Como Conciliar Maternidade e Carreira

Como conciliar maternidade e trabalho

Recentemente entrevistei algumas colegas sobre como conciliar maternidade e carreira. A entrevista foi feita para um blog interno da empresa onde trabalho. Todas as mulheres entrevistadas são mães, com filhos ainda crianças e que também têm sido muito bem sucedidas em suas carreiras. E essas são as principais dicas que capturei no papo com elas:

  • Seja eficiente: se tempo é um bem precioso para qualquer ser humano, para quem é mãe, o tempo é um tesouro dos mais valiosos. Por isso, foco e eficiência são fundamentais. As dicas são: valorize cada minuto de seu dia no trabalho, planeje e organize as tarefas a serem realizadas, tenha foco e não perca tempo com o que não for realmente importante.
  • Pai parceiro: Içami Tiba, no clássico Quem Ama Educa, diz que a mãe sobrecarregada “não precisaria ser 100% mãe. Poderia ser só 50% se os outros 50% fossem complementados pelo pai”. Uma divisão mais igualitária de tarefas é boa para a mãe, cria laços mais estreitos entre pai e filhos e aproxima o casal.

MAIS: Mãe e profissional: como a maternidade afeta sua carreira?

  • Momentos mãe-criança: planeje em sua agenda momentos entre você e sua criança. No dia a dia, se for necessário, bloqueie sua agenda para conseguir levar a criança à escola ou voltar a tempo de jantar com ela ou dar banho. Também se lembre de planejar com antecedência alguns momentos especiais de diversão em família para os finais de semana, feriados e férias.
  • Aceite que você não é uma Mulher Maravilha: delegue atividades e aceite ajuda, sem tentar ter controle total sobre tudo o que acontece. Dessa forma, você diminui a frustração por estar no trabalho preocupada com a família e estar em casa preocupada com o trabalho.

O legado de uma mãe que trabalha fora

Mães que trabalham

Fui criada por uma mãe que trabalhava fora. Na verdade, fui criada em uma família de mulheres fortes e trabalhadoras. E talvez por isso nunca fez muito sentido para mim uma mulher ser somente dona de casa ou abandonar a profissão após a chegada dos filhos. Até que me tornei mãe e passei a entender completamente a opção de quem decide fazer do cuidado com a família sua opção de vida.

Mas a verdade é a seguinte: quando nasce uma mãe, nasce uma culpa! Qualquer cenário, trabalhar fora ou não, seja por opção ou por necessidade, tem seus prós e contras e consequentemente trás consigo uma bela dose de renúncias. E  eu, mãe com um emprego, lido todos os dias com esses prós e contras da minha escolha.

Por isso, foi legal descobrir um estudo feito pela universidade de Harvard que aponta que ser criado por uma mãe que trabalha fora tem efeitos positivos na vida adulta, especialmente no caso das meninas. A pesquisa realizada entre os anos de 2002 e 2012, avaliou 50.000 pessoas, com idades entre 18 a 60 anos e concluiu que mulheres com mães que trabalham fora tiveram melhor desempenho profissional, ganhando em média 6% mais e possuindo melhores cargos do que aquelas cujas mães ficavam em casa – 21% das mulheres criadas por mães que trabalhavam fora tinham cargos de chefia, contra uma média de 18% das criadas por donas de casa.

MAIS: As lições da vida corporativa para ser uma mãe mais eficiente e feliz

Já no caso dos meninos, não foram encontradas diferenças significativas no desempenho profissional entre aqueles que são filhos de mães que trabalhavam fora ou não. Entretanto, os pesquisadores verificaram que homens cujas mães trabalhavam eram mais participativos nas tarefas domésticas de suas próprias casas quando adultos. Entre os pesquisados, aqueles que tinham mães que trabalham dedicavam quase duas vezes mais horas em cuidados com sua família e crianças do que aqueles oriundos de famílias mais tradicionais (16 horas semanais contra 8,5 horas).

Portanto, se você é uma mãe que se desdobra para conciliar carreira e maternidade, saiba que seu esforço de prover uma melhor vida para seus filhos também deixa um importante legado para o futuro de suas crianças.

 

Madame Morena

Pense em duas mulheres lindas e super alto astral! Além de mães e empreendedoras as proprietárias da Madame Morena são gêmeas! Passei uma tarde com a Francine conversando sobre a vida e sobre como decidiram empreender.

Francine e Francesnei são formadas em Publicidade e Propaganda, trabalharam um tempo na área para grandes empresas nacionais e multinacionais. O ritmo insano de trabalho na empresa dos “outros”, principalmente durante a gravidez da Francine, fez rever conceitos e não quiseram mais ser tão intensas em algo que não tinham reconhecimento e no final as deixava frustradas. Movidas a desafio, sentiram que precisavam de mais e por serem apaixonadas por tendêndias e moda investiram nisso.

A empreitada inicial foi a criação, em 2007, da loja de acessórios Madame Morena. Elas alugaram uma sala comercial no andar térreo de um prédio de escritórios que abriga os principais médicos, advogados e demais profissionais liberais de Curitiba. Segundo a Francine, ter começado nesse ambiente de galeria foi essencial para que elas pudessem se testar com liberdade e se conhecer como donas, pois precisavam pesquisar, vender, comprar, administrar tudo e fazer contatos.

O ritmo de empreededoras faz bem para a família das meninas, que fica em primeiro lugar sempre. A loja Madame Morena tinha um espaço para que as crianças, ainda bebês, pudessem ficar no trabalho com as mães. Mãe empreendedora não tem licença maternidade!Fran conta que quando não tinha funcionário já fechou a loja em uma tarde de horário comercial para assistir a apresentação de escola da filha; “também já fechei para poder acompanhar desfile internacional e também para férias coletivas. Posso levar e buscar da escola, cuido do que comem e organizo a rotina da casa.”

Mademe Morena

Imagem: Divulgação

MAIS: A história de Rosie Pope -Grávida de Salto

Em 2015 outras oportunidades apareceram e depois de muito trabalho e autoconhecimento as gêmeas inauguraram uma loja de roupas,a Sunset Outlet. Agora, a marca Madame Morena divide o espaço com marcas como Reserva, Farm, Desigual, Rosa Chá, Levis e Cavalera em três endereços de Curitiba, empregando cerca de 10 pessoas.

A vida de administradora também tem percalços, dias antes da inauguração do primeiro Outlet, a loja foi assaltada e elas perderam todo o estoque de roupas para meses de venda. Um prejuízo e tanto, antes mesmo de começar, que o seguro não cobriu totalmente. As meninas sentiram na pele o que já liam muito nos jornais: “O Brasil não é a favor das micro empresas! Para quem faz o processo da maneira certa e paga todos os impostos é pesado”. E quando pergunto sobre a crise, violência, dólar alto ela rebate e revela: “Eu sei que a situação não está fácil, mas não posso me deixar levar com essas notícias e negatividade, precisamos Fazer e Acontecer nos momentos econômicos ruins e bons.O dólar alto fica inviável importar algumas marcas, mas sempre encontramos outra alternativa.”

“Ser empresário cansa, mas é um cansaço que estimula, revigora. Se naquele dia o caixa não fechou, eu preciso de ideias e estratégias para vender o dobro no dia seguinte. Trabalhamos muito mais, sabendo que o retorno do que fizermos será por nossa conta e risco. Isso também inspira e muito”.

Mais sobre a loja Sunset Outlet no https://www.facebook.com/sunsetoutletpr/

Gostou desse exemplo? Também é uma mãe empreededora? Escreve para nós, vamos adorar ter sua história por aqui.

A história de Rosie Pope -Grávida de Salto

Rosie nasceu em Londres mas fez carreira nos Estados Unidos. Em 2008, quando teve seu primeiro filho (hoje já está no filho n. 5!) criou o Rosie Pope Maternity. Uma marca de moda gestante que evoluiu para empresa de consultoria e um livro, o Mommy IQ. Rosie auxilia pais e mães ocupados em todos os assuntos que podem envolver um bebê, desde a compra de roupas para gravidez, lista de enxoval, escolha de médicos e pediatras, até seminários e cursos, como o de cuidados com recém-nascidos, amamentação, preparação para o parto natural, primeiros socorros entre outros.

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Em 2011, depois de ajudar a elite hollywoodiana e mulheres de Louboutins no caminho da maternidade, ela estrelou um programa de TV chamado “Pregnant in Heels” (grávidas de salto). A série misturou um pouco de realidade e ficção e teve duas temporadas. Nos episódios, Rosie ajudou pais adotivos na nova rotina; mãe solteira a encontrar um companheiro em plena gravidez; ensinou pais a serem mais participativos no dia a dia familiar; fez terapia de casal e até ajudou uma brasileira de Nova Iorque que queria encontrar uma mãe de leite para o filho. O problema é que ama de peito é proibido nos Estados Unidos, por isso, ela foi atrás de doadoras de leite materno. Se você quiser assistir um resuminho dessa história em inglês, confira o link:

Rosie Pope – Pregnant in Heels

Atualmente, Rosie Pope Maternity possui duas lojas em Nova York e uma em Santa Mônica, na Califórnia. Além de revender sua marca moda gestante e bebê em grandes redes como Macys, Nordstrom, Bloomindales e Amazon também administra o MomPrep, a parte do negócio que oferece cursos presenciais para  gestantes.

Rosie Pope-grávida de salto

Post não patrocinado! Apenas mais uma história de uma mãe empreendedora.

Escolinha/creche, babá ou vovó? Prós e contras

Escolinha / creche, avós / família ou babá? Qual é a melhor escolha para o cuidado dos filhos quando os pais trabalham fora? Bem, com a experiência de quem viveu as três opções, posso dizer que não há “a” escolha certa. Cada alternativa tem seus prós e contras e cada família deve avaliar sua situação para decidir qual a sua melhor alternativa. Mas aqui vão algumas reflexões para ajudar nessa decisão:

Escolinha/creche, babá ou vovó? Prós e contras

Escolinha / creche

Prós:

– Em geral, é um ambiente bastante confiável.  A presença de mais de um profissional garante que haja uma “auto supervisão” (dificilmente alguém vai maltratar seu filho sem que haja outro profissional por perto).

– Os profissionais têm formação para exercer a profissão (muitas vezes são pedagogos), o que garante que seu filho receberá estímulo adequado para cada fase.

– Você não precisa se preocupar com faltas. Professora faltou? O problema é da escola, não seu.

– A criança terá que aprender a se socializar, a dividir e sempre terá amigos da mesma idade para brincar.

– Sem Simples Doméstico e outras preocupações de quem contrata um profissional por conta própria.

Contras

– Prepare-se: seu filho ficará doente – provavelmente, você também!

– Quando a criança está doente, você terá que se virar com ela em casa.

– A atenção não é individual. Em algumas escolas com número reduzido de crianças, pode-se até chegar mais perto disso, mas a verdade é que escola  = grupo. Atividades, alimentação e horários seguem de acordo com a programação do grupo, não a sua.

– Para quem passa muitas horas no combo deslocamento + horas de trabalho, a escolinha pode ser muito sofrida, já que a criança passará muito tempo por lá.

Babá

Prós

– Atenção individual. Você define horários, dieta, atividades, etc.

– Seu filho fica em casa, no cantinho dele, com conforto.

– Em casa, seu filho ficará menos doente do que em uma escolinha.

Contras

– É a opção mais cara. Somem-se aí os complicomêtros de contratação do nosso Brasil.

– Você precisa simpatizar e desenvolver um relacionamento de confiança com a babá. Mesmo assim, é sempre importante observar como é a reação da criança com relação a profissional – especialmente no caso dos pequenininhos que ainda não falam.

– Você terá que lidar com ausências, falta por doença, férias e licença maternidade.

– Babás tendem a evitar ao máximo que a criança chore – especialmente se os vizinhos possam ouvir. Na prática, isso muitas vezes significa ceder a horas e mais horas de televisão, dar guloseimas e outras coisas que provavelmente você preferiria evitar.

Avós / família

Prós

– Seu filho estará cercado por pessoas que o amam e em um ambiente familiar – e os pais podem sair para trabalhar tranquilos.

– É a opção mais barata.

– Seus valores familiares estarão presentes no dia-a-dia da criança.

Contras

– Prepare-se para um festival de opiniões sobre a educação do seu filho!

– Dependendo do relacionamento com o seu familiar, pode ser muito difícil dar diretrizes e ditar regras sobre como você quer que sua criança seja cuidada.

– Avós tendem a ter regras flexíveis com relação a comportamento, alimentação e etc. É a velha máxima de “na casa da vovó e do vovô pode!”

– Avós talvez não tenham muita energia para acompanhar o ritmo da criança.

Coloque esses prós e contras na sua balança e tome sua decisão. Meu melhor conselho: faça sua escolha, tente minimizar os pontos negativos, mas sem se preocupar excessivamente com eles. Afinal, não há solução ideal. Siga sem coração e acredite que você faz o melhor possível para sua criança!

MAIS: Já pensou em estudar durante sua licença maternidade?