Sono do recém-nascido: dormindo melhor à noite

Uma das primeiras coisas que precisamos ensinar aos recém-nascidos é diferenciar o dia da noite. É um aprendizado fundamental para que o bebê durma adequadamente e assim ajude a família a ter um sono melhor também. Isso não significa que a criança irá dormir a noite toda. Nos primeiros meses é natural e importante que o  recém-nascido acorde para mamar. Mas ao aprender a diferenciar o dia da noite, seu bebê passará a voltar a dormir após as mamadas noturnas e ficará acordado somente durante o dia.

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– Nas sonecas diurnas, mantenha o quarto do bebê iluminado. Também acostume seu recém-nascido a dormir com algum ruído, não é necessário manter a casa em total e absoluto silêncio.

– Crie um ritual noturno: diminua os estímulos perto da hora de dormir (televisão, brincadeiras, etc). Aqui em casa, o ritual é banho e mamada, sendo que o leitinho é dado sempre no mesmo lugar, já no escurinho. E esse ritual é mais ou menos o mesmo até hoje, com o mais velho de 2 anos: só acrescentamos a escovação de dentes e os agradecimentos para Papai do Céu.

– Quando o bebê acordar a noite para mamar, evite acender as luzes. Utilize dimmers nas lâmpadas, abajures ou até mesmo o telefone celular para gerar uma luz fraca, o mínimo suficiente para que você possa pegar a criança e atendê-la.

– Não converse nem brinque com o bebê nesse momento. Você pode beijar, fazer carinhos leves e cantar uma canção de ninar, mas evite qualquer papo mais animado com o neném após anoitecer. Um pouco de estímulo é válido somente se a criança mamar pouco e pegar no sono rapidamente. Mas tente não exagerar na dose, para não despertar de vez o bebê.

– Procure não trocar a fralda durante a noite. Só troque se o bebê tiver feito cocô ou se a fralda tiver vazado. E lembre-se da dica da pouca luz: se precisar trocar a fralda e/ou a roupinha, tente fazê-lo na penumbra, para não despertar o neném.

Por que todos os bebês do mundo falam mama

Está em todas as tabelas de marcos de desenvolvimento dos bebês: lá pelos oito meses, o bebê começa a falar mama, mamá, mamã ou algo do tipo. Estou revivendo essa fase com meu Gugu, que agora está com nove meses. A cena é conhecida das mães que já passaram por essa fase. O bebê está bem, vê a mamãe e começa falar com uma vozinha cheia de manha: mamãããã! Aqui em casa a gente fala que ele aprendeu a acionar o departamento de reclamação!

Bebê

Mas você sabia que em quase todas as línguas do mundo, “mama” é uma palavra universal ou variante para mãe? Por exemplo, em inglês, a palavra formal para mãe é mother, mas há a forma íntima mama. Essa forma íntima é a mesma, ou muito similar, nas mais variadas culturas.

É o que diz um estudo feito pelo linguista russo Roman Jakobson. Ele explica que as vocalizações mais fáceis para um ser humano fazer são os sons de vogais feitos com a boca aberta. Os bebês podem fazer sons vocálicos desde o primeiro dia, na forma de choro. Mais tarde, eles começam a experimentar outros sons consonantais mais simples. Normalmente, eles começam com os sons feitos com os lábios fechados, ou sons labiais tais como / m /, / p / e / b /, que passam a ser combinados com o “ah”, a mais fácil das vogais. E assim se inicia a repetição natural ou balbucio dos bebês, com “ma-ma”, “ba-ba” “pa-pa”, e assim por diante.

Mas por que a preferência pelo som do “m” em vez de “p” ou “b”? Mamada! O som “m” estaria relacionado ao movimento da boca e língua ao mamar. Mesmo como adultos, nós ainda associamos o som do “m” (hummm) com algo gostoso. O mesmo acontece com o seu bebê.

O trabalho de Jakobson sugerem que os bebês não têm ideia de que seu nome é mama, mamãe ou algo assim. Para eles, mama significaria “comida”. Mais tarde, os pais incentivarão o desenvolvimento da linguagem da criança, que passará a associar mamãe e papai com pessoas reais.

Será? Qual é sua teoria?

Fonte: The Week

Meu primeiro ano como Mãe

Gabriel já vai fazer 1 ano e como diz a música o tempo corre pelas nossas mãos. Tudo é tão novo e inacreditável no começo que Noooossa…!

A gente pensa que está preparado(a) para um bebê, mentira. Nunca estamos. Além da experiência das rodas de conversas das amigas que já têm filhos e da vivência com as crianças da família tentei me preparar. Fiz curso de parto, Yoga para grávidas, hidroginástica, curso de primeiros cuidados com recém nascido, li um montão (as mais diversas teorias e práticas), vi vários vídeos no You Tube e tive uma ideia da maternidade com textos tipo: “o que ninguém te conta sobre o que é ser mãe”. Se ter um bebê na sua zona de conforto, com amigos, família e gente que fala a tua língua por perto já não é muito fácil, imagina em outro país. Outras regras, outra cultura… Mas como todas as mães que conheço também fui MARAVILHA, enfrentei a insegurança e fui. E olha só! Tô aqui, sobrevivi para contar.

Sapatinho

A porrada inicial que me dizia agora você é MÃE foi na primeira semana. Fui ao supermercado, sem ele, e quando estava voltando senti um negócio no peito, dificil de explicar, mas que na hora percebi ser SAUDADE. Doidera, porque eu fiquei menos de uma hora longe dele! A segunda foi quando descobri quão perfeita a natureza é. Em uma outra ida ao mercado estava dirigindo de volta para casa quando os seios começaram a arder, uma queimação que vinha sei lá de onde. Claro que sei, ou melhor, descobri. Do leite. E tudo isso aconteceu incrivelmente no horário que o Gabriel tinha que mamar. Outra coisa que muita gente não te conta, amamentar é muito, mas muito, muito difícil. Depois de uma mastite então… como diz uma amiga, é uma prova de amor à parte.

Imagem: Love to Know

Quando o Gabriel estava com umas 5 semanas eu falava pro marido: Já dá para pedir umas férias? Juro que se fosse um emprego acho que eu teria pedido as contas no primeiro mês. É muito cansativo, estafante, todo mundo fica exausto. Se o marido é de ajudar até ele pediria a conta nessa empresa. As mamadas da madruga pareciam não ter fim e para ajudar o meu teve refluxo, depois de mamar ficava uns 45 minutos em pé no peito. Fora isso, recém-nascidos dão um baile para dormir, dizem por aí que RN só dorme, né? Aham, vai fazer dormir então. Você embala, canta, susurra, dá voltas olímpicas pela casa e nada de dormir. Até que ele dorme, você com todo o cuidado coloca na cama e PLIM ele acorda ao movimento de deixá-lo no berço.

O marido brincava se não dava para ter mais uma ajudante. Estávamos em três! Minha santa Mãe ficou dois meses e meio comigo e o que seria de mim sem ela. Depois da maternidade elevamos todas as potências existentes no que diz respeito ao amor e admiração pelas nossas mães e por que não, pelas sogras também. Obrigado é muito pouco pelo que minha mãe fez por mim. Bem que dizem: Mãe é Mãe mesmo.

 Vovó e bebê

Imagem: Pinterest

A maternidade também muda a nossa fé. Eu achava que tinha, que nada. Minha crença agora é infinitamente maior. Porque tem horas que não há outra explicação. É só por Deus mesmo para não perder as estribeiras. Mas aí, quando você pensa: – Até quando esse ritmo insano? Chega os 3 meses e tudo passa, ou melhor, muda. Muda para melhor, fica mais divertido, tem interação. Para alguns sortudos o bebê passa a dormir a noite inteira, o que faz uma baita diferença durante o dia.

Aí vem os 6 meses, uma fofurice sem fim, bem como a paixão arrebatadora que nasce entre nós dois. É … porque até então estávamos nos conhecendo melhor e construindo nossa relação! Dá mais trabalho? Claro que dá. Tem que fazer papinha, dar água, escovar dente, levar para passear, ver outras crianças… e TROCAR FRALDA. Gente, sério. Eu não sei se eu sou a única mãe que ainda faz cara feia para o N.2 do filho, mas sou sincera. No começo eu tinha até ânsia. Agora respiro fundo e vai. Eu ainda não acho a coisa mais banal do mundo, é f… limpar a ca… mas fazer o que né? Deixar o menino sujo não dá. E digo, com orgulho, Gabriel raramente fica assado. E quando assa sei que é porque tem dente chegando.

Gabriel no parque

Tento ser bastante racional, sou daquelas práticas e sinceras se tem que fazer, que se faça. Se tem que dizer, fale. Estou numa situação confortável, não precisei colocar o Gabriel sob o cuidado de outras pessoas. Apesar de sentir muita falta de fazer as MINHAS coisas e de trabalhar. Pensei que quando chegasse a minha hora de ficar longe dele seria tranquilo. Sempre é aquela ladainha das mães com dó de deixar o filho com outras pessoas. Aí né… quem cuspe para cima cai na testa.

Aos 10 meses resolvi fazer academia e deixar ele aos cuidados das “tias”. O esquema aqui é super comum, grande parte das academias tem um espaço para crianças (a partir de 4 meses) ficarem enquanto os pais se exercitam. Encontrei um lugar bacana e que confiei para deixar o Gabriel. Aí chega o dia … deixo uns minutos no primeiro, e descubro que lá no fundinho do coração estou “sentindo” a mesma ladainha que já tinha ouvido falar. A minha cabeça pensa: – Gente, qual o problema deixar ele lá? Mas o meu coração: COITADINHO. Bem, aí você coloca a cabeça e o coração para se entender , chega num consenso e bola para frente.

Deixo outros minutos mais no segundo dia e só no terceiro vou fazer uma aula inteira. E adivinha? Eu lá extremamente relaxada curtindo uma aula de alongamento (porque a dor nas costas depois que o bebê passa dos 10 kg é constante) o telefone toca e saio correndo. Ele estava chorando, copiosamente, de soluçar. Tadinho! E putz, caramba. Logo agora que eu já tinha deixado meu coração e a minha cabeça se entenderem.

E agora estamos aqui um agarradinho no outro, como sempre foi e deve ser.

Um resuminho sincero, reclamão e verdadeiro, mas com muito amor, do primeiro ano de uma mãe.

Houston, 10 de maio de 2014.

15 ideias incríveis para inovar no bolo de fraldas

O bolo de fraldas é um hit dos chás de bebês. É um detalhe super especial da decoração e trás para a festa um toque de fofura que só as coisinhas do bebê tem! E o melhor, com algumas fraldas, fitas e outros objetos, você mesma pode montar. Mas dá para inovar e fazer seu bolo de fraldas de um jeito diferente. Inspire-se nessas ideias!

MAIS: Brincadeiras para chá de fraldas

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Imagens: Pinterest

Desejo de Dia das Mães: café da manhã na cama!

Uma boa noite de sono virou um sonho distante desde o nascimento do meu segundo filho. Com duas crianças pequenas em casa, dormir uma noite toda ou ficar na cama até mais tarde se transformou em um luxo! Por isso, pensando no que eu gostaria ganhar de presente de dia das mães, imaginei algumas horinhas a mais de sono e um belo café da manhã na cama! Ok, se vier acompanhado de um presentinho eu não vou me incomodar. 🙂

Não precisa de muita coisa para fazer um café da manhã caprichado. Minhas sugestões podem facilmente ser feitas pelo marido com a ajuda das crianças. Ou faça você mesma, leve para a cama e aproveite seu dia!

Café na cama

Imagem: Such Pretty Things

Bebidas

Aqui, vale o tradicional: leite, café, chá, iogurte, suco de laranja ou outro de sua preferência. Uma dica é colocar uma rodela de limão ou laranja para deixar o chá mais perfumado e saboroso. E troque o iogurte tradicional por uma versão de iogurte grego (muito mais gostoso).

Salgados

Não precisa de muito, uma opção de pão é o suficiente. Para acompanhar, um queijo caprichado ou geleia. Ovos mexidos também são ótimos: tem cara de café da manhã especial! E a preparação é super fácil: quebre os ovos em uma frigideira já quente com um pouco de manteiga e mexa até que esteja cozido. Um toque de requeijão deixa os ovos ainda mais gostosos. O segredo é não cozinhar demais, para não perder a cremosidade.

Doces

Café da manhã pede frutas. Para caprichar, vá de mamão com um pouquinho de linhaça ou chia, banana picada com aveia ou salada de frutas. Mas se quiser um docinho de verdade, um bolo é uma ótima pedida.