5 aplicativos super úteis para mães

Que tal colocar a tecnologia para trabalhar a seu favor? Esses cinco aplicativos são uma super ajuda para as mamães.untitled-banner

Gravidez

Acompanhar a gravidez a cada semana, saber como está o desenvolvimento do bebê e as mudanças no seu corpo, o que esperar nos próximos dias… Os aplicativos para acompanhar a gestação semana a semana são uma delícia. Toda grávida deve ter um instalado no seu celular!

Sugestões: Minha Gravidez Hoje, Gravidez +, Alô Mamãe

Amamentação

Amamentação tem seus segredos… E  nos primeiros meses de vida do bebê, quando o sono é pouco e o cansaço é muito, fica difícil lembrar o horário da última mamada, se começou pelo seio esquerdo ou pelo direito e por aí vai. Os aplicativos de amamentação são uma mão na roda nessa fase. Muitos deles também têm outras funções, como controle de refeições, de fraldas e visitas ao pediatra. Vale muito a pena!

Sugestões: Feed Baby, Rastreador do bebê, Amamentação

Controle de ciclo menstrual

Seja para quem planeja engravidar ou para quem quer evitar filhos, os aplicativos de controle de ciclo menstrual são uma ferramenta utilíssima. Além do controle do ciclo, também podem dar lembretes sobre período fértil e sobre a próxima menstruação, além de avisar sobre o horário para tomar a pílula.

Sugestões: LoveCycles, Calendário Menstrual, Calendário do Período

Vacinas

Esses aplicativos ajudam a controlar o calendário de vacinação das crianças. Também costumam trazer informações sobre cada vacina e lembrete de datas das próximas doses.

Sugestões: Vacinas do Brasil – VCIN, Vacinas em Dia, Mamãe Coruja

Ficar em forma

Às vezes é difícil conseguir conciliar maternidade e atividade física. Falta tempo, falta dinheiro, não tem com quem deixar a criança… Tudo isso é facilmente resolvido com uma ajudazinha tecnológica: use a seu favor para começar seu projeto de saúde sem sair de casa! E sempre vale lembrar: consultando sempre seu médico antes, especialmente se você passou por um parto recentemente ou se estiver sedentária a tempos.

Sugestões: Sworkit, Mulheres Workout Women Fitness, You Tube (o canal da Chris Flores têm ótimas séries para mulheres)

O leite de vaquinha

Colaboração de Aline Flores

A questão do leite oferecido para as crianças no Brasil sempre me intrigou um pouco. Segundo a Sociedade Americana de Pediatria a partir dos 12 meses a criança já pode consumir leite de vaca (se você ainda amamenta e está feliz pare por aqui!). A orientação do médico do Gabriel foi a de oferecer leite integral orgânico. Fui buscar as opções possíveis e encontrei apenas duas marcas disponíveis. Optei pelo galão de 3.78 litros, por $5,48.

Nem contestei sobre a questão de leite em pó, que aqui é chamado de fórmula. Nas viagens ao Brasil busquei pelo leite “fresco”de pacotinho (aqueles que comprávamos antigamente).Encontrei algumas opções que custavam cerca R$2,75 o litro, mas não eram orgânicos.

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Aline Flores Patschiki é nutricionista e mãe da Maria Clara. Ela pesquisou a composição de alguns “leites” destinados a crianças maiores de 1 ano e compartilha conosco as impressões a respeito:

“Comparei as composições do Milnutri, Ninho 1+ e Leite Pasteurizado Integral tipo B.

 

Milnutri e Ninho 1+ não são considerados leite, e sim composto lácteo (leite de vaca acrescido de outros ingredientes). Dizem não adicionar açúcar, mas na lista de ingredientes aparece Maltodextrina (polímeros de glicose) que nada mais é que açúcar. Também são adicionados alguns tipos de óleos e gorduras (como de canola, girassol, palma e peixe) ricos em gorduras boas como ômega 3. São enriquecidos com várias vitaminas e minerais, inclusive ferro e fibras (pobre no leite de vaca). Na comparação entre as marcas só me chamou a atenção o menor teor de cálcio do Milnutri (e por isso já escolheria o Ninho).

Com relação ao leite Pasteurizado tipo B, possui basicamente vitaminas A e D, Cálcio (quantidade muito semelhante ao Ninho), e Fósforo. São menos processados, não contém conservantes e adição de açúcar. Precisam ser consumidos em 4 dias e em algumas cidades, não se encontra facilmente (porém existem empresas que entregam em casa).

Com relação aos preços, creio que os compostos são absurdamente mais caros. Leite Ninho cerca de R$ 24,00 e Milnutri, R$29,99, ambos nas embalagens de 800g.*

A reflexão é a seguinte: uma criança com alimentação variada, boa em quantidade e qualidade, necessita realmente de um produto tão enriquecido, fortificado e modificado como estes? O gasto financeiro (que fazemos na intenção de oferecer o melhor aos nossos filhos) vale a pena? Penso que crianças mais seletivas, que comem pouco ou em pouca variedade podem sim se beneficiar com estes produtos, mas este é o caso de seu filho?

Pensem, avaliem junto com os pediatras de vocês, estudem outras alternativas. Às vezes o leite pasteurizado não é viável para você, mas tem também a alternativa do Ninho comum em pó (que não contêm todas essas fortificações). Enfim, vamos pesquisar e ver o melhor custo benefício das nossas escolhas para nossas famílias! Deixando claro que isso não é uma crítica as recomendações dos profissionais que nos atendem, pois eles também fazem escolhas para suas próprias famílias e buscam o melhor! A questão que levanto é, escolher o melhor no seu caso, sem generalizações”.

Espero que este material tenha te ajudado a esclarecer a questão do leite. Lembre-se: o que pode ser ótimo para o filho dos outros, talvez, não funcione para o seu. Escolha o caminho que melhor lhe convém e seja feliz!

*Valores consultados em 28/10/2015 nos sites: Casa FiestaDroga RaiaWallmart


Aline Flores NutriAline Flores Patschiki é nutricionista e mãe da Maria Clara

Roupas para gestantes: 7 peças chave para usar durante e depois da gravidez

Substitua consumo por autoestima – esse é o mantra das consultoras Cris Zanetti e Fê Resende, responsáveis pelo blog Oficina de Estilo. Segundo a dupla, o segredo para conquistar um estilo elegante sem esforço é um armário enxuto e coordenável. Quem não quer? Para a gestante, esse desafio é dobrado. Mas com algumas peças-chave e acessórios, é possível montar um guarda-roupa esperto para usar durante a gravidez e (bônus!) aproveitar muitas das novas peças também após a gestação – sem parecer que continua grávida, por favor!

Sutiã

Já contei no post sobre amamentação que essa foi a primeira peça que comprei quando fiquei grávida. Para aumentar a vida útil do seus novos sutiãs, você já pode aproveitar e comprar peças adequadas para a amamentação. Mas atenção: sutiãs de amamentação costumam ser feitos com uma malhinha que não dá sustentação nem modela. Observe isso antes de comprar e fuja desses! Meus modelos favoritos de amamentação são os da Any Any e Scala.

Vestidos de malha soltinhos

A malha se adapta bem ao crescimento da barriga. Mas observe se a peça não está justa demais, porque malha marcando o corpo (e a lingerie, gordurinhas, etc) não dá! Depois que o bebê nascer, continue aproveitando seu vestido: é só marcar a cintura com um cinto e sua peça ganhou vida extra!

(clique para ver as imagens em tamanho grande)

Regatas caneladas

Eu usei muuuuito durante a gravidez: compre em várias cores, 1 ou 2 tamanhos maior do que você usaria normalmente. A malha canelada acompanha muito bem o crescimento da barriga e fica ótima embaixo de blazers, cardigãs, jaquetas, coletes ou mesmo sozinha para um visual mais casual. Depois da gravidez, continua companheira para velar peças mais decotadas ou em composições descontraídas para o fim de semana.

Jeans para gestante

Nada é mais confortável! Invista em pelo menos um jeans com modelagem específica para grávidas, com lavagem e cortes mais tradicionais – você vai repetir muito, melhor que não seja uma peça marcante. Seu jeans seguirá com você por algumas semanas após o parto – enquanto a barriguinha ainda estiver lá. Essa é uma peça que não dá para aproveitar: a modelagem para gestante é ótima para gestantes, ponto. Depois, fica esquisita. Se seu jeans chegar ao fim de gravidez em bom estado, doe para outra futura mamãe.

Legging

Outra peça fácil de combinar e que é puro conforto! Vá de legging preta e lisa, com comprimento até o tornozelo. É a versão mais elegante e a prova de erros. Existem versões de legging de gestante com uma pala bem grande para cobrir a barriga e outras com cintura mais baixa, com elástico molinho que acompanha o crescimento do ventre. Eu usei as duas, mas prefiro a segunda versão. Além de mais confortável, não perde o prazo de validade: você pode continuar usando após o nascimento do seu bebê, pois ela se adapta ao corpo.

Bata

É um clássico das grávidas, especialmente na versão com decote império. Mas aqui vai a dica: esse decote, marcando a região abaixo do busto, fica ótimo em gestantes. Mas após a gravidez, ele faz com que você pareça eternamente grávida. Se quiser uma peça com vida útil mais longa, opte por batas sem esse tipo de decote (como a da Gisele na foto abaixo).

Camisa com botões

As versões mais soltinhas te acompanham bem durante boa parte da gravidez. Não fecha mais? Sem problemas, combine com sua regata canelada e faça da sua camisa uma espécie de casaquinho leve. O melhor da camisa vem depois: nada, absolutamente nada, é melhor para ser vestido do que uma camisa quando se está amamentando!

Imagens: Pinterest

Amamentação: minha experiência desde a primeira gravidez até o segundo filho

Um dos momentos mais felizes da minha vida foi quando meu segundo filho chegou no quarto da maternidade após o parto e mamou pela primeira vez. Com aquele bebezinho tão pequeno no colo, revivi todo o sentimento de alegria que foi amamentar o mais velho, ampliado pela felicidade da chegada do novo bebê. Amamentar é maravilhoso! Mas não é fácil, requer preparação, paciência e persistência.

Amamentação

Gravidez: a fase de preparação

Quando fiquei grávida pela primeira vez, a expectativa era ver a barriga crescer. Mas isso demorou para acontecer. Já os seios, esses sim, mudam com uma velocidade incrível. Tanto que a primeira peça de roupa de grávida que precisei comprar foram sutiãs novos. Isso mostra o quanto o corpo já se prepara para a amamentação, desde o início da gravidez. Minha obstetra recomendava fazer uma leve fricção diária com uma toalha, para tornar o mamilo mais resistente, orientação que foi seguida à risca. Nessa fase, também é importante estudar sobre o assunto, entender a pega correta, como segurar o bebê, etc. Leia e, se possível, faça um curso para gestantes na maternidade.

As primeiras semanas: as mais difíceis

As primeiras semanas são de aprendizado, tanto para mãe quanto para o bebê. No começo, amamentar dói, algumas pessoas sofrem bastante, outras menos. No meu caso, os dois primeiros dias foram muito tranquilos. No terceiro, quando o colostro foi substituído pelo leite, os seios ficaram inchados, vermelhos, quentes e doloridos. Também tive algumas rachaduras. A primeira grande dica é aproveitar os dias na maternidade para aprender com os médicos e enfermeiras sobre como amamentar corretamente. Seu médico também deve receitar uma pomada para as rachaduras. Nos primeiros dias com o bebê em casa, eu aproveitava o intervalo entre as mamadas para tomar um pouco de sol no seio, para ajudar na cicatrização. Quando as fissuras eram maiores, eu ficava com uma lâmpada apontada para o seio durante uns 15 minutos, também para ajudar na cicatrização. Às vezes usava a pomada, às vezes passava um pouco do próprio leite no mamilo como cicatrizante. No meu caso, essa fase passou rápido, a dor e os machucados foram embora e a amamentação logo se tornou um momento super feliz para mim e meu bebê.

Garantindo a produção

Vencido o aprendizado, vem a lua de mel com o neném: a amamentação é simples, a criança começa a dormir um pouco melhor e tudo flui mais fácil. Mas a responsabilidade é grande, afinal, nos primeiros meses sua produção de leite será (idealmente) o alimento exclusivo do seu filho. Na minha cabeça de engenheira, me imaginava como uma fábrica produzindo um produto. E para produzir direito, tem que tem energia e matéria prima de qualidade. É preciso comer bem: não faça dieta, mas coma alimentos saudáveis. Posso te garantir, como mãe de dois, que é possível voltar a sua forma sem fazer regime (papo para outro post). Muita gente recomenda comer isso, tomar aquilo, mas na minha experiência o que realmente faz a diferença na produção de leite é a água. Nos dias em que tomo pouca água, a produção cai muito. Fato! Tome bastante água e mantenha uma garrafinha por perto para se hidratar após as mamadas da noite.

A volta ao trabalho

Na volta ao trabalho, passei a tirar leite uma vez por dia. Era importante para que o bebê tivesse pelo menos uma mamadeira de leite materno para tomar durante o dia, mas também era fundamental para manter a produção. Temos um ambulatório na empresa, tentava passar lá todos os dias para isso. Usava (na verdade, ainda uso) o extrator elétrico da Medela, depois o leite ia para a geladeira e na hora de ir embora usava o porta mamadeira térmico da MAM. Nem sempre dava certo, mas consegui manter a amamentação por mais 5 meses depois da volta ao trabalho. Depois o leite foi secando, era tão pouquinho que achei que era hora de parar. Confesso: foi muito sofrido para mim, mas o neném se adaptou a dupla mamadeira/fórmula numa boa!

O segundo filho

Meu segundo filho nasceu mais ou menos um ano depois que parei de amamentar o primeiro. Fiz o trabalho de preparação do mamilo durante a gravidez, sem a mesma disciplina que tive na primeira gestação. Mas foi tudo muito mais fácil: a fase do aprendizado foi bem curtinha e não tive rachaduras dessa vez. Agora estou na batalha para manter a amamentação depois da volta da licença maternidade. Mesmo esquema de antes. Continua sendo um trabalho de persistência, mas como vale a pena! Cumpri a missão de 6 meses de amamentação exclusiva e deixei o legado de saúde para minhas crianças. E recebi de volta o amor de dois bebês encantadores. Tem coisa melhor?

Para quem quer saber mais, recomendo o blog do Dr Moises Chencinski #euapoioleitematerno

O que aprendi com as mães americanas

Depois de 4 anos em Houston, metade deles como mãe do Gabriel, deu para entender e aprender um pouco com as mães americanas. Na maior parte das vezes aprendi a entender, mas em outras, confesso, fico revoltada (papo para outro post)!

Minhas palavras não são verdade máxima e não dá para generalizar, mas é a minha percepção e vivência da maternidade.

Nascimento: Não ter medo do parto natural

Num lugar onde a liberdade é primordial, a opção de como seu filho virá ao mundo é sua! O cliente manda, mas o plano de saúde e o médico oferecem muitos incentivos, tranquilizam e apóiam a grávida para o parto normal. O parto vaginal com anestesia, como eles chamam, é o mais comum. Muitas optam pelo natural-natural, com zero medicamento, mas no hospital mesmo. Se você não tem um plano de saúde e optar pela cesariana a conta sairá por no mínimo umas $20 mil verdinhas. Se o seu bebê decidir nascer no feriado ou no final de semana e seu médico não estiver de plantão, outro profissional fará o seu parto. Sem crise e sem essa tal de taxa de disponibilidade. Na verdade verdadeira, quem faz todo o processo aqui são as enfermeiras. O médico chega praticamente na hora do grito do bebê. Confesso que eu adorei essa parte! Dá para desconfiar de uma equipe de enfermagem que só faz isso? Confiança na equipe médica é tudo! Na hora H fui tratada com tanto carinho por elas que até hoje lembro do rosto totalmente suado da senhora morena e gordinha, passando a mão no meu cabelo e dizendo:- Empurra, empurra. Isso, assim mesmo! O gringo aqui da casa nasceu de normal mesmo, com uma anestesia para mamãe não sofrer tanto.

Tarynelise

Imagem:  Tarynelise

Curiosidade: Acabou de parir? Sem essa de dieta leve. No cardápio do hospital dava para escolher o que comer, tinha salada, peixe, mas também pizza, hambúrguer, Coca-Cola e sorvete! Pra uma amiga brasuca que também teve filho aqui a enfermeira perguntou: – Você fez muita força, peça um hambúrguer!!

Amamentar é para as fortes, mas uma máquina e um bico de silicone podem ajudar.

A minha experiência foi beeeemmmm difícil: mastite, dor, pega errada, refluxo…mas existem as máquinas de ordenhar. E, não sei no Brasil, mas aqui é item de enxoval tal qual pomada pra assadura. Alguns planos de saúde sabem da importância do leite materno exclusivo nos 6 primeiros meses de vida do bebê e compram ou alugam para as mamães as “ordenhadeiras”, além de arcar com os custos das enfermeiras especialistas em lactação. Depois de uns meses o meu baby aprendeu a tal da pega e eu devolvi minha máquina para o hospital.

Curiosidade: Muitas mamães americanas, por recomendação pediátrica, a partir dos 2/3 meses engrossam o leite com cereal de arroz! Basicamente por 2 motivos: melhorar o refluxo e dar “aquela reforçada” no leite da noite.

Acho que as cenas abaixo retratam muito bem a Maternidade Hoje!

Pumping

Imagens: Exclusive Pumping e  The Milk Sunshine Coast

Polliana Coelho: jornalista, mãe, dona de casa e muito mais ou menos! Depende do ponto de vista. Expatriada no Texas há quase 4 anos.