Meu filho vai fazer exame e agora?

Meu filho vai fazer exame e agora

É fato que qualquer tipo de exame causa medo e muita apreensão nas crianças e também é verdade que é um momento difícil para nós pais também!

Quando as crianças são bem pequenas e não falam ainda conseguimos contornar melhor a situação com muito carinho mas e depois que crescem?!

Que começam a entender e a reconhecer quando chegam no estacionamento ou na porta do laboratório que ali é o lugar de fazer exame e não querem nem entrar, como fazer?!

Perguntas como se vai doer, se vai demorar e como vai ser são comuns, devido a curiosidade mas principalmente pelo medo, que é o personagem principal neste cenário de realização de exames.

Participei de um evento no Laboratório Delboni na unidade modelo de Pediatria do Itaim Bibi e durante a conversa as responsáveis explicaram que a melhor postura que os pais  podem adotar nesta situação (que é o que sempre fiz com meu pequeno mesmo quando ele ainda nem falava) é explicar que é preciso fazer o exame, quais serão as etapas mas que vai ser rápido e que a mamãe sempre estará ao lado apoiando e acompanhando!

E se eles perguntarem se vai doer?!

Sempre fui muito sincera com meu filho em tudo e nesta situação sempre disse que a verdade, que sim (e todos os pais devem fazer o mesmo), mas que seria rápido com apenas uma picadinha (no caso do exame de sangue), mas que eu estaria lá para segurar a mãozinha dele. Isso gera muito conforto e confiança para a criança ao saber que estaremos junto deles.

Para nós pais e mães é extremamente desconfortável observar nossos pequenos apreensivos, sofrendo e com medo e muitas de nos até choram junto com eles.

Minha orientação nesta situação é que a calma seja mantida, mesmo que estejamos com o coração super apertado e partido, com tanto medo quanto eles e com uma imensa vontade de chorar, que não deixemos nada disso aparente, pois assim passamos segurança e confiança para os nossos pequenos e pequenas.

Nosso carinho, proximidade e tom de voz suave com palavras de conforto e ternura no momento do exame, também são muito importantes para dar o aconchego e amor essenciais neste momento para eles!

Fiquei encantada realmente com a estrutura que o Delboni apresentou em sua unidade modelo durante a apresentação, e as técnicas que aplicam para auxiliar os médicos e enfermeiros na redução do medo, da ansiedade e da angústia de crianças e pais durante os exames laboratoriais e de imagem.

Além da estrutura física que era extremamente atraente para os pequenos com brinquedos e paredes decoradas com personagens de desenhos, questionei as responsáveis se as demais unidades deles, mesmo não sendo específicas para pediatria teriam este tratamento todo diferenciado como lá.

As responsáveis prontamente informaram que toda a equipe de todas as unidades que eram direcionadas para os exames infantis recebiam um treinamento específico para terem atenção especial a este público e que existiria um espaço também com brinquedos e decorado em cada local.

 

Como meu pequeno tinha exames para serem realizados resolvi ver como isso funcionava na prática e foi uma experiência incrível!

Na recepção o tratamento foi convencional (mas como não era uma unidade específica para Pediatria não levei em consideração até porque fomos bem atendidos), quando fomos direcionados ao setor do exame infantil nos deparamos realmente com os brinquedos, personagens e o mais importante com uma equipe super atenciosa, paciente e carinhosa!

Mesmo em uma sala toda decorada com  personagens meu pequeno não queria fazer o exame.

As enfermeiras perceberam a resistência dele e começaram a explicar como seria o exame, colocando a seringa e a agulha como se fossem bichinhos (“a borboletinha que precisava pegar o mel porque estava com fome”) e a contar historinhas. Também deram a ele uma bexiga de luva cirúrgica, brincaram com ele e com toda a paciência do mundo conseguiram coletar o sangue dele sem nenhuma lágrima foi maravilhoso!

Depois de tudo isso ele ainda saiu da sala com um “Certificado de  Coragem” de personagem e sendo elogiadíssimo por elas pela sua coragem e ele saiu de lá se sentindo um “super herói”, contando com orgulho de sua experiência, coragem e mostrando para todos que via seu “troféu”: o certificado!

Realmente tratar situações de estresse, desconforto e medo com carinho, paciência, atenção e de maneira lúdica faz toda diferença. A ideia de todo este cuidado é que nossos pequenos passem por estas situações com o mínimo possível de estresse e sem maiores traumas e que seus pais não se sintam culpados e desconfortáveis com esta situação, além de retirar da cabecinha deles os “fantasmas do medo”!


Vanessa Mello, mãe do Kaique de 06 anos, empresária e proprietária da Angel´s Psico, apoio Psicológico a mamães e noivas.

VACINE-SE

RECADINHO SUPER IMPORTANTE, via Ministério da Saúde

Todas as crianças de 1 a  5 anos de idade que ainda não tomaram as vacinas nessa campanha devem ser vacinadas contra a poliomielite e o sarampo.
Informe-se na Secretaria de Saúde ou nas unidades de saúde da sua cidade para saber qual unidade estará aberta e não se esqueça da caderneta.

Com proteção, as doenças não voltarão.
Saiba mais em saude.gov.br/vacinareproteger #VacinarÉProteger

Entregue para a sociedade os homens que você gostaria de ter recebido

Inspiração de assunto para debater em família nesse próximo dia dos Pais!

Está na hora de nós, mães de meninos, começarmos a mudar algumas coisas nesse mundo. Em uma troca de mensagens de celular uma amiga enviou a imagem do projeto que ela está liderando em casa, seguido da frase: “Entregue para a sociedade os homens que você gostaria de ter recebido”!  Encontrei o gancho perfeito para entrar nesse assunto por aqui.

Uma matéria no The New York Times traz à tona que parte da diferença entre os salários de homens e mulheres que vemos hoje pode ser culpa de como somos educados,  começando ainda criança, em casa mesmo, na divisão e execução de tarefas domésticas.

A socióloga Sandra Hofferth,  da University of Maryland, afirma que estar envolvido com tarefas de casa desde pequeno é como as crianças aprendem a fazer isso. Uma das pesquisas revelou que meninos entre 15 e 19  fazem 30 minutos de tarefas domésticas por dia, contra 45 minutos delas.  Sabemos que esse serviço da casa sempre acaba ficando em  ombros femininos e essa é uma das razões de mulheres ganharem menos que homens nas suas carreiras. Segundo os pesquisadores equalizando essas atividades desde criança preparamos meninas para trabalhos remunerados, mas também os meninos  para tarefas não remuneradas que precisam ser realizadas.

Em casa não posso reclamar, minha sogra foi uma precursora bastante eficiente nesse tipo de educação. Não precisa falar para lavar a louça, tirar a roupa do varal, trocar a sacola do lixo, está lá … viu que precisa arrumar tome a iniciativa e faça.

 

 

Mulheres no mercado financeiro

Se tem uma área que precisamos estimular participação feminina é a financeira. Nos últimos anos conheci o trabalho da Marilia Fontes, mestre em Economia e que entende tudo de mercado financeiro. Admiro as análises de Renda Fixa e todo seu conhecimento em investimentos publicados em alguns relatórios e também na página dela no Facebook!

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E para estimular a participação feminina nessa área a empresa de gestão de ativos financeiros  Pátria Investimentos lançou o #WomenWhoInvest.  O programa busca estagiária mulheres interessadas em ingressar no mercado de Private Equity.

Serão realizados dois eventos para as universitárias interessadas no mercado financeiro, onde as mulheres que trabalham no Pátria de diferentes senioridades compartilharão experiências e histórias sobre como construíram suas carreiras. O primeiro #WomenWhoInvest acontecerá no dia 17 de agosto no escritório do Pátria Investimentos, das 15h às 17h, e para participar basta realizar a inscrição pelo link: http://lnkd.in/dZFbwxh. O segundo #WomenWhoInvest acontecerá no dia 28 de agosto no Anfiteatro da Engenharia Elétrica da Poli USP, das 11h às 13h, e não necessita de inscrição prévia.

Serviço:
#WomenWhoInvest – 17 de agosto, entre 15h e 17h, no escritório da gestora – Avenida Cidade Jardim, 803 – SP – Inscrições no site http://lnkd.in/dZFbwxh;
#WomenWhoInvest – 28 de agosto, entre 11h e 13h, no Anfiteatro da Engenharia Elétrica da Poli USP – Cidade Universitária, Av. Prof. Luciano Gualberto, travessa 3, nº 158, São Paulo – SP – Não necessita de inscrição prévia;

Podem participar da seleção para o programa de estágio da Pátria alunas dos cursos de Engenharia, Administração de Empresas, Economia, Direito, Estatística e Ciências Contábeis que se formem no intervalo entre dezembro de 2019 e dezembro de 2020, com disponibilidade para estagiar a partir de janeiro do ano que vem. As inscrições para o programa de estágio vão até o dia 31 de agosto e podem ser feitas pelo site: 99jobs.com/patria.

 

Inseminação caseira

Em 2017 li uma matéria da BBC Brasil sobre inseminação caseira em que homens doam espermatozoides para realizar o sonho de mulheres e casais homoafetivos de ter um filho. A reportagem contou a história de um homem de 61 anos que já “ajudou” a gerar cerca de 24 crianças. O distinto cavalheiro já doou mais de 150 vezes seu material genético no mais sincero intuito de ajudar a quem precisa. Não há relação sexual nessa doação, o homem fica feliz e depois entrega o resultado para a mulher, que então faz a inseminação caseira.

Esse pessoal criativo aí está em grupos fechados nas redes sociais e encontraram uma solução barata, pois o custo de inseminação artificial está bem longe de ser acessível a grande parte da população, porém duvidosa para a maternidade. Será que estão cientes do risco que correm?

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Segundo o  Dr. Mario Cavagna, diretor da Divisão de Reprodução Humana do Hospital Pérola Byington e integrante da equipe médica da Genics Medicina Reprodutiva, as mulheres correm muitos riscos em manipular uma amostra seminal desconhecida. “O doador pode ser portador de uma doença infecciosa, como hepatite C ou HIV, por exemplo. Do ponto de vista técnico, os procedimentos de reprodução humana devem ser realizados por uma equipe médica, em uma clínica preparada, onde serão solicitados os devidos exames do doador para avaliar seu estado de saúde, além da supervisão em relação ao controle da ovulação, para saber o momento certo da inseminação e garantir um atendimento especializado. Realizar a inseminação de forma amadora é uma barbárie”, alerta o especialista e ex- presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana.

O médico ainda aconselha: “As mulheres deveriam se reunir para batalhar por mais direitos, como ter mais acesso aos tratamentos de reprodução humana no SUS, cobrar coberturas mais amplas dos planos de saúde para essa finalidade, mas jamais se expor dessa forma”, finaliza.

Qualquer tipo de comercialização de material biológico humano é proibido no Brasil, conforme o art. 199 da Constituição Federal de 1988. Toda doação de substâncias ou partes do corpo humano, tais como sangue, órgãos, tecidos, assim como o esperma, deve ser realizada de forma voluntária e altruísta.

Essa modernidade toda do século XXI anda trazendo tantos assuntos à tona que fica difícil até regulamentar certas atitudes seja no viés de Saúde Pública, seja na área jurídica. Fato é que esse tema até parece coisa de filme, mas está acontecendo aqui no nosso quintal.

Matéria da BBC que inspirou esse post:  https://www.bbc.com/portuguese/geral-42145205