TDAH – transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

TDAH - transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

O que fazer com um pequeno que parece estar disperso o tempo inteiro, que não consegue focar em uma atividade?

Com certa frequência, em meu trabalho e socialmente, sou abordada desta maneira. Este comportamento às vezes pode ser um TDAH e acomete algumas crianças em idade escolar.

É difícil para as famílias de modo geral receberem a notícia de que algo está impedindo que seu (sua) filho(a) consiga se desenvolver como a maioria das outras crianças. Este assunto é bastante complexo e merece muitos esclarecimentos pois muitos são os envolvidos: os pequenos, seus responsáveis e a escola que frequentam.

MAIS: Um abraço, por favor

Para se diagnosticar este transtorno, muitos fatores precisam ser levados em conta.

Minha intenção em partilhar um pouquinho do meu conhecimento sobre este assunto é que possa ser feita uma reflexão sobre o tema e ajude na tomada de medidas que possam auxiliar os pequenos juntamente com seus cuidadores e outros envolvidos no processo de formação dos mesmos para o enfrentamento da situação.

Para começar, qualquer dificuldade emocional  ou de aprendizagem que uma criança apresente na escola deve ser valorizada. As mudanças comportamentais normalmente possuem uma causa e na primeira infância costumam afetar outras esferas da vida e precisam ser tratadas.

Medidas como uma avaliação médica e psicológica tão logo apareçam algumas das  dificuldades acima citadas muito auxiliarão no direcionamento do tratamento.

Em breve trarei um pouco mais de dados descritivos encontrados na literatura para melhor esclarecimento a respeito deste assunto.

Especial TDAH

Dúvidas sobre o tema? Comente ou escreva para a gente.

Dodói de criança dói na mamãe!

Bebê doente

Vivenciar um adoecimento de uma criança, socorrê-la e depois ter que contar apenas com o tempo para a recuperação da mesma não é uma tarefa fácil para a maioria das mamães. Algumas, a maioria, se pudessem, ficariam doentes no lugar dos filhotes.

Ah! Amor de mãe ! Sentimento indescritível…

Todas as palavras de bem querer não são suficientes para definir este afeto. A ligação mãe – filho é tão intensa que já ouvi algumas vezes o seguinte comentário: – Amo tanto esta criança que chega a doer! Tal analogia amor = dor pode ser pensada no temor que se tem em perder uma criaturinha  “fabricada” dentro do corpo materno e necessitada de muitos cuidados.

O medo da perda está presente em todas as relações que são importantes para os seres humanos e por isto nos movimenta no sentido de tomar providências para evitar seu acontecimento.

E olha que os zelos e rotinas que precisam ser estabelecidos para oferecer ao pequeno que este cresça de maneira saudável emocionalmente e cronologicamente são intensos.

O olhar constante sobre a vida da criança colabora para que a “dona” desta tenha a fantasia de poder livrá-la de todo e qualquer sofrimento. Este sentimento de alerta que a relação convoca se faz necessária para que se transmita proteção, amor e reconhecimento.

Amparar os rebentos em suas dores físicas é um marcador da importância das relações afetivas na vida e têm seus desenvolvimentos ao longo de toda uma existência.

O primeiro dia de escola de uma criança

Ano novo é certamente sinônimo de um marco. As contagens regressivas anunciando os últimos minutos do ano que está se acabando nos convida a comemorarmos com muita alegria e shows de pirotecnia a chegada do que representa uma mudança.

Comemoramos o novo sem termos a menor certeza dos acontecimentos que estarão por vir.

Marcante também é o primeiro dia de escola de nossos filhos.

primeiro dia escola

Imagem: Ian D. Keating

As reações diante deste acontecimento são muito pessoais e diversificadas tanto para os pais, especialmente para as mães, quanto para os filhos. Alguns pequenos se encaminham felizes para a escola, outros chegam meio tímidos e tem aqueles que se recusam a ficar.

Será que algumas mamães já passaram pela experiência de ao deixarem os filhos na escola saírem com os olhos cheios de lágrimas, coração apertado?

E quem já teve que travar uma batalha interna ao assistir a criança chorando sob os cuidados de quem se confiou e resistir à tentação de levar o filho embora para casa?

Estes sentimentos são comuns e naturais. Afinal o bem mais precioso que se tem está sendo dividido com o mundo. Saber  que os filhos não nos pertencem é uma coisa, constatar isto é outra.

Pois é, a creche, a escola, apontam para uma mudança na vida da família. Mudam-se rotinas, agregam-se novas vivências.

Colocar o pequeno na escola é uma maneira de apresentar a vida aos mesmos: igualdades, diferenças, etc.

Para que os pimpolhos aproveitem este momento na vida deles é fundamental que seus progenitores estejam sempre atentos a instituição escolhida tanto no aspecto pedagógico como no aspecto de valores e que estejam de acordo com o que pensam e querem que o pequeno tenha.

O desenvolvimento emocional e intelectual precisam caminhar juntos. Muitas serão as fases que os pequenos terão que atravessar até alcançarem a vida adulta e fazerem suas escolhas profissionais. Propiciar condições e direcionamentos para estes é um apontamento de sucesso no futuro.

Vivenciar  uma enxurrada de sentimentos perante as inúmeras fases que nossas crianças terão que enfrentar é muito semelhante à espera de cada novo ano que se rompe, pois mesmo não sabendo do futuro, insistimos em acreditar que o melhor sempre está por vir.

E viva o Papai Noel!!!

Natal … Shopping e ruas de compras abarrotadas de pessoas. Decorações caprichadas, reunião de família, amigos. Todos buscando se confraternizar e cuidando de detalhes como comida, lembranças, doações.

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Temos  experimentado ao longo de nossas vidas o prazer de acreditar na existência  do velhinho que traz presentes para todos independente de sua classe social ou raça nos  remetendo ao pensamento de sermos iguais enquanto seres humanos. Este sentimento de igualdade, aliado a alegria e beleza deste momento, tem seu reflexo  nas muitas manifestações de boas ações.

Como este velhinho é poderoso!

Gordinho, barbudo, com bochechas rosadas, um sorriso no rosto e uma grande  disponibilidade para atender aos mais diversos pedidos feitos pelas criaturinhas mais cheias de inocência e conhecedoras precoces de que sempre se é reconhecido pelo bom comportamento. Com frequência  ouvimos os pequenos justificarem serem merecedores de seus brinquedos por terem sido obedientes, estudiosos, etc… Os pequenos já começam a incorporar o sentido da troca.

Acredito que o Natal continuará a ser uma festa de muitas e muitas gerações. É preciso insistir em repetir rituais que nos lembrem da nossa condição de habitantes de uma terra. Toda mudança ocorrida e que está por vir depende somente de nós.

As crianças tem necessidade de repetir certas histórias para que possam acrescentar significado as  suas percepções. Como pais sabemos também que para que um valor seja incorporado pelas mesmas, precisamos insistir em repetir orientações e ações.

Castigo na Infância

Frequentemente me fazem a seguinte pergunta: Castigo funciona?

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Quando um comportamento infantil é considerado inadequado este precisa ser corrigido.  As crianças necessitam ser orientadas a respeito do que se espera delas em termos de atitudes para que possam viver socialmente.

Nosso cotidiano é regido por regras que devem ser transmitidas em primeiro lugar pelos pais. Normas são limites. Ninguém pode fazer somente o que quer. O limite é também um instrumento facilitador para viver as relações familiares e sociais.

Pensando no desenvolvimento infantil eu ficaria com o seguinte questionamento: Quando o castigo funciona?

Para que uma punição seja eficaz é necessário que a criança tenha certeza de que irá perder alguma coisa. O que deve ficar registrado para ela através da punição é:

Descumprir algo = Ter uma consequência

Não é por acaso que temos uma quantidade enorme de leis regendo o nosso dia a dia.

Como aplicar um corretivo?

  • Repreenda e explique o mau comportamento.
  • Esclareça os motivos da represália.
  • A correção deve ocorrer logo após o comportamento inadequado.
    A suspensão de algo como, por exemplo, uma tarde sem TV, sem eletrônicos, etc., tem que ser algo que seja “caro” para a criança a fim de que a mesma possa apreender o caráter da consequência.
  • Castigos longos geralmente não funcionam. Muitos pais se perdem nos combinados e correm o risco de marcarem o descrédito com a disciplina.
  • Não dê castigos motivados pelo próprio sentimento como: raiva, vergonha, etc.
  •  É importante falar para o (a) filho (a) que tipos de sentimentos ele (a) provocou no outro com sua atitude inadequada, mas o castigo tem que ser algo que toque a criança.

Broncas, advertências, repreensão, disciplina, são atitudes que indicam a presença de lei. Certamente os rebentos não gostarão destas posturas, mas são posicionamentos indispensáveis  para a formação dos mesmos.