Perdi meu plano de saúde. E agora?

O post de hoje é para falar de um assunto delicado. Desde 2015, muita gente que perdeu  o emprego formal, aquele de carteira assinada, perdeu também o plano de saúde da família inteira. Aí, o que se vê é a rede pública, que já não ia muito bem das pernas, ainda mais lotada.

Uma das premissas da medicina em qualquer lugar do mundo é a prevenção. Não é a toa que muitos planos de saúde nos Estados Unidos dão descontos aos “clientes” que fazem exercícios físicos regularmente e que estão sempre em dia com exames clínicos periódicos. Imagino que logo, logo essa moda também possa pegar por aqui. Mas e as crianças? Como podemos cuidar para que elas adoeçam pouco! Obviamente, de vez em quando um resfriado ou uma febre vai aparecer, faz parte do desenvolvimento infantil, mas de que maneira podemos contribuir para que nossos filhos sejam saudáveis?

  • Cuidando muito da alimentação, pode parecer bobeira, mas uma alimentação equilibrada é a melhor prevenção para qualquer doença em qualquer idade. Lembra a regrinha do prato colorido, com pelo menos 5 cores. É o arroz e feijão, combinado de uma proteína, legumes e verduras. Nem preciso dizer do vilão que o açúcar é na dieta infantil, né? Desconfie SEMPRE e seja consciente sobre tudo que venha dentro de pacotes coloridos.

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  • Cuidando do sono. A criança precisa dormir bem para se manter saudável. Aqui no blog já postamos sobre a quantidade de horas de sono, de acordo com cada idade.
  • Mantendo as extremidades do corpo sempre aquecidas. São detalhes que parecem coisa de vó, mas que podem fazer a diferença. É um pezinho descalço no piso frio, a meia úmida de suor dentro do tênis, a roupa íntima úmida no processo do desfralde.

Não sou médica, longe disso, mas em 2016 conheci e estudei um pouco da Antroposofia, e suas ramificações na Medicina Antroposófica e a pedagogia Waldorf. Independentemente de crenças e valores, sem radicalismos, vi muita lucidez na Antroposofia e acho que informação boa tem que ser compartilhada.

Se nenhum daqueles 3 itens ali em cima foram suficientes, o posto de saúde ainda não resolveu e você precisa de atenção médica ou exames, as clínicas médicas com preços populares estão se disseminando país afora. Vale lembrar que muitas dessas clínicas não atendem emergências. Algumas para sua lista:

Associação Médica do Paraná – Sinam

Acesso Saúde

Clip

Clifame

Dr. Consulta  

Dr. Agora

Minuto Med   

*Clínicas populares encontradas em São Paulo e Curitiba. O site da ANS também é um lugar para encontrar seus direitos e deveres quando o assunto é plano de saúde.

 

Controlando adolescentes – Mãe Hacker

Cada mãe sabe o filho que tem, certo? Na minha época de adolescente o controle que os meus pais tinham era ler escondido os meus diários e escutar na extensão do telefone o meu papo de horas e horas com as amigas (Ah! Eles também viam a conta no final do mês). Meu filho ainda não está nessa fase, mas volta e meia me pego imaginando. A teoria diz que o melhor é o diálago tanto para prevenir , quanto para remediar, mas vamos combinar, tem assunto que na adolescência é indigesto ter com pai e mãe. E ser adolescente no século XXI é sinônimo de estar online o tempo inteiro e, na maioria das vezes, saber mais de informática e internet que os próprios pais.

Mãe Hacker

Imagem: Flick Summer Skyes 11

Esses dias uma amiga, mãe de adolescente, narrou a situação que estava tendo com o filho. Com a ajuda de um aplicativo ela virou uma verdadeira detetiva. A tecnologia a ajudou a ter acesso a TODAS as mensagens de texto de celular e outros aplicativos. Em um único dia esse adolescente chegou a trocar mais de 42 páginas de mensagens. Essa mãe hacker evitou que o filho cometesse um crime federal, aqui nos Estados Unidos, e crime também no Brasil. Falsificação de identidade, o filho seria o contato de um falsicador para a venda de carteiras com data adulterada para estudantes de uma escola de Ensino Médio inteira! Para quem não sabe, maior idade aqui é só aos 21. Apenas aí é que dá para comprar bebida alcólica, cigarro e sair na balada.

Já me contaram que uma das maiores preocupações dos pais de adolescentes são as amizades, uma laranja podre pode contaminar um saco inteiro. Enfim, essa história de fuçar a vida do filho e controlar todos os passos funcionou para essa família e evitou um crime. E para a sua, seria a solução?


Leia também: Recomendações da Academia Americana de Pediatria sobre o tempo online das crianças

Recomendações da Academia Americana de Pediatria sobre o tempo online das crianças

Durante anos, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendou que crianças com menos de dois anos de idade não tivessem nenhuma exposição a televisão ou a dispositivos como tablets e celulares. Para crianças mais velhas, a AAP recomendava limitar o uso desses dispositivos a no máximo duas horas por dia. Nessa semana, as diretrizes foram alteradas e digamos que se tornaram menos “radicais”.

Crianças online

O fato é que a tecnologia e a Internet são hoje parte integrante de nossas vidas. A grande questão para nós, pais, é como, quanto e quando as crianças podem usá-la. E a AAP nos ajuda nessa tarefa, com as seguintes recomendações para o uso de Internet, jogos e aplicativos:

Online é apenas um outro ambiente. As crianças fazem as mesmas coisas que sempre fizeram, apenas virtualmente. Como qualquer ambiente, a mídia pode ter efeitos positivos e negativos.

A forma de ser mãe/pai não mudou. As mesmas regras se aplicam para ser pai ou mãe em ambientes reais ou virtuais. Pais e mães devem brincar com seus filhos, estabelecer limites, ensinar bondade, envolver-se e conhecer os amigos e lugares frequentados por seus filhos, sejam eles reais ou virtuais.

Ser modelo para seus filhos é fundamental. É preciso limitar o seu próprio tempo online, até para estar atento e presente com os filhos e família longe de telas.

Aprendemos uns com os outros. Pesquisas em neurociência mostram que crianças muito pequenas aprendem melhor através de uma comunicação de mão dupla, ou seja, é preciso interação entre cuidador e criança para o desenvolvimento da linguagem. Apresentações de vídeo passivos não colaboram com o aprendizado. Por outro lado, experiências interativas, como conversar online com o pai que está viajando, tem valor educacional, especialmente após os dois anos de idade.

Atenção ao conteúdo. A qualidade do conteúdo é mais importante do que o dispositivo ou o tempo gasto com meios de comunicação. Priorize como seu filho gasta seu tempo em vez de apenas limitar o tempo para a atividade online.

Curadoria ajuda. Mais de 80.000 aplicativos são rotulados como educacionais, mas há pouca pesquisa que valide a qualidade deles. Nos Estados Unidos, a Common Sense Media faz revisões de aplicativos, jogos e programas por idade. No Brasil, a revista Crescer também tem uma lista de aplicativos recomendados.

Participação. A participação da família no uso da mídia facilita a interação social e aprendizagem. Jogar um jogo junto com seus filhos influencia a forma como eles compreendem a sua experiência de mídia. Para bebês e crianças, acompanhamento no uso dos aplicativos e conteúdo online é essencial.

Brincar é importante. Brincar de forma não estruturada estimula a criatividade. Priorize o tempo diário de brincadeiras “offline”, especialmente para os menorzinhos.

Estabeleça limites. O tempo online, como todas as outras atividades, deve ter limites razoáveis. O uso da tecnologia ajuda ou dificulta a participação do seu filho em outras atividades? Avalie e limite com base na sua observação.

Tudo bem que seu filho adolescente esteja online. Relacionamentos online são parte integrante do desenvolvimento do adolescente. A mídia social pode apoiar a formação de identidade. Ensine seu filho adolescente comportamentos adequados que se aplicam em ambos os mundos, real e online. Peça aos adolescentes que mostrem o que estão fazendo online para ajudar você a entender o conteúdo e contexto.

Criar zonas livres de tecnologia. Preserve o horário das refeições da família. Recarregue os dispositivos durante a noite fora do quarto das crianças. Essas ações incentivam o tempo da família, além de hábitos alimentares e de sono mais saudáveis.

Crianças são crianças. As crianças vão cometer erros usando a mídia. Estes podem ser momentos de ensino se tratados com empatia. Certos comportamentos, no entanto, como relacionados à sexualidade ou agressão, sinalizam uma necessidade de avaliar outros comportamentos de risco do jovem.

Leia também: Navegando Com Segurança no You Tube

Fonte: Academia America de Pediatria

Criança esquecida na cadeirinha

Volta e meia vemos notícias de bebês esquecidos na cadeirinha do carro. Seja no Brasil ou Estados Unidos essa notícia é daquelas de dar frio na espinha e, infelizmente, pode acontecer com qualquer um. Ainda bem que tem gente pensando em como evitar isso! Os engenheiros da Rice University, aqui de Houston, inventaram um acessório, chamado Infant SOS, para cadeirinha do carro que protege crianças esquecidas e alerta, com mensagens no celular, que há uma criança em perigo.

O acessório poderá ser acoplado em qualquer cadeirinha e dispara alertas sonoros, visuais e de texto quando percebe que a criança está em perigo. Muitos bebês acabam falecendo por conta do calor dentro do automóvel. Esse invento também tem um sistema de refrigeração que mantém a criança em uma temperatura segura até que os alertas de emergência sejam respondidos.

criança segura, criança esquecida no carro

O sensor detecta se o automóvel está em movimento, se o bebê está na cadeirinha e se a temperatura dentro do carro está aumentando. Se o acessório detetectar que o veículo está estacionado com uma criança dentro começa a ativar os alertas visuais e sonoros, em 30 segundos. Há uma linha com luzes de led que piscam e o alarme começa tocar. Se depois de 5 minutos nada ocorrer começam o alertas de mensagem no celular, que pode ser programado e enviado para até 10 pessoas.

Imagens: Brandon Martin.

A equipe de estudantes e engenheiros agora está pesquisando para melhorar o design do Infant SOS, para que ele seja de fácil manuseio e acessível para a venda no varejo. O produto terá um custo de aproximadamente $150.

Fonte: Rice University

Mães que inspiram: Jessica Alba e sua empresa de 1 bilhão de dólares

Assim como para tantas outras mães, a maternidade trouxe para a atriz americana Jessica Alba profundas mudanças em sua trajetória profissional. Durante sua primeira gravidez, em 2008, Jessica teve uma crise alérgica após a lavagem de algumas roupas do bebê – que tinham sido lavadas com um sabão específico para crianças! Esse evento levou a atriz a iniciar uma intensa pesquisa sobre a composição química dos produtos utilizados em sua casa. O que ela descobriu a deixou apavorada: produtos usados todos os dias por nós, nossos filhos e em nossas casas são recheados de componentes que, apesar de tóxicos, são permitidos por lei. Jessica buscava um ideal: produtos que não fossem apenas eficazes, mas também seguros, bonitos, convenientes, ecológicos e acessíveis.

Maternidade Hoje, Jessica Alba, carreira, mãe que trabalha, empreendedorismo, mãe empreendedora

Daí surgiu a ideia de criar a The Honest Co. (ou “A Empresa Honesta”, em português), uma empresa que comercializa um portfólio de 120 produtos, como fraldas ecológicas, vitaminas, mamadeiras, itens de higiene, entre outras produtos usados por mães e bebês. Em três anos, a empresa já vale incríveis 1 bilhão de dólares! A trajetória de Jessica Alba nos ensina algumas lições valiosas de carreira, em especial para as (os) empreendedores:

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Jessica Alba na capa da Forbes sobre as mulheres mais ricas dos EUA (e que construíram suas fortunas por esforço próprio)

MAIS: O legado de uma mãe que trabalha fora

Uma boa história por trás de um negócio de sucesso

Tente se lembrar de uma boa propaganda: muito provavelmente, ela contava uma boa história. O ser humano é social e se sente atraído por estabelecer relacionamentos e por conhecer histórias. Jessica Alba usa sua vida pessoal para atrair clientes, criando vínculos, mostrando que ela é uma mãe como qualquer outra. Pensa em iniciar um negócio? Pense também na história por trás dele!

Inovações em conceito e em modelo de negócio

Jessica Alba inovou ao criar produtos que fosse ecológicos e acessíveis mas também atraentes. Por exemplo, suas fraldas têm estampas diferenciadas, que variam como coleções de moda a cada estação, ou por datas temáticas (Natal, por exemplo). A The Honest também inovou ao lançar planos de assinatura mensal para fraldas e lenços umedecidos.  Pensar em como inovar os conceitos e modelos de negócio de seu produto ou serviço é fundamental para se diferenciar.

Fazer acontecer

Jessica diz que em sua trajetória como empresária aprendeu que não é preciso saber de tudo, você deve buscar ajuda e cercar-se de pessoas competentes. E aí entra um grande diferencial: mais do que qualquer outra habilidade, Jessica Alba se mostra uma pessoa com capacidade de fazer acontecer. Ter ideias é provavelmente a parte fácil de um negócio: engajar pessoas e ter foco e energia para fazer acontecer é o que realmente transforma boas ideias em grandes negócios.

Inspirada(o)? Que tal começar a colocar suas ideias em prática hoje?

Fontes: Forbes, Forbes Women SummitHarvard Business Review, The Honest Co.