Lições para ensinar para as crianças durante as Olímpiadas

Revezamento da Tocha Olimpica para os Jogos Rio 2016

Tenho várias lembranças de Olimpíadas da minha infância. Os mascotes, a beleza das cerimônias de abertura e encerramento, a torcida pelos brasileiros… E apesar de todos os problemas, aposto que vamos curtir muito as Olimpíadas no Brasil. E esse também é um ótimo momento para ensinar algumas coisas valiosas para as crianças. O mais óbvio, é claro, é o incentivo a prática de esportes. Mas há outras lições menos evidentes mas não menos importantes.

Fale sobre INSPIRAÇÃO: a Olimpíada é um momento que impressiona pela superação dos limites do corpo humano. Fale sobre a dedicação e sacrifício exigidos para se tornar um atleta olímpico.
Pergunte: Você está disposto a trabalhar duro para conseguir seus objetivos?

Fale sobre POLÊMICA: Todos os Jogos Olímpicos incluem algum tipo de controvérsia – um atleta é desqualificado, os problemas da organização, etc.
Pergunte: Se você fosse responsável por isso, como lidaria com a polêmica?

Fale sobre BASTIDORES: Jornalistas que fazem a cobertura dos Jogos Olímpicos adoram descobrir histórias inspiradoras sobre atletas que superaram obstáculos para alcançar seus objetivos. Aproveite essas histórias para falar com seus filhos sobre perseverança.
Pergunte: Qual seria sua história de bastidor?

Fale sobre TRABALHO EM EQUIPE. Assistir aos esportes de equipe pode ser uma grande oportunidade para mostrar como a contribuição de todos é a chave para o sucesso de uma equipe. Ajude as crianças a fazer a conexão entre o trabalho em equipe nos esportes e outros esforços de colaboração, como um trabalho de grupo da escola.
Pergunte: O que faz um bom companheiro de equipe?

Fale sobre COMPETIÇÃO. Vencer é ótimo e as crianças se identificam com os grandes atletas, exibindo suas medalhas com orgulho. Mas destaque os outros atletas também. Isso pode ajudar as crianças a desenvolver a empatia e reforçar a ideia de que ganhar não é tudo.
Pergunte: Qual é a diferença entre bom e mau desportivismo?

Fale sobre MUNDO: Os Jogos Olímpicos oferecem a oportunidade perfeita para aprender mais sobre outros países. Identificar as bandeiras, tradições culturais, falar sobre países e continentes. Fale também sobre as origens e os objetivos dos Jogos Olímpicos.
Pergunte: O que você aprendeu sobre outro país ou cultura que você não sabia antes?

Fale sobre PUBLICIDADE: A Olimpíada é uma enorme oportunidade de publicidade para os comerciantes. Se possível, grave os eventos e pule os anúncios publicitários. Com crianças mais velhas, fale sobre a relação entre atletas e empresas e por que eles dependem uns dos outros. Aponte eventuais ironias – como um anúncio que mostra um atleta comendo fast food.
Pergunte: Quantos anúncios você viu durante o evento, e que eles estão vendendo?

Adaptado de 7 Things Kids Will Remember Forever from Watching the Olympics With You, por Common Sense Media/Working Mother

Imagem: Marcos de Paula/ Rio 2016

Como ensinar boas maneiras para crianças

Como ensinar boas maneiras para crianças-

Ser bem educado não sai de moda e talvez poucas coisas sejam tão elegantes quanto a gentileza. Mas o que ensinar e como ensinar boas maneiras para as crianças? Algumas dicas simples podem ajudar:

1- Defina seus padrões de boas maneiras: mães e pais devem avaliar seus próprios padrões e decidir o que gostariam de ensinar para suas crianças. Esse é um passo importante. Embora muitas coisas sejam aprendidas pelo exemplo, como educadores não podemos esperar que as crianças simplesmente aprendam por osmose. Algumas coisas são obrigatórias, como, por exemplo, dizer obrigado. Outras, como chamar ou não os mais velhos com um senhor/senhora dependem da cultura de cada um. Ao definir o que você espera da criança, fica mais fácil ensiná-la.

2- Ensine no momento certo: nunca é cedo para ensinar a dizer por favor e obrigado. Outras normas sociais mais complexas podem esperar um pouco. Por volta dos 4 anos de idade, as crianças já têm a compreensão necessária para começar a aprender regrinhas de etiqueta mais complexas.

3- Ensine de maneira lúdica: essa dica vale sempre quando se fala de crianças, especialmente as menorzinhas. Uma sugestão é fazer um teatro, primeiro entrando em uma sala sem falar nada, depois dando respostas curtas e depois tendo uma boa conversa. Faça a encenação e pergunte a criança como ela se sentiu em cada situação. Brincadeiras de faz-de-conta podem ser também uma ótima forma de ensinar bons modos à mesa, como receber, como se comportar durante uma visita, na escola e por aí vai. Aproveite esses momentos para chamar a atenção das crianças para o comportamento que você deseja que elas tenham em cada situação.

4- Não castigue a criança por se esquecer de uma regra: trate esquecimentos e pequenos erros como forma de aprendizado futuro e evite recriminar na frente de outras pessoas. Aliás, há uma regra corporativa que super funciona em família também: elogie em público, critique de forma privada.

5 – Coloque em prática seu discurso: seja coerente, não adianta esperar da criança um comportamento que você não tem. Faça o que diz e eduque pelo exemplo.

Fonte: Pop Sugar Moms

 

 

 

TDAH – transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

TDAH - transtorno de déficit de atenção / hiperatividade

O que fazer com um pequeno que parece estar disperso o tempo inteiro, que não consegue focar em uma atividade?

Com certa frequência, em meu trabalho e socialmente, sou abordada desta maneira. Este comportamento às vezes pode ser um TDAH e acomete algumas crianças em idade escolar.

É difícil para as famílias de modo geral receberem a notícia de que algo está impedindo que seu (sua) filho(a) consiga se desenvolver como a maioria das outras crianças. Este assunto é bastante complexo e merece muitos esclarecimentos pois muitos são os envolvidos: os pequenos, seus responsáveis e a escola que frequentam.

MAIS: Um abraço, por favor

Para se diagnosticar este transtorno, muitos fatores precisam ser levados em conta.

Minha intenção em partilhar um pouquinho do meu conhecimento sobre este assunto é que possa ser feita uma reflexão sobre o tema e ajude na tomada de medidas que possam auxiliar os pequenos juntamente com seus cuidadores e outros envolvidos no processo de formação dos mesmos para o enfrentamento da situação.

Para começar, qualquer dificuldade emocional  ou de aprendizagem que uma criança apresente na escola deve ser valorizada. As mudanças comportamentais normalmente possuem uma causa e na primeira infância costumam afetar outras esferas da vida e precisam ser tratadas.

Medidas como uma avaliação médica e psicológica tão logo apareçam algumas das  dificuldades acima citadas muito auxiliarão no direcionamento do tratamento.

Em breve trarei um pouco mais de dados descritivos encontrados na literatura para melhor esclarecimento a respeito deste assunto.

Especial TDAH

Dúvidas sobre o tema? Comente ou escreva para a gente.

Menos brinquedos, mais brincadeiras!

Menos brinquedos mais brincadeiras

Um incontável número de brinquedos ganhos, esse é o saldo do último Natal aqui em casa. Nós sabemos que todos esses presentes são um sinal de amor e carinho por parte de nossa família e amigos. Por outro lado, não dá para não se preocupar com a quantidade enorme de plástico, baterias e etc. usadas em tantos brinquedos.

Muita gente fala sobre o quanto as crianças de hoje em dia são preocupadas com as questões ecológicas. Eu mesma ouço bronca do meu filho de 3 anos quando ele acha que estou gastando água demais para lavar as mãos. Mas será mesmo que as crianças estão assim tão conscientes? Fechar a torneira ao escovar os dentes é uma coisa. Mas experimente dizer que não é sustentável ter 30 Barbies ou mais um carrinho de controle remoto e depois me conta se a consciência ecológica continua lá…

MAIS: 8 brincadeiras super divertidas para o fim de semana com chuva

E assim as coleções só aumentam, até porque há muitos brinquedos baratos. Vimos carrinhos de controle remoto, sonho de consumo dos meninos da minha geração, sendo vendidos a R$ 35. Ao mesmo tempo em que os brinquedos se tornam cada vez mais acessíveis, a qualidade também piora muito.  Aí se compra demais e essa quantidade enorme de brinquedos muitas vezes fica jogada em algum baú sem uso ou quebra rapidamente por ser de baixa qualidade, gerando mais e mais lixo.

A gente já falou por aqui sobre consumismo infantil. É fundamental, por questões educativas, econômicas e de meio ambiente, que as crianças compreendam os impactos do consumo desenfreado. E nós, adultos, temos a grande responsabilidade de ensinar e dar exemplo.

Quer dar um presente para uma criança querida? Pense em trocar coisas por experiências, por exemplo, dando de presente seu tempo para uma tarde de brincadeiras, um passeio no parque, preparar um bolo juntos, criar um brinquedo com caixa de papelão ou reciclando outras coisas que a gente tem em casa. E quando for realmente hora de comprar um brinquedo novo, materiais renováveis são sempre uma ótima pedida: quebra-cabeças de papelão, carrinhos de madeira e bonecas de pano são muito mais sustentáveis e educativos do que um brinquedo de plástico e com bateria que praticamente brinca sozinho.

MAIS: Brinquedo feito em casa

O melhor presente que você pode dar para uma criança é um futuro melhor. Pense nisso antes de comprar aquele brinquedinho chinês! Nossas crianças e nosso planeta agradecem!

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Imagem: Martin Thomas

 

 

 

Castigo na Infância

Frequentemente me fazem a seguinte pergunta: Castigo funciona?

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Quando um comportamento infantil é considerado inadequado este precisa ser corrigido.  As crianças necessitam ser orientadas a respeito do que se espera delas em termos de atitudes para que possam viver socialmente.

Nosso cotidiano é regido por regras que devem ser transmitidas em primeiro lugar pelos pais. Normas são limites. Ninguém pode fazer somente o que quer. O limite é também um instrumento facilitador para viver as relações familiares e sociais.

Pensando no desenvolvimento infantil eu ficaria com o seguinte questionamento: Quando o castigo funciona?

Para que uma punição seja eficaz é necessário que a criança tenha certeza de que irá perder alguma coisa. O que deve ficar registrado para ela através da punição é:

Descumprir algo = Ter uma consequência

Não é por acaso que temos uma quantidade enorme de leis regendo o nosso dia a dia.

Como aplicar um corretivo?

  • Repreenda e explique o mau comportamento.
  • Esclareça os motivos da represália.
  • A correção deve ocorrer logo após o comportamento inadequado.
    A suspensão de algo como, por exemplo, uma tarde sem TV, sem eletrônicos, etc., tem que ser algo que seja “caro” para a criança a fim de que a mesma possa apreender o caráter da consequência.
  • Castigos longos geralmente não funcionam. Muitos pais se perdem nos combinados e correm o risco de marcarem o descrédito com a disciplina.
  • Não dê castigos motivados pelo próprio sentimento como: raiva, vergonha, etc.
  •  É importante falar para o (a) filho (a) que tipos de sentimentos ele (a) provocou no outro com sua atitude inadequada, mas o castigo tem que ser algo que toque a criança.

Broncas, advertências, repreensão, disciplina, são atitudes que indicam a presença de lei. Certamente os rebentos não gostarão destas posturas, mas são posicionamentos indispensáveis  para a formação dos mesmos.