Preciso mudar de cidade. E agora?

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Muitas profissionais viajam constantemente, sua rotina não permite horários fixos de trabalho e precisam em diferentes momentos deixar seus pequenos conviverem com sua ausência por períodos curtos ou prolongados.

Algumas empresas apresentam em sua estrutura filiais em diferentes estados e fazem propostas para as profissionais que se destacam, para assumirem cargos mais estratégicos, com maiores remunerações e benefícios irrecusáveis mas com uma exigência básica: a mudança de cidade.

Mesmo entendendo que esta é uma oportunidade ímpar e sentindo-se muito motivada, quando nos tornamos mães começamos a ponderar muitas coisas não é?

A insegurança quanto ao nosso sucesso no novo desafio existe é claro, mas nosso maior receio é quanto a adaptação da nossa família e principalmente como nosso pequeno reagirá a nova fase.

Antes de qualquer decisão, entenda de maneira clara o que a empresa esperará de você e o que você pode esperar quanto a suporte para esta mudança e as oportunidades para sua carreira a curto, médio e longo prazo. Deixe claro seus pontos de vista e condições.

Avaliar se realmente esta mudança valerá a pena para você e sua família é importante, esta decisão certamente tirará algumas noites de sono!

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Alguns cuidados são importantes neste processo:

– A decisão deve ser tomada em conjunto com seu companheiro(a) e ponderados todos os pontos positivos e negativos;

– Avaliar como ficará a carreira de seu companheiro(a), afinal, independente da oportunidade excepcional para você é importante pensar na satisfação dele e no campo de trabalho e oportunidades que ele terá na nova cidade;

– Checar a estrutura do local quanto a moradia, comércio, qualidade de vida e à cima de tudo para seu pequeno.

Para os casais, a mudança deve ser apoiada por seu companheiro(a) incondicionalmente, pois isso será importante para o bem estar do casal, onde o consenso não gerará arrependimentos e nem cobranças futuras.

Lembre-se que crianças se adaptam com muito mais facilidade a mudanças e novidades do que nós adultos e que se encantam com aprendizados, novos lugares e contato com crianças que não conhecem.

Existem oportunidades que são imperdíveis, mas uma mudança realizada com planejamento e tranquilidade será essencial e a segurança na decisão mostrará ao seu pequeno que tudo está bem e que esta nova fase será o melhor para toda família.

Acredite sempre no apoio de sua família e no amor que existe entre vocês e principalmente na sua simbiose com seu pequeno! Explique tudo para ele independentemente da idade que tenha, deixando ele acompanhar todas as etapas da mudança.

Tudo resolvido e acertado, abrace com todo seu potencial este novo desafio, arrume as malas e boa viagem!

Briga entre irmãos

briga entre irmãos

Comumente  as brigas estão presentes no universo infantil.

Quem tem irmãos provavelmente já vivenciou algum tipo de briga com os mesmos: quer seja briga de braço, quer ser discordâncias de opiniões que culminaram em xingamentos.

Ser criança é ter pouca tolerância com as frustrações. Nesta fase é difícil identificar os sentimentos que são provocados diante de algum impedimento.

Frequentemente as brigas entram como uma tentativa de impor ao outro a própria vontade. As consequências disso: agressividade em tapas, palavras ou ambos.

Existem várias situações provocadoras de brigas:
Quando um pega algo do outro;
Escolhas diferentes ao assistir um canal de TV;
Um quer brincar e o outro não quer;
O filho que  agrada aos pais e o outro que desagrada, etc.

Situações como estas costumam estressar os pais também. Porém pai e mãe serão sempre orientadores de seus pequenos.

Os mesmos não devem deixar que seus filhos se peguem ou se agridam até esgotarem toda a raiva. Inclusive porque podem se machucar física e emocionalmente. Como educadores é necessário que intervenham marcando que existem outras maneiras de resolver conflitos.

Algumas sugestões para minimizar a briga entre os filhos:

  1. Não faça comparações entre os mesmos para que não pareça que se tem preferência por algum.
  2. Cada filho é único, tem seus próprios gostos, pensamentos.
  3. Não force os seus filhos a fazerem os mesmos programas (por exemplo o mesmo esporte).
  4. Não coloque um filho para vigiar o outro. Isto pode dar poderes demais para quem toma conta e pode provocar sentimentos de rejeição para o outro.

Eu não sei se existe fórmula para irmãos se gostarem. Mas penso que o fato de considerar cada filho como alguém único pode fazer nascer o despertar pelo interesse em conhecer o mundo do outro. Não dizem por aí que os opostos se atraem?

Para as mamães

Gostaria de prestar uma homenagem a todas as mamães com esta história que muito bem descreve as mulheres que se lançam neste instigante desafio: a maternidade.

Para as mamaes

por Erma Bombeck

No dia em que Deus criou as mães (e já vinha virando dia e noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse:
– Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto Senhor?
E o Senhor respondeu-lhe:
– Você leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável , mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.

O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
– Seis pares de mãos Senhor? Parece impossível!?!
Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus. E os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?

O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
– E isso tem modelo padrão?
O Senhor Deus assentiu:
– Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba) ; outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria , mas precisa saber, e naturalmente olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos dizendo-lhe:
– Eu te compreendo e te amo! sem dizer uma palavra.

E o anjo mais uma vez comenta-lhe:
Senhor… Já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.
Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
-Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho…

O anjo rodeou  vagarosamente  o modelo e falou:
– É muito delicada Senhor!
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
– Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta  pessoa pode fazer para suportar!

O anjo analisando melhor a criação, observa:
– Há um vazamento ali Senhor…
– Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
– Vós sois um gênio, Senhor! Disse o anjo entusiasmado com a criação.
– Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim…

Parabéns à todas progenitoras que não medem sacrifícios para cuidarem de sua prole e que só o fazem em nome de muito amor!!

TDAH: sintomas mais comuns

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Quais os sintomas mais comuns que as crianças podem apresentar para pensarmos em um TDAH?

Inquietude, falta de concentração em atividades em geral, dificuldade de aprendizagem. Comumente crianças que apresentem alguma destas dificuldades citadas costumam ser apelidados de bagunceiros, desinteressados, etc.

Todo comportamento na infância que destoe da maioria dos pequenos que estejam na mesma faixa etária  deve ser levados em consideração e investigado.

Algumas questões familiares como agressões físicas e psicológicas, falta de limite, podem ser responsáveis pela inquietude das mesmas.  Não raro, algumas crianças não conseguem identificar seus sentimentos e se colocam de forma “inadequada” como um apelo ao adulto que cuida deste por um olhar diferenciado. Entretanto não se deve considerar somente este ponto para a obtenção do diagnóstico.

Afinal existe uma grande diferença entre dizer a uma criança que ela está com dificuldade de aprender e dizer que está nunca irá aprender…

É necessário uma avaliação médica e psicológica criteriosa para que se possa fechar um diagnóstico e buscar um melhor tratamento que auxilie os pequenos no seu pleno desenvolvimento. As medicações  e psicoterapias não podem ser descartadas quando constatadas a necessidade.

Toda pessoa em formação precisa ser vista como alguém com potencial para seguir o curso natural da vida: estudar, escolher profissão, trabalhar , formar família, etc.

A infância é o período mais curto da vida de uma pessoa e também o que mais marca e faz eco na vida adulta. Neste período as inúmeras informações e valores recebidos irão pesar e muito nas condutas e escolhas de cada um.

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TDAH – Transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

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Dando continuidade ao referido tema, trago um pouco da história desta alteração que provoca incômodos a quem convive com crianças suspeitas de apresentarem tal desarranjo.

Geralmente o mesmo se evidencia quando a criança começa a frequentar a escola.

O TDAH se caracteriza pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade (inquietude motora) e impulsividade. Existem relatos sobre este tema desde 1844.

Muitos estudiosos usaram diversas classificações para tratarem deste assunto: insanidade, retardamento e até mesmo algo diabólico. Muitas crianças chegaram a ser tratadas como deficientes mentais.

Em 1902 o pediatra inglês George Still nomeia os sintomas: transtorno médico, defeito de conduta moral herdado dos pais; defeito originado por um provável dano cerebral. Especulava-se também que poderia ocorrer por problemas na hora do parto.

Na década de 30 e 40 com o surgimento das anfetaminas, Still resolveu mudar o nome para disfunção cerebral mínima já que não havia sido comprovado o dano cerebral. Os medicamentos a base de anfetaminas começaram a serem usados para tratarem a tal disfunção.

MAIS: Birra

Entre os anos de 60 a 70 a ênfase foi dada para a questão da hiperatividade, já que a falta de atenção era um fator insuficiente para um diagnóstico infantil. Nesta época, acreditava-se que o transtorno tinha a tendência a desaparecer na adolescência.

Daí para frente foram feitas algumas reclassificações de nomenclatura enfatizando mais a questão comportamento do que a disfunção ou a doença.

Na década de 80 o foco muda para a questão da desatenção. E desatenção não é um problema somente das crianças e adolescentes, é também algo que acomete os adultos (DDA – distúrbio de déficit de atenção).

Acreditava-se que a hiperatividade desaparecia, mas a desatenção acentuada permaneceria ao longo da vida do sujeito até a fase adulta.

Um questionamento  importante se fez : – Seria o TDAH uma lesão, disfunção, distúrbio, reação , deficit ou transtorno relacionado com o tipo de atividade do sujeito?

Finalmente no final dos anos 80, início de 90, é adotado o nome TDAH para o desconcerto verificado.

Hiperatividade, desatenção, são características que podem estar presentes em várias situações de vida de um indivíduo.

Em um próximo momento trarei alguns aspectos a serem observados quanto ao diagnóstico.

Especial TDAH

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