando essas crianças já eram adolescentes com 15 anos, altura e peso foram novamente registrados.

Entre as crianças que dormiam por volta das 20:00, 10% se tornaram adolescentes obesos. O índice de obesos subiu para 16% entre os que dormiam entre 20:00 e 21:00 e 23% entre as crianças que dormiam após as 21:00.

Sono e obesidade

Segunda a autora do estudo, Dra. Sarah Anderson, “há uma grande quantidade de evidências ligando a má qualidade e duração do sono, particularmente o sono curto, à obesidade, e é possível que o horário do sono possa ser até mais importante do que sua duração”.

“Isso fornece mais evidências de que ter um uma rotina regular de sono e dormir cedo é importante para as crianças”, completa.

Fontes: The New York Times, The Journal of Pediatrics

Receitas vegetarianas para crianças

Sou quase vegetariana. Quase porque o trabalho me obriga a comer fora de casa frequentemente e encontrar opções saudáveis e equilibradas na rua não é tarefa das mais fáceis. Ai vai um franguinho, peixe ou ovo. Carne vermelha eu não como. Mas não passei isso para meus filhos. Eles comem de tudo.

Mas por essas minhas preferências alimentares, amo a ideia da Segunda Sem Carne. É um movimento presente em vários países do mundo que propõe uma ideia simples: eliminar a carne do cardápio da segunda-feira. Os benefícios são enormes: o excesso de proteína animal é frenquentemente associado a doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade, câncer e diabetes. Além disso, a agropecuária de larga escala é um grande problema ambiental da atualidade, pois demanda uso intensivo de água e de alimentos vegetais, é poluente e responsável por grande parte do desmatamento de nossas florestas. Mas não precisa parar de comer carne não: reduzir seu consumo já tem grandes benefícios.

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Para as crianças, um dia vegetariano é uma ótima oportunidade de variar nutrientes e ter uma alimentação saudável e natural. Quer tentar? Aí vão algumas dicas de receitas que têm tudo para ser sucesso com os pequenos.

1- Polenta com molho bolonhesa vegano, receita Presunto Vegetariano. A proteína de soja é um clássico da alimentação vegetariana, mas se mal preparada… Eca! Não é o caso dessa receita, que também tem tudo para ser sucesso trocando a polenta pela macarronada. Se você prefere evitar os transgênicos, uma boa dica é comprar a soja da marca Mãe Terra.

2- Hambúrguer de batata-doce e quinoa, receita Casa e Jardim. A batata-doce é um carboidrato do bem e a quinoa é riquíssima em proteínas. Pode ser servido como sanduíche, mas também é ótimo para acompanhar o arroz e feijão da criançada.

3- Falafel, receita Bela Gil. O falafel é um bolinho árabe a base de grão-de-bico, outra fonte rica em proteínas vegetais e em ferro. A Bela sugere acompanhar com molho de tahine, mas as crianças certamente amariam com catchup caseiro.

4- Quiche de brócolis, receita M de Mulher. O brócolis é boa fonte de proteína, de vitamina C e riquíssimo em cálcio, ótimo para as crianças que precisam muito desse nutriente para crescer.

5- Quibe vegetariano, receita Começar Saudável. Esse quibe é recheado com queijo minas, que poderia ser trocado por tofu para uma versão vegana.

Meditação para crianças

Meditação para crianças

Muito se ouve sobre os benefícios da meditação. E eu que sempre me perguntei se criança também poderia/conseguiria meditar fiquei animada ao ler na semana passada o blog Well Family do jornal The New York Times, que compilou uma série de pesquisas sobre o tema e dicas de técnicas de meditação para crianças.

Além do já esperado benefício de mantê-las mais calmas, a meditação para as crianças tem diversas outras vantagens, algumas surpreendentes. Crianças em fase equivalente ao nosso estudo fundamental que praticaram meditação durante um período de quatro meses, apresentaram também melhorias em funções como controle cognitivo, memória, flexibilidade cognitiva e melhores notas em matemática! Outra pesquisa mostrou as mesmas melhorias no desempenho  em matemática em alunos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade – que também passaram a ter mais atenção e controle de impulso. E um terceiro estudo realizado com crianças do ensino fundamental na Coreia mostrou que oito semanas de meditação reduziram agressividade, ansiedade social e os níveis de estresse.

E mais: essas investigações mostram que os benefícios da meditação para crianças podem ser ainda mais significativos do que para os adultos. Isso porque o cérebro desenvolve conexões em circuitos pré-frontais de forma mais rápida na infância. Essa plasticidade extra cria potencial para a meditação ter ainda maior impacto positivo em crianças.

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Jillian Pransky, diretora de um centro de ioga terapêutica e mãe de uma menina de 12 anos, sugere 3 técnicas de simples de meditação para praticar em casa com as crianças:

1. Elevador. Imagine que há um elevador em seu corpo. Sentado, imagine que o andar mais alto é sua cabeça, o seguinte vai do seu peito até sua barriga e terceiro vai da barriga ao pé.

Expire e mentalmente diga três, imaginando o elevador na cabeça. Quando as portas se abrem, imagine a respiração entrando e refrescando o elevador. Na próxima expiração, mentalmente cantar “dois”. Imagine o elevador descendo para sua barriga, abra as portas e inspire. Continue para o chão, cantando “um”. Pause e sinta o elevador no andar térreo e desfrute o desembarque. Quanto mais velha a criança, mais “andares” poderão ser acrescentados ao exercício.

2. Respirar contando dedos. Este é um exercício que pode ser feito em qualquer lugar. Comece com as palmas das mãos fechadas, apoiadas no colo. A cada expiração,  levante um dedo. Inspire lentamente. Expire e levante outro dedo. Inspire e continue até que você tenha as duas palmas abertas em seu colo.

Ao expirar, você pode acrescentar um mantra como o “om” ou qualquer outro que evoque sentimentos de paz, amor, silêncio ou relaxamento.

3. Respirar fundo antes de dormir. Respire fundo pelo nariz e ao expirar, cante em voz alta: “trêeeeeeeeees”. Inspire profundamente e na próxima expiração, cante “dooooooooois”. Mais uma respiração profunda e exale cantando “uuuuuum”. Relaxe por algumas respirações e repita se desejar.

E você, pratica meditação com suas crianças? Compartilhe suas experiências nos comentários!

 

Fonte: The Mindful Child, Three Ways for Children to Try Meditation at Home

TDAH: sintomas mais comuns

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Quais os sintomas mais comuns que as crianças podem apresentar para pensarmos em um TDAH?

Inquietude, falta de concentração em atividades em geral, dificuldade de aprendizagem. Comumente crianças que apresentem alguma destas dificuldades citadas costumam ser apelidados de bagunceiros, desinteressados, etc.

Todo comportamento na infância que destoe da maioria dos pequenos que estejam na mesma faixa etária  deve ser levados em consideração e investigado.

Algumas questões familiares como agressões físicas e psicológicas, falta de limite, podem ser responsáveis pela inquietude das mesmas.  Não raro, algumas crianças não conseguem identificar seus sentimentos e se colocam de forma “inadequada” como um apelo ao adulto que cuida deste por um olhar diferenciado. Entretanto não se deve considerar somente este ponto para a obtenção do diagnóstico.

Afinal existe uma grande diferença entre dizer a uma criança que ela está com dificuldade de aprender e dizer que está nunca irá aprender…

É necessário uma avaliação médica e psicológica criteriosa para que se possa fechar um diagnóstico e buscar um melhor tratamento que auxilie os pequenos no seu pleno desenvolvimento. As medicações  e psicoterapias não podem ser descartadas quando constatadas a necessidade.

Toda pessoa em formação precisa ser vista como alguém com potencial para seguir o curso natural da vida: estudar, escolher profissão, trabalhar , formar família, etc.

A infância é o período mais curto da vida de uma pessoa e também o que mais marca e faz eco na vida adulta. Neste período as inúmeras informações e valores recebidos irão pesar e muito nas condutas e escolhas de cada um.

Especial TDAH 2

TDAH – Transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

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Dando continuidade ao referido tema, trago um pouco da história desta alteração que provoca incômodos a quem convive com crianças suspeitas de apresentarem tal desarranjo.

Geralmente o mesmo se evidencia quando a criança começa a frequentar a escola.

O TDAH se caracteriza pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade (inquietude motora) e impulsividade. Existem relatos sobre este tema desde 1844.

Muitos estudiosos usaram diversas classificações para tratarem deste assunto: insanidade, retardamento e até mesmo algo diabólico. Muitas crianças chegaram a ser tratadas como deficientes mentais.

Em 1902 o pediatra inglês George Still nomeia os sintomas: transtorno médico, defeito de conduta moral herdado dos pais; defeito originado por um provável dano cerebral. Especulava-se também que poderia ocorrer por problemas na hora do parto.

Na década de 30 e 40 com o surgimento das anfetaminas, Still resolveu mudar o nome para disfunção cerebral mínima já que não havia sido comprovado o dano cerebral. Os medicamentos a base de anfetaminas começaram a serem usados para tratarem a tal disfunção.

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Entre os anos de 60 a 70 a ênfase foi dada para a questão da hiperatividade, já que a falta de atenção era um fator insuficiente para um diagnóstico infantil. Nesta época, acreditava-se que o transtorno tinha a tendência a desaparecer na adolescência.

Daí para frente foram feitas algumas reclassificações de nomenclatura enfatizando mais a questão comportamento do que a disfunção ou a doença.

Na década de 80 o foco muda para a questão da desatenção. E desatenção não é um problema somente das crianças e adolescentes, é também algo que acomete os adultos (DDA – distúrbio de déficit de atenção).

Acreditava-se que a hiperatividade desaparecia, mas a desatenção acentuada permaneceria ao longo da vida do sujeito até a fase adulta.

Um questionamento  importante se fez : – Seria o TDAH uma lesão, disfunção, distúrbio, reação , deficit ou transtorno relacionado com o tipo de atividade do sujeito?

Finalmente no final dos anos 80, início de 90, é adotado o nome TDAH para o desconcerto verificado.

Hiperatividade, desatenção, são características que podem estar presentes em várias situações de vida de um indivíduo.

Em um próximo momento trarei alguns aspectos a serem observados quanto ao diagnóstico.

Especial TDAH

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