Receitas vegetarianas para crianças

Sou quase vegetariana. Quase porque o trabalho me obriga a comer fora de casa frequentemente e encontrar opções saudáveis e equilibradas na rua não é tarefa das mais fáceis. Ai vai um franguinho, peixe ou ovo. Carne vermelha eu não como. Mas não passei isso para meus filhos. Eles comem de tudo.

Mas por essas minhas preferências alimentares, amo a ideia da Segunda Sem Carne. É um movimento presente em vários países do mundo que propõe uma ideia simples: eliminar a carne do cardápio da segunda-feira. Os benefícios são enormes: o excesso de proteína animal é frenquentemente associado a doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade, câncer e diabetes. Além disso, a agropecuária de larga escala é um grande problema ambiental da atualidade, pois demanda uso intensivo de água e de alimentos vegetais, é poluente e responsável por grande parte do desmatamento de nossas florestas. Mas não precisa parar de comer carne não: reduzir seu consumo já tem grandes benefícios.

MAIS: O Leite da Vaquinha

Para as crianças, um dia vegetariano é uma ótima oportunidade de variar nutrientes e ter uma alimentação saudável e natural. Quer tentar? Aí vão algumas dicas de receitas que têm tudo para ser sucesso com os pequenos.

1- Polenta com molho bolonhesa vegano, receita Presunto Vegetariano. A proteína de soja é um clássico da alimentação vegetariana, mas se mal preparada… Eca! Não é o caso dessa receita, que também tem tudo para ser sucesso trocando a polenta pela macarronada. Se você prefere evitar os transgênicos, uma boa dica é comprar a soja da marca Mãe Terra.

2- Hambúrguer de batata-doce e quinoa, receita Casa e Jardim. A batata-doce é um carboidrato do bem e a quinoa é riquíssima em proteínas. Pode ser servido como sanduíche, mas também é ótimo para acompanhar o arroz e feijão da criançada.

3- Falafel, receita Bela Gil. O falafel é um bolinho árabe a base de grão-de-bico, outra fonte rica em proteínas vegetais e em ferro. A Bela sugere acompanhar com molho de tahine, mas as crianças certamente amariam com catchup caseiro.

4- Quiche de brócolis, receita M de Mulher. O brócolis é boa fonte de proteína, de vitamina C e riquíssimo em cálcio, ótimo para as crianças que precisam muito desse nutriente para crescer.

5- Quibe vegetariano, receita Começar Saudável. Esse quibe é recheado com queijo minas, que poderia ser trocado por tofu para uma versão vegana.

O leite de vaquinha

Colaboração de Aline Flores

A questão do leite oferecido para as crianças no Brasil sempre me intrigou um pouco. Segundo a Sociedade Americana de Pediatria a partir dos 12 meses a criança já pode consumir leite de vaca (se você ainda amamenta e está feliz pare por aqui!). A orientação do médico do Gabriel foi a de oferecer leite integral orgânico. Fui buscar as opções possíveis e encontrei apenas duas marcas disponíveis. Optei pelo galão de 3.78 litros, por $5,48.

Nem contestei sobre a questão de leite em pó, que aqui é chamado de fórmula. Nas viagens ao Brasil busquei pelo leite “fresco”de pacotinho (aqueles que comprávamos antigamente).Encontrei algumas opções que custavam cerca R$2,75 o litro, mas não eram orgânicos.

leite_integral

Aline Flores Patschiki é nutricionista e mãe da Maria Clara. Ela pesquisou a composição de alguns “leites” destinados a crianças maiores de 1 ano e compartilha conosco as impressões a respeito:

“Comparei as composições do Milnutri, Ninho 1+ e Leite Pasteurizado Integral tipo B.

 

Milnutri e Ninho 1+ não são considerados leite, e sim composto lácteo (leite de vaca acrescido de outros ingredientes). Dizem não adicionar açúcar, mas na lista de ingredientes aparece Maltodextrina (polímeros de glicose) que nada mais é que açúcar. Também são adicionados alguns tipos de óleos e gorduras (como de canola, girassol, palma e peixe) ricos em gorduras boas como ômega 3. São enriquecidos com várias vitaminas e minerais, inclusive ferro e fibras (pobre no leite de vaca). Na comparação entre as marcas só me chamou a atenção o menor teor de cálcio do Milnutri (e por isso já escolheria o Ninho).

Com relação ao leite Pasteurizado tipo B, possui basicamente vitaminas A e D, Cálcio (quantidade muito semelhante ao Ninho), e Fósforo. São menos processados, não contém conservantes e adição de açúcar. Precisam ser consumidos em 4 dias e em algumas cidades, não se encontra facilmente (porém existem empresas que entregam em casa).

Com relação aos preços, creio que os compostos são absurdamente mais caros. Leite Ninho cerca de R$ 24,00 e Milnutri, R$29,99, ambos nas embalagens de 800g.*

A reflexão é a seguinte: uma criança com alimentação variada, boa em quantidade e qualidade, necessita realmente de um produto tão enriquecido, fortificado e modificado como estes? O gasto financeiro (que fazemos na intenção de oferecer o melhor aos nossos filhos) vale a pena? Penso que crianças mais seletivas, que comem pouco ou em pouca variedade podem sim se beneficiar com estes produtos, mas este é o caso de seu filho?

Pensem, avaliem junto com os pediatras de vocês, estudem outras alternativas. Às vezes o leite pasteurizado não é viável para você, mas tem também a alternativa do Ninho comum em pó (que não contêm todas essas fortificações). Enfim, vamos pesquisar e ver o melhor custo benefício das nossas escolhas para nossas famílias! Deixando claro que isso não é uma crítica as recomendações dos profissionais que nos atendem, pois eles também fazem escolhas para suas próprias famílias e buscam o melhor! A questão que levanto é, escolher o melhor no seu caso, sem generalizações”.

Espero que este material tenha te ajudado a esclarecer a questão do leite. Lembre-se: o que pode ser ótimo para o filho dos outros, talvez, não funcione para o seu. Escolha o caminho que melhor lhe convém e seja feliz!

*Valores consultados em 28/10/2015 nos sites: Casa FiestaDroga RaiaWallmart


Aline Flores NutriAline Flores Patschiki é nutricionista e mãe da Maria Clara

Dilma proíbe propaganda de leites artificiais, mamadeiras e papinhas infantis

A Presidente Dilma assinou na última terça-feira um decreto que proíbe propaganda de leites artificiais, mamadeiras, papinhas, fórmulas, produtos farináceos e chupetas, além da aplicação de descontos, distribuição de brindes e uso de personagens infantis nas embalagens desses produtos. Segundo Dilma, a medida tem como objetivo “estimular o aleitamento materno e ao mesmo tempo estabelece regras mais precisas para a comercialização de alimentos e produtos para as nossas crianças de até 3 anos. Amamentação e alimentação saudável desde pequenininho resultarão em crianças com desenvolvimento mais elevado, mais capazes de bem conduzir o nosso país no futuro”.

Alimentação saudável na primeira infância

É importante frisar que esses produtos não estão sendo proibidos. O veto somente regulamenta a propaganda e promoções feitas para esses tipos de mercadorias. E verdade seja dita: os alimentos industrializados podem ser práticos, mas passam longe de ser as melhores opções tanto para nós adultos quanto para nossas crianças.

Mas nem sempre dá para fugir deles. Por isso, se for consumir alimentos industrializados, atente-se ao rótulo, em especial a presença de sódio, açúcar e gorduras. O excesso de sódio provoca alta na pressão arterial, o que pode levar a problemas como  hipertensão, doenças renais, arritmia e infarto. Já o açúcar sobrecarrega o pâncreas, podendo resultar em diabetes. Junto com a gordura, causa obesidade e pode provocar hipertensão e outras doenças cardíacas.

Também fique de olho: a tabela nutricional dos alimentos industrializados é muitas vezes baseada em uma dieta de 2000 calorias. Como exemplo, crianças de 3 anos de idade necessitam em média de 1300 calorias diárias, aos 6, são necessárias cerca de 1600 calorias/dia. Ou seja, se o rótulo já indica uma porcentagem alta de açúcar, gordura ou sódio, o cenário fica ainda pior quando se trata de crianças pequenas.

Na correria do dia a dia, a melhor solução é buscar alternativas que sejam saudáveis e práticas. Tem pouco tempo para cozinhar para seu bebê? Veja essa receita de papinha da Rita Lobo, a melhor que já vi: alternativa cheia de nutrientes e opção vap-vupt para mães com pouco tempo.

MasterChef Júnior ou o dia em que o raio gourmetizador atingiu nossas crianças

Lá se foram os primeiros episódios de MasterChef Júnior Brasil. No primeiro programa, as crianças cozinharam pratos como french rack de javali e biscoito de caramelo toffee com pó de macadâmia, purê e picles de maçã verde. Oi??? Desculpe, mas que coisa estranha! Tudo bem, a criançada que está lá é prodígio mesmo, talentosíssima, mas é gourmetizar demais, gente! Isso não combina com criança, não combina com paladar de criança! Conclusão número 1: MasterChef Júnior é um programa para adultos.

Masterchef Junior Brasil

Imagem: MasterChef Junior Brasil – Band

Sou defensora ferrenha de que todos devem saber cozinhar. Se virar na cozinha é uma questão de sobrevivência. Qualquer um que não seja uma criancinha pequena, inválido ou que tenha alguma limitação séria deveria ter algumas habilidades básicas para se virar sozinho: cozinhar é uma delas. Esperar ser servido por alguém 100% do tempo não parece muito razoável. Viver de restaurante e processados também não. Por isso, como mãe, já comecei a ensinar algumas dessas habilidades básicas de cozinha para meus filhos, chamando eles para participar quando vou preparar alguma coisa simples. E olha que eles só têm 3 e 1 ano. Sinceramente, acho isso fundamental.

Outra coisa: ao participar da elaboração dos alimentos, as crianças realmente se animam a experimentar sabores novos. Mas sem piração, por favor! Comida boa para criança fazer e comer deve ser simples, o mais saudável possível e com toque lúdico. Eu, com a idade das crianças do MasterChef Júnior, também adorava cozinhar. Minha receita favorita não era french rack de javali, mas sim rocambole de doce de leite, melado, bem paladar infantil mesmo.

Para as mães e pais, minha dica é: leve sua criança para a cozinha. Procure receitas simples, decore os pratos com carinhas, compre cortadores de biscoitos para deixar os alimentos com formatos divertidos. Desenvolva o gosto pela cozinha em seus filhos, sem cobranças, sem gourmetização, mas com carinho, afeto e cara de criança!

Comida de criança

Imagem: Parenting

Quer se inspirar? Dá uma olhada no nosso painel Receitas para crianças no Pinterest ou Revista Crescer, Disney Babble e Tem Criança na Cozinha – Gloob.

Receitas kids: bolo integral de maçã

Receita boa é assim: gostosa, prática e saudável. Esse bolo reúne tudo isso! É uma delícia e tem muita coisa boa, como fibras da farinha integral e das frutas, vitaminas da maçã, minerais da castanha, proteínas do ovo e troca o açúcar refinado pelo mascavo, muito mais saudável. Também é fácil, fácil de preparar.

Essa receita dá um bolo pequeno. Você pode assar em uma forma de buraco (cerca de 20 cm de diâmetro) ou assar em forminhas pequenas de cupcake. É uma ótima opção para o lanche da tarde ou para levar para a escola.

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Dá para ver que fez sucesso! 🙂

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