Depressão Pós Parto

Muitas mulheres que são ou serão mamães já devem ter ouvido falar em depressão pós-parto, também conhecido como baby-blues. Geralmente são sentimentos que parecem tristeza frente ao nascimento de um filho.

Como não ficar alegre diante da realidade de se tornar cuidadora de um ser desejado, saudável, bonitinho?

Depressão pós parto

Organicamente, a depressão experimentada neste momento é explicada pela variação hormonal inerente a este estado. Olhando pelo lado emocional, receber um filho implica em muitas mudanças na vida da progenitora e de seus familiares.

Logo depois que a mulher deixa a maternidade e vai para casa, é comum que a rotina nos primeiros dias fique bastante afetada: as várias mamadas do bebê, o pouco tempo de sono da mãe, os cuidados com o próprio corpo, as constantes visitas, os choros do pequeno, etc. Estas circunstâncias podem provocar a sensação por exemplo de perda de controle da vida culminando em certo desolamento.

Algumas mudanças de fato ocorrerão:

  • Alterações na vida social e de trabalho;
  • Relacionamento com parceiro e filhos: ocorre um estremecimento por restar pouca energia para estes.

Com frequência, estas transformações ocasionam sentimentos de culpa nesta mulher que pode associar todos estes fatos  a dúvida de seus sentimentos de amor pela sua criança e por vezes levar a rejeição ao mesmo.

Não existe uma receita para evitar que estes pensamentos ocorram. Este é um período que apesar do caos, precisa ser vivido e administrado de forma a se ficar confortável e confiante para adaptação à nova vida.

Algumas dicas que talvez possam ajudar no resgate do controle da situação:

  • Conte com a ajuda de pessoas que possam ajudar nas tarefas domésticas
  • Peça ajuda aos familiares para ajudarem nos cuidados com o bebê
  • Arrume um tempinho só para si mesma (como por exemplo: tomar um banho com calma)
  • Pense que este é um momento pontual e não durará para sempre
  • Confie na intuição e bom senso daquela que prepara um pedacinho seu…
  • E se sentir que essas dicas não te ajudaram a superar a depressão, não tenha medo ou vergonha e procure ajuda profissional

Muitos serão os conselhos e até mesmo palpites em relação aos mais diversos assuntos relacionados ao novo serzinho. Acredite na sua certeza de dar aquilo que tem de melhor para este pequeno.

Se algo não der certo, corrija. Ser mãe, pai e filho será um aprendizado para o resto da vida.

Brincadeira é coisa séria!

Inicio este pequeno texto  tomando emprestado algumas frases da música Aquarela de Toquinho:

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo

E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo

Corro  o lápis em torno da mão e me dou uma luva

E se faço chover, com dois riscos tenho um grande guarda-chuva…

Esta música além de possuir uma deliciosa melodia retrata muito bem a questão lúdica presente na nossa imaginação.

Brincar diverte e é uma atividade essencial para o desenvolvimento  emocional de todos nós seres humanos. O desenvolvimento subjetivo na infância fica muito dividido entre a realidade e a ficção. Fantasiar é uma saída para se conseguir uma solução para uma questão. Tomando um pedaço do texto acima: se faço chover, busco um guarda-chuva. Esta é uma resolução pensando em não se  molhar, por exemplo.

Brincar é coisa séria

Não raro no reino dos pequenos frequentemente nos deparamos com os mesmos transformando cabos de vassouras em cavalinhos, pedaços de madeira envolvidos em panos que viram bonecos e tantas outras coisas sendo possíveis de acontecerem no mundo do faz de contas.

Alguns valores que podemos obter através da brincadeira:

  • É prazeroso e portanto nos leva a gostar de viver
  • Estimula a criatividade  desenvolvendo habilidades de  saídas para as mais diversas situações
  • Nos insere em uma cultura através das vivências de  situações do dia a dia  possibilitando responder aos apelos desta.

Criança e brincadeira deveriam andar sempre de mãos dadas.

À todos os pais que sentem ou já sentiram o gostinho de felicidade ao relembrarem seus tempos  de crianças através de um post no Facebook ou até mesmo por uma lembrança espontânea, que tal organizarem a agenda de seus filhos de tal maneira que consigam incluir tempo para que os mesmos brinquem livremente?

Consumismo infantil

O consumo está sempre presente em nossas vidas. Precisamos consumir: alimentos, roupas, calçados, moradia, escola… Que alegria poder desfrutar dos rendimentos do nosso trabalho!

Consumir tem seu lado positivo quando pensado em conquistas, obtenção de prazer. Precisar e querer algo andam sempre lado a lado quando o assunto é comprar um item, mas há que se tomar cuidado com os excessos.

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Para o adulto fazer a diferenciação entre necessitar, desejar e poder obter algum produto específico é mais fácil do que para a criança.

Os apelos para o consumismo infantil são muito intensos. Frequentemente são criados filmes, desenhos , novelas, revistas e livros infantis repletos de personagens com os quais as crianças se identificam.

O sucesso destes personagens logo chegam à casa dos pequenos através da mídia: em brinquedos, alimentos, vestimentas, etc, aguçando o desejo de obtenção destes objetos, visto que para os pequenos obter algo de seu personagem favorito por exemplo, é o mesmo que se tornar igual ao herói.

Os personagens infantis ajudam as crianças a estabelecer relações com o mundo. As características que os mesmos apresentam nas muitas histórias possibilitam aos pequenos a obtenção de valores a partir do bem, do mal, do mocinho, do bandido, etc.

Receber presentes é sempre muito bom. Existe uma mensagem de ser querido, reconhecido. Porém os rebentos não possuem capacidade para avaliar se os progenitores podem ou não dar à eles o que solicitam. Cabe aos pais limitar a obtenção de todas as vontades infantis.

As crianças de maneira geral não recebem uma negação com docilidade. No entanto, contrariar um pedido infantil, é uma possibilidade de se ensinar a lidar com a frustração, com a impossibilidade.

O mundo com frequência nos lembra da limitação em situações como: quando não se consegue montar um brinquedo sozinho, ao tirar uma nota baixa na escola, ao ser rejeitado por alguém ou por um grupo, ao não passar no vestibular, perder alguém , ser desligado de um emprego, quando se é cobrado para executar um trabalho melhor e em tantas outras situações.

Tomar como hábito a aquisição de bens sem medida pode trazer a sensação do descartável, da não valorização de muitas conquistas tanto nos âmbitos profissional quanto no emocional.

Quando o estilo dos pais de educar os filhos entra em choque

As diferenças de opiniões não são necessariamente ruins se nos permitirmos escutar um outro parecer. Pode aí ficar colocada uma possibilidade de diálogo bem como possibilitar um novo olhar para algo que muitas vezes até nos causa sofrimento.

Existem muitos estilos de pensamentos. Uma das muitas definições da palavra estilo: modo pela qual um indivíduo usa os recursos da linguagem para expressar verbalmente ou por escrito, pensamentos, sentimentos ou para fazer declarações, pronunciamentos, etc.

Esta definição diz bem da singularidade de cada humano ao se relacionar com o mundo. Um lugar riquíssimo para o desenvolvimento da linguagem está na família. Pais e filhos usam palavras, gestos, toques, para se comunicarem o tempo todo. A família é a primeira escola de todos nós neste universo dos sentidos. Sendo assim é comum que o casal traga suas experiências familiares para a criação de seus filhos.

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Imagem: Rebecca VC1

Naturalmente o par irá se deparar com pontos de discordâncias que precisarão ser encarados através de conversas e avaliados com muita sinceridade no tocante a relevância ou não das opiniões contrárias. Partilhar a criação de um filho, coloca os pais no papel de educadores que devem desempenhar. Encontrar um meio termo para conduzir um assunto com pontos de vista diferentes é sempre desafiador.

Por mais que algumas situações vivenciadas com os filhos sejam semelhantes às próprias , haverá diferenças importantes: os protagonistas da história familiar em questão, o tempo atual, as tecnologias existentes,etc.

Talvez nos momentos de conflito, focar nos sentimentos de amor, companheirismo e confiança entre o casal possam colaborar para que as diferenças do dia a dia se tornem mais leves na arte de construir a tão desejada família tijolinho por tijolinho.

Casal separado: como manter uma relação saudável com o (a) ex quando há filhos?

A separação de um casal é um momento muito difícil para o mesmo assim como para os filhos. Sentimentos como fracasso, rejeição, abandono, entre outros são frequentemente experimentados por todos.

Atualmente ainda é comum ouvirmos comentários negativos a respeito de crianças de pais separados. Entretanto os frutos de casais que rompem um relacionamento não são sinônimos de pessoas problemáticas e infelizes. Crescer em um ambiente hostil pode ser mais traumático do que o desmembramento familiar. O que irá acarretar ou não conflitos para a prole será a forma de se administrar tal cisão.

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A separação é um momento de luto e a elaboração desta perda precisará ser processada por todos os envolvidos. A maneira como cada um irá lidar com isto será sempre muito particular e dentro de um tempo próprio.

Existem ex maridos, ex esposas, porém não existem ex filhos. O par que se separa precisa ter foco na formação dos frutos oriundos da relação. Analisar quem tem melhores condições de ficar com os rebentos, estabelecer como será feita a organização financeira, são pontos para que este momento delicado possa ser vivido com menos prejuízo emocional para todos.

Pai e mãe são títulos adquiridos e permanentes. O afeto que será estabelecido e que criará laços dependerá do quanto de investimento emocional acontecerá neste relacionamento. Casais separados que conseguem demostrar atitudes comprometedoras com a formação de seus filhos, conseguem obter o respeito e o amor dos mesmos.