Atenção plena (mindfulness) para pais e filhos

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Mindfulness é um termo atual, da moda. Mas o conceito é antiquíssimo: atenção plena, estar 100% presente no momento. A novidade é que a ciência começa a entender o efeito da atenção plena e como ela pode melhorar sua saúde, seus relacionamentos, seu desempenho no trabalho e como mãe / pai.

Um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA) mostra que filhos de pais e mães que praticaram mindfulness por um ano também eram impactados significativamente. As crianças se davam melhor com seus irmãos, eram menos agressivas e tinham habilidades sociais melhores.

Já ao ensinar práticas de mindfulness para as crianças as ajuda a serem mais felizes, resilientes ao stress e terem melhor capacidade de manter atenção.

Kristen Race, PhD no tema, explica em uma palestra feita para o TED Talk algumas técnicas que, apesar de simples, prometem impacto profundo na vida tanto de pais quanto dos filhos. Vale a pena testar!

  • Respire atentamente: dedique entre 5 e 20 minutos de seu dia a respirar com atenção voltada à respiração em si. Quando vier algum pensamento à mente, simplesmente tente voltar a atenção para a respiração. Use a técnica com as crianças: nos momentos de agitação, abrace a criança e respire profundamente três vezes junto com ela.
  • Ouça atentamente: o objetivo aqui é praticar a atenção e o foco no que realmente importa (ao invés de se perder no meio dos milhares de estímulos que recebemos o tempo todo). Em um passeio com seus filhos, fiquem em silêncio por um minuto prestando atenção aos sons mais distantes, depois pergunte às crianças o que elas ouviram. Essa prática estimula que a atenção se volte ao momento presente.
  • Seja grato: para sobreviver aos perigos da natureza, nosso cérebro é de 3 a 5 vezes mais atento a informações negativas que às positivas. Estar atento ao lado bom da vida é um exercício que deve ser feito de forma consciente, até que se torne natural. Ser grato é uma excelente forma de exercitar a positividade. Pessoas gratas são mais saudáveis, motivadas e felizes. Crianças e adolescentes gratos têm melhor desempenho escolar, melhor integração social e são menos propensos à depressão. Kristen sugere que ao encontrar seus filhos após a escola, ao invés de perguntar “como foi seu dia?”, pergunte “quem foi um bom amigo para você hoje?” ou qualquer outra pergunta que incentive a criança a pensar em coisas ou pessoas que a fazem se sentir bem.

Respire, ouça, seja grato: não há contra-indicações!

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Perdi meu plano de saúde. E agora?

O post de hoje é para falar de um assunto delicado. Desde 2015, muita gente que perdeu  o emprego formal, aquele de carteira assinada, perdeu também o plano de saúde da família inteira. Aí, o que se vê é a rede pública, que já não ia muito bem das pernas, ainda mais lotada.

Uma das premissas da medicina em qualquer lugar do mundo é a prevenção. Não é a toa que muitos planos de saúde nos Estados Unidos dão descontos aos “clientes” que fazem exercícios físicos regularmente e que estão sempre em dia com exames clínicos periódicos. Imagino que logo, logo essa moda também possa pegar por aqui. Mas e as crianças? Como podemos cuidar para que elas adoeçam pouco! Obviamente, de vez em quando um resfriado ou uma febre vai aparecer, faz parte do desenvolvimento infantil, mas de que maneira podemos contribuir para que nossos filhos sejam saudáveis?

  • Cuidando muito da alimentação, pode parecer bobeira, mas uma alimentação equilibrada é a melhor prevenção para qualquer doença em qualquer idade. Lembra a regrinha do prato colorido, com pelo menos 5 cores. É o arroz e feijão, combinado de uma proteína, legumes e verduras. Nem preciso dizer do vilão que o açúcar é na dieta infantil, né? Desconfie SEMPRE e seja consciente sobre tudo que venha dentro de pacotes coloridos.

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  • Cuidando do sono. A criança precisa dormir bem para se manter saudável. Aqui no blog já postamos sobre a quantidade de horas de sono, de acordo com cada idade.
  • Mantendo as extremidades do corpo sempre aquecidas. São detalhes que parecem coisa de vó, mas que podem fazer a diferença. É um pezinho descalço no piso frio, a meia úmida de suor dentro do tênis, a roupa íntima úmida no processo do desfralde.

Não sou médica, longe disso, mas em 2016 conheci e estudei um pouco da Antroposofia, e suas ramificações na Medicina Antroposófica e a pedagogia Waldorf. Independentemente de crenças e valores, sem radicalismos, vi muita lucidez na Antroposofia e acho que informação boa tem que ser compartilhada.

Se nenhum daqueles 3 itens ali em cima foram suficientes, o posto de saúde ainda não resolveu e você precisa de atenção médica ou exames, as clínicas médicas com preços populares estão se disseminando país afora. Vale lembrar que muitas dessas clínicas não atendem emergências. Algumas para sua lista:

Associação Médica do Paraná – Sinam

Acesso Saúde

Clip

Clifame

Dr. Consulta  

Dr. Agora

Minuto Med   

*Clínicas populares encontradas em São Paulo e Curitiba. O site da ANS também é um lugar para encontrar seus direitos e deveres quando o assunto é plano de saúde.

 

Educando crianças felizes

A photo by Ben White. unsplash.com/photos/4K2lIP0zc_k

Adorei a entrevista publicada pela revista Veja com a psicóloga e escritora Jessica Joelle Alexander. Americana, Jessica é professora na Europa e casada com um dinamarquês. Ao ter seu primeiro filho, ela passou a aprender sobre o jeito de educar dos dinamarqueses, povo que sempre está no topo das listas dos mais felizes do mundo.

Agendas lotadas de cursos e atividades extra-curriculares não têm vez por lá, já que um dos pilares do jeito de educar dinamarquês é a brincadeira. Criança tem que ter tempo livre para se divertir. Segundo Jessica “a brincadeira desenvolve empatia, estratégias de negociação e até a habilidade para lidar com o stress, quando situações relativamente perigosas se apresentam. Então, ao brincar, eles desenvolvem a resiliência, que é um dos componentes importantíssimos para a felicidade”.

Outro ponto super interessante é o tempo em família. Quando estão juntos, há uma regra implícita, respeitada por adultos e crianças, que proíbe celulares & cia, reclamações, fofocas e qualquer outro assunto polêmico, valorizando o tal conceito de tempo de qualidade, tão falado nesses dias de hoje em que o tempo virou bem preciosíssimo.

Jessica também conta de forma muito honesta que não tinha dom natural para ser mãe, mas que aprendeu com os dinamarqueses que a vulnerabilidade é o que nos conecta uns aos outros. Julgar menos e apoiar mais (já falamos disso por aqui) e incentivar a criação de grupos de mães é uma ótima forma de se socializar e superar os desafios que vêm junto com os filhos.

A entrevista completa com Jessica Joelle Alexander está nesse link. E para quem se animar, o livro Crianças Dinamarquesas pode ser comprado aqui.

 

Carta para um anjo

Por Rubia Tosta


Aborto

Hoje o dia amanheceu assim.. nublado, como nessa foto.

Talvez eu nunca esteja preparada para falar sobre isso, mas acho que desabafar vai me fazer bem, vai me ajudar a superar (ou não).

Hoje o dia amanheceu mais triste, mais lento, mais frio. Nosso tão sonhado filhote nos deixou…Ele viu que o mundo anda muito louco, e achou melhor não vir agora.

Mas nesse 1 mês de existência, ele me ensinou tanto.. me ensinou mais do que a vida até aqui. Eu finalmente entendi, o que é a tal conexão entre mãe e filho. É muito forte, muito intensa, muito verdadeira e muito dura também.. pq é difícil vc sentir que algo está errado e simplesmente não poder fazer nada! Pq eu senti quando ele me deixou.. o meu corpo me avisou e o meu coração também.

Acredito que tudo na vida tem um por que, e que cada um de nós tem um propósito na vida, e o seu meu filho, foi de UNIÃO. Você trouxe pra mais perto de mim pessoas muito especiais, você fortaleceu ainda mais a relação que tenho com o seu pai, você me ensinou o que é amar alguém que a gente nem conhece, tão pequeno, tão sensível.. eu nem ouvi o seu coraçãozinho bater, mas o meu acelerava toda a hora que eu pensava em você.

Você me deu um susto quando apareceu e um ainda maior quando foi embora. Eu rezei tanto, pedi tanto por você.. Prefiro acreditar que Deus ama tanto você, que resolveu te levar pra perto dele.

Quero que saiba, que você foi muito amado e muito desejado.

Você será pra sempre o nosso anjinho.

Hoje o meu coração amanheceu assim, nublado e florido. Nublado por que ele está sofrendo, e florido por que de alguma maneira ele tem esperança, por que eu não sei como, ele tem fé.

Vale Night

Sorte daquele que tem com quem deixar o filho para um encontro romântico na sexta, sábado, segunda, qualquer dia! Esse é um dos costumes bem americanos que já entrou no meu livrinho de atividades, a se fazer, mas espera só as avós estarem a quilômetros dirigíveis de distância! Existem certos eventos e restaurantes que não comportam/querem/proibem criança a tira colo. Na minha concepção pré-maternidade isso não existia, aonde vai um, vai todo mundo. Hoje, bem sei que pela sanidade dos pais não é bem assim e mordi a língua.

A date with a view

Imagem: Erin Nekervis

Esses encontros são um respiro e tanto para a vida do casal. O vale night aqui em casa também funciona uma vez ao mês para que meu esposo e eu possamos sair sozinhos com nossos amigos. Enquanto um sai o outro fica em casa com a criança, dá banho, jantar, brinca, escova o dente e coloca para dormir. Papai tem alforria para ir jogar pocker ou assistir algum esporte, e eu junto as amigas e fazemos uma Sessão Terapia em restaurante ou na casa de alguém. É super divertido, dá para comer tranquilo, e faz um bem danado, afinal, depois da maternidade pensamos muito nas crianças e pouco em nós mesmas!

E você, adota o vale night com a sua família?

Casal com filhos

Imagem: Patrick Hui