Preventivo nos Estados Unidos: tecnologia de ponta e olho clínico

Provavelmente, a maternidade deve ter ocupado todos os espaços da sua vida, até aqueles que você nem sabia que tinha. Momento em que priorizamos outras coisas e a NOSSA saúde acaba ficando para depois. No primeiro ano de América morri de medo do gineco e acabei fazendo todos os exames anuais no médico brasuca que já estava acostumada! Depois, caí na real e vi que precisava ter a quem recorrer em emergências e que ir ao Brasil para fazer preventivo (já pagando um absurdo de seguro saúde pela empresa) não rolava.

Você deve estar pensando, nossa nos Estados Unidos deve ser tudo super moderno, certinho, pontual, processos menos invasivos para Papa Nicolau, resultados na hora….

Ledo engano! Tá aí um procedimento médico que ainda não se modernizou nem no Brasil, nem nos EUA e, creio eu, em lugar nenhum. Ah, e aqui também tem aquele atraso básico que vai de 30 minutos a uma hora, para qualquer especialidade.

Conto aqui, em detalhes, como funciona:

  1. Chega, entrega a carteira do plano, assina muitos papéis (muitos mesmo) dizendo que se algo acontecer o “doctor” não tem nada a ver com isso, problema teu!
  2. Preenche uma lista de doenças que você, mãe, pai, vô, vó já teve ou não!
  3. A enfermeira começa o atendimento pela balança e fita métrica e pergunta tudo que você acabou de assinalar na lista de doenças.

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  1. A enfermeira pede para tirar toda a roupa e colocar o avental para esperar o médico (avental esse totalmente descartável, coisa rara de se ver em consultórios no Brasil. Peça sempre o seu!)
  1. Se tiver sorte fica lá, só de avental descartável, e espera mais um pouco… Chega o médico, dá uma olhada na sua ficha, pergunta tudo que você já escreveu e falou para enfermeira, apalpa as mamas, coleta o material do Papa Nicolau… conversa sobre o tempo, Trump e ponto, acabou. Bem objetivo.

O que muda: o idioma (pensa fazer tudo isso em inglês!) talvez o protocolo de atendimento um pouco mais rígido e os resultados dos exames que vão direto para o médico e, caso, venha algo negativo eles te ligam para a reconsulta. Se tudo estiver legal você vê o médico no ano seguinte. A realidade é que ainda não inventaram uma maneira menos invasiva para que nós, mulheres, façamos todos esses exames apenas por telepatia ou pelo exame de sangue.

Se você tem mais de 25 e menos de 65 risca logo essa tarefa da lista de coisas a fazer em 2016 e marca uma consulta para fazer seu check-up. Preventivo é chato, incomoda, mas é super necessário!

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Outubro rosa inspirou esse texto!

Julgue menos. Apoie mais.

Em algum lugar existe uma mulher de 30, sem crianças. As pessoas perguntam para ela: Ainda não tem filhos? A resposta depende do dia, mas geralmente inclui um sorriso forçado e constrangido. “Não, não ainda”, responde ela com uma risadinha escondendo a frustração. “Bem, não espere muito.O tempo corre, você sabe!”, diz a sabe-tudo antes de partir, feliz consigo mesma por poder transmitir toda a sabedoria. A sabe-tudo vai embora e a mulher segura o sorriso. Sozinha, ela chora.

Chora porque já ficou grávida quatro vezes e abortou todas elas.

Chora porque ela tenta ter um bebê desde a noite do seu casamento, há cinco anos. Chora porque o marido tem uma ex que lhe deu filhos. Chora porque quer desesperadamente tentar uma fertilização in vitro, mas não pode arcar com os custos.

Chora porque já tentou a fertilização muitas vezes e ainda não teve filhos.

Chora porque sua medicação previne gravidez. Chora porque essa questão causa desavenças no casamento. Chora porque o médico diz que ela está bem, mas lá no fundo sabe que o problema é ela. Chora porque o marido culpa a si mesmo,e toda a culpa faz dele uma pessoa difícil de se conviver.

Chora porque todas as suas irmãs tem filhos. Chora porque uma das irmãs, não quer e nem se importa em ter filhos.

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Chora porque a melhor amiga está gravida. Chora porque recebeu mais um convite para chá de bebê. Chora porque a mãe continua perguntando, “Menina, o que você está esperando?

Chora porque os sogros querem ser avós e porque a vizinha teve gêmeos e os trata muito mal. Chora porque uma adolescente de 16 anos ficou grávida sem querer e ficar tentando.

Chora porque ela é uma tia maravilhosa e porque já escolheu até os nomes.

Chora porque existe um quarto vazio na casa e também há um espaço vazio no corpo.

Chora porque ela tem muito a oferecer e o marido teria sido um bom pai.

Chora porque ela teria sido um mãe muito boa, mas não é.

Em algum outro lugar, outra mulher: 34, cinco crianças. As pessoas dizem: Cinco? Meu Deus, espero que você não queira mais filhos!” E eles sorriam… porque esse tipo de comentário é engraçado. A mulher também sorri, mas para ela não é engraçado. Ela muda o assunto, como sempre faz e sai de cena. Apenas mais um dia. Sozinha, ela chora…

Chora porque ela está grávida novamente e sente como que se tivesse que esconder essa alegria, Chora porque sempre quiz uma família grande e não entende porque as pessoas se preocupam tanto com isso.

Chora porque ela não teve irmão e sentia-se profundamente sozinha quando era criança.

Chora porque a avó teve 12 e adoraria ser como ela.

Chora porque ela não poderia imaginar a vida sem as crianças, mas as pessoas parecem ver isso como punição.

Chora porque ela não quer ser motivo de pena.

Chora porque as pessoas acham que isso não é exatamente o que ela queria e que ela é apenas irresponsável.

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Chora porque eles acreditam que ela não tem o que dizer.

Chora porque ela sente-se incompreendida e está cansada de defender suas próprias escolhas.

Chora porque ela e o marido são perfeitamente capazes de dar suporte a toda família, mas isso parece não importar aos outros.

Chora porque ela está cansada dos comentários engraçados.

Chora porque essa é uma questão dela e mais ninguém.

Chora porque ela queria que os outros se importassem apenas com as próprios problemas.

Chora porque, às vezes, ela duvida de si mesma e pensa como seria se tivesse parado no segundo filho.

Chora porque todos são rápidos para oferecer críticas e devagar para oferecer ajuda.

Chora porque ela está cansada das intervenções minuciosas.

Chora porque ela não é um show de circo ou espetáculo.

Chora porque as pessoas são rudes e porque muitas pessoas tem opiniões sobre sua vida e tudo que ela quer é viver em paz.

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Outra mulher, agora de 40 e um filho:

Pessoas dizem para ela: só um? Você nunca quiz ter mais? “Eu estou muito feliz com meu filho único”. Ela diz muito calma, uma resposta ensaiada que ele já deu tantas vezes que até perdeu as contas. Ninguém nunca imaginou que, sozinha, ela chora.

Chora porque a gravidez foi um milagre.

Chora porque seu filho continua pedindo por um irmão ou irmã.

Chora porque ela queria pelo menos três filhos.

Chora porque a segunda gravidez teve de ser interrompida para salvar a própria vida.

Chora porque o médico disse que seria gravidez arriscada.

Chora porque ela está lutando para cuidar do único que tem.

Chora porque, muitas vezes, um filho parece dois.

Chora porque o marido nem sonha em outro.

Chora porque o marido morreu e ela não encontrou outro amor novamente.

Chora porque a família pensa que um é suficiente.

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Chora porque ela é muito focada na carreira e não pode parar.

Chora porque sente-se suficiente.

Chora porque ela ainda não conseguiu perder todo o peso extra ganhado na primeira gravidez e a depressão pós-parto foi muito intensa.

Chora porque ela não consegue imaginar passar por tudo aquilo novamente.

Chora porque ela tem problemas com o corpo e a gravidez agravou tudo isso.

Chora porque ela ainda luta com a bulimia.

Chora porque ela teve que fazer histerectomia.

Chora porque ela queria outro bebê, mas não pode tê-lo.

Estas mulheres estão em todo lugar. Elas são nossas vizinhas, amigas, irmãs, colegas de trabalho, nossas primas.Nossos conselhos ou opinião não são úteis para elas. Seus úteros são apenas seus. Vamos respeitar isso.

 

Tradução livre para o Português por Polliana Coelho.

Texto de Nadirah Angail retirado de TodayShow.

Tchau, Michelle

Ela é uma primeira-dama engajada e atuante. Semanas antes das Olimpíadas Michelle Obama esteve nas notícias. Como restam apenas alguns meses na Casa Branca os Obama foram à mídia para fazer o “balanço” dos quase oito anos de governo. Nas entrevistas, Michelle aproveitava para divulgar o projeto Let Girls Learn, que assegura educação para meninas em áreas de conflitos e crise. Outro bafafá deu ainda mais credibilidade a Michele: um suposto plágio de um discurso que ela dera em 2008 foi “inspiração” para a esposa do candidato a presidência, Melania Trump. Ela também incentivou uma alimentação equilibrada com frutas e verduras nas escolas e também estimulou a América do Norte a sair do sedentarismo. Já comentei aqui no blog sobre o Let’s Move.

Michelle

O jornalista Osny Tavares compartilhou na sua página de facebook e transcrevo a reflexão: “Se os Obamas tivessem um arroubo kirshnerista e resolvessem que Michelle seria a candidata, a eleição estava resolvida em 15 minutos. Primeira-dama mais popular desde Jackie Kennedy, ela representa um impulso modernizador deste “cargo”, consolidando um caminho traçado também por Hillary Clinton. As primeiras-damas deixaram de ser figuras cerimoniais e decorativas para se imporem como mulheres críticas, inteligentes, e independentes – parceiras profissionais e de relacionamento cuja sensibilidade ajuda a construir agendas públicas em importantes questões morais e sociais”.

Obamas bye

Michelle é o retrato da mulher moderna: mãe, profissional e linda seja ela branca, negra, amarela ou parda! Meu colega jornalista disse muito bem, além de esposa, ela é parceira de Barack Obama. Eles se conheceram em um escritório de advocacia, em Chicago. Obama era estagiário de Michelle. O presidente já revelou que a palavra final para que ele se candidatasse à presidência foi de Michelle, sem o apoio da esposa ele não teria seguido, pois sabia que a consequência de uma decisão como essa afetaria a família inteira. A velha história de que por trás de um grande homem existe uma grande mulher. Obviamente, essa imagem de família, esposa, mãe, mulher perfeita existe um trabalho de relações públicas muito bem feito, mas sem verdade não há credibilidade! E todas as ações dos Obama parecem ser bastante verdadeiras e inspiradoras. Tão verdadeira que nesse vídeo ela comenta que vai se sentir aliviada a não ter que seguir protocolos presidenciais em 2017. Michelle deixa um legado e tanto para o título de primeira-dama, afinal qual delas assumiria que sete anos e meio de luxo é bastante, que é capaz de fazer o próprio sanduíche de queijo; ou qual delas canta ou já cantou Stevie Wonder e Beyonce para todo mundo ver?

 

Official White House Photo by Pete Souza

Fax e Cheque nos Estados Unidos

Fax neon

Se essas são duas palavras raras para você, nascido nos anos 70/80 no Brasil, bem-vindo ao mundo do Fax e das folhas de cheque nos Estados Unidos. Nos idos de 2011 quando desembarcamos por aqui eu achava um absurdo o povo colocar o número do fax no cartão de visitas, sites e e-mails. Quando o assunto era um pouco urgente, e para não precisar se deslocar para resolver algumas coisas burocráticas da vida, pediam para mandar um fax! No começo eu, me achando a ESPERTA, até tentava argumentar: – Ah, mas eu também posso te enviar uma cópia disso de um outro jeito, por e-mail, que tal? Nunca adiantou, todos PRECISAVAM do tal do fax. Até hoje não entendi essa necessidade com um mundo de troca de informações tão evoluído, mas essa matéria da Fortune ajuda um pouco http://fortune.com/2013/05/15/why-the-fax-machine-refuses-to-die/

Fax carroça

E para aprender a manusear o tal fax! Já tinha sido apresentada a tal objeto no Brasil na adolescência, quando fui recepcionista em uma escola, mas fazia tempo! Naquela época a folha do Fax custava uma nota e usávamos mais como copiadora! Em 2011, descobri que até a tecnologia do Fax evoluiu nos Estados Unidos. Não teve jeito, na hora do aperto eu tinha que pedir para me ensinarem a enviar com sucesso um papel na monstrinha. E gente, juro, máquinas assim sempre dão defeito! E parece que era sempre comigo. Tive que enviar muitos documentos assinados e cópias para tudo quanto é lugar: seguro saúde, administradora de condomínio, cia. aérea, órgão público, enfim… Nessas horas sempre contei com boas almas americanas que ajudavam, e até faziam essa caridade para mim.

Teorias do meu marido revelam que, provavelmente, como um país um pouco mais demorado para receber certas tecnologias, nós, brasileiros, demoramos um pouco para chegar no Fax, e aí quando ele chegou em escala comercial, mais acessível para todos, o escâner e o e-mail já haviam assumido seu papel na sociedade.

Outra estranheza era o sistema bancário e o tal do cheque! Gentem, o Brasil está muito na frente dos gringos nesse quesito! Falo na questão do layout e interface com usuário e até no sistema de movimentação bancária mesmo! Eu, que achava que em primeiro mundo nem cheque existia, caí do cavalo. Sabe aquele chip+senha do cartão que sempre temos de ter quando compramos em Débito ou Crédito e que já faz um tempo que foi implementado aqui no Brasil? Então, só agora, 2016 as lojas estão com máquinas para isso em Houston. Por isso, sacar dinheiro apenas com identificação biométrica é coisa de banco brasileiro, viu?

Para muitos serviços é comum o uso do cheque e os bancos oferecem inúmeras opções de personalização das folhas! Dá uma olhada:

Cheque Princesas Disney

Essas personalizações também são válidas para alguns cartões de crédito, você pode até ter sua foto 3×4 estampada no cartão.

 

 

Festa Fusca

Depois de uma viagem para uma cidade do interior, Gabriel voltou apaixonado por Fusca! O formato, as cores, o barulho é um carrinho realmente apaixonante. Já que ele é raridade nos Estados Unidos, resolvemos colocar o fusca como o astro da festa de 2 anos.

A ideia inicial era fazer uma festa estilo Picnic no parque público em frente a nossa casa, mas maio é um mês extremamente chuvoso em Houston e, como a previsão já havia alertado, tivemos chuva a semana inteira. Terminei comemorando no salão de jogos do condomínio com a participação especial de uma palhaça para entreter as crianças!

Compartilho com vocês tudo de legal que me inspirou e o que teve de gostoso nesse dia!

Como sempre, a festinha aqui seguiu o “faça você mesmo”! Uma amigona fez o bolo delicioso adornado com KitKat, os docinhos e alguns salgados eu fiz com a ajuda da vovó. Encontrei um cortador em formato de fusca e com ele montei mini sanduíches. A papelaria seguiu tons de azul e branco. Os fuscas da coleção do tio foram emprestados e decoraram a mesa do bolo, depois serviram de brinquedo para uma competição entre os convidados!

Festa Fusca

Imagem: Arquivo pessoal

O Pinterest ajudou e muito nessa tarefa:

Créditos imagens: (1) Pinterest – Arte 1, (2) Pinterest- We Share Ideas, (3) Pinterest – Etsy. Mais de Etsy.

 

E olha que bacana essa novidade Lego para os amantes do fusca:

fusca lego

 

Imagem: Divulgação

 

Receita do bolo Peteleco da Ale (Tudinha):

3 Xic chá de farinha de trigo

2 Xic chá de açúcar

1 Xic chá de chocolate em pó

1 Xic chá de óleo

2 ovos inteiros

1 colher de sopa de fermento em pó

1/2 colher de chá de sal

Bater tudo na batedeira. Depois de batido acrescentar 2 xicáras de chá de de água quente.

Asse por cerca de 25 minutos em forno quente – 375graus. (Untar a assadeira com manteiga e farinha). Prova do palito para saber se assou, agora é só esfriar.

 

Mousse para o recheio e cobertura

1/2 kg de chocolate meio amargo

300 gr. chocolate ao leite

Levar para derreter no microondas por 1 1/2 min

Misturar os chocolates derretidos e deixar esfriar sem ir pra geladeira

Colocar 2 latas de creme de leite sem soro

Colocar 2 xíc. de chantilly

Misturar tudo…. e pronto.

Com o bolo e o mousse frios dá para fazer a montagem! Caso não tenha morangos em calda, coloque-os numa panela e deixe amolecer um pouco, esfrie e recheie!