Brinquedos: reduzir, reutilizar e reciclar

Pergunte por aí: com exceção das famílias muito carentes, quase toda mãe/pai vai dizer seu filho tem brinquedos demais. É uma realidade de nossos tempos: crianças com uma quantidade enorme de brinquedos. O lado bom disso é que cada vez mais crianças têm acesso a brinquedos. Mas haja planeta e espaço em casa para tudo isso!

Menos brinquedos mais brincadeiras

E aí vale lembrar os famosos 3 Rs da sustentabilidade: reduzir, reutilizar e reciclar.

Já falamos por aqui sobre reduzir, em Menos Brinquedos, Mais Brincadeiras e reutilizar em Brinquedo de papelão  e 8 brincadeiras super divertidas para o fim de semana com chuva. E vale lembrar: é fundamental educar as crianças para que elas entendam que o consumo excessivo tem implicações econômicas e para o meio ambiente. Nós, adultos, temos a responsabilidade de ensinar e dar exemplo. É importante “educar” também avós, tios, padrinhos e companhia para que entendam o lado B de agradar a criança com mais um brinquedinho.

E quando for hora de realmente descartar um brinquedo que já não serve para a sua ou para outras crianças, tenha atenção especial ao descarte de pilhas e baterias. No Brasil, os sites made in forest e e-lixo.org são boas fontes para saber onde descartar esses materiais corretamente.

Colaborar com a preservação do planeta e do futuro de nossas crianças é um grande legado. Vamos pensar nisso antes de comprar o próximo brinquedo.

 

 

 

 

 

 

O sonho do bebê americano

Depois de uns meses parada (assunto para outro post) resolvi voltar! Nosso blog entrou na lista de muitas assessorias de imprensa e tem conteúdo muito bom para ficar apenas na minha caixa de e-mails e outros nem tão bons assim que precisamos conversar. E tem assunto que eu PRECISO compartilhar: um deles está nas notícias por aí promovendo o sonho americano para mulheres brasileiras grávidas terem seus rebentos em solo americano. Assim, as crianças têm a tão falada dupla cidadania. O que mais impressiona são os casos reais de casais, próximos, que se submeteram a isso. Não quero julgar ninguém, apenas compartilhar informação. Gente que tem muito dinheiro, vai lá e faz sem pestanejar, mas acho arriscado a galera classe média colocando todas as economias no sonho americano.

O negócio de parir na terra de Trump é tão lucrativo que existem diversas empresas na Flórida, especializadas em receber essas mães brasileiras que fazem o bate-volta do nascimento por cerca de $ 30 mil dólares. Chineses abonados também fogem da poluição e da regra do filho único, além dos russos que já fazem esse turismo de nascimento há mais tempo que os brasileiros, só que na Califórnia. O problema é que eles têm o filho e “esquecem” da conta do hospital! O pediatra americano do Gabriel nos revelou que existem muitos estrangeiros que utilizam o serviço de pediatria da clínica nas primeiras semanas de vida do bebê e depois voltam para o país de origem sem pagar os médicos.

Filme que inspirou muitas chinesas a fazer “birth tourism” na Califórnia

Se você está pensando em ter um filho nos Estados Unidos, gostaria de colocar alguns pontos para análise:

1-Ter um filho nos Estados Unidos é caro, bem caro. Sem plano de saúde, pior ainda. Se você tem bastante dinheiro e esse não é o seu problema, QUE SORTE. Agora, se você é gente como a gente e está pensando em investir os tubos para ter um filho americano, que tal gastar esse dinheiro prolongando uma licença-maternidade, por exemplo, ou aplicar o dinheiro e quando for a hora gastar tudo nos “summer camps” de férias, ou fazer uma viagem dos sonhos em família … enfim.

Eu tive um filho americano, por acaso da vida. Foi uma oportunidade e graças a empresa que o pai do meu filho trabalha tivemos um suporte do plano de saúde, mas mesmo assim o parto “normal” nos custou quase $5 mil dólares. E a distância da família nessa hora, nem sei o que dizer.

2- Mudar a Constituição é algo muito difícil nos Estados Unidos, mas com tanto governante doido por aí – já pensou se algum dia resolvem mudar a regra? Todo o empenho vai por água abaixo e Donald Trump já declarou que pretende estudar o fim da concessão automática da nacionalidade americana.

3- Imposto – sabia que alguns donos de empresas de tecnologia abdicaram da cidadania americana e foram para Ásia só para pagar menos imposto? Na idade adulta o filho terá que escolher para quem vai pagar o imposto se para o Brasil ou se para os Estados Unidos, ou para os dois.

4-GUERRA – se você tiver um menino, como eu, tenho arrepios só de pensar nisso… Qual a maior probabilidade de algum país entrar numa guerra: Brasil ou EUA?

5- Não tem nada de ilegal em ter um filho em solo americano, desde que você pague a conta.

Sei que sou um ponto fora da curva por querer voltar a viver no Brasil, mas a frase que dizem ser de John F. Kennedy resume todo o meu sentimento: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.”

Somos pais e sempre queremos o melhor para nossos filhos, muitas vezes o que planejamos e sonhamos não dá muito certo. Gentem… sei que por aqui a coisa está feia! Senti isso na pele, no último ano ao participar de muitas entrevistas de emprego e não conseguir me recolocar (assunto para outro post), mas passar o puerpério longe da família é triste e bem difícil. Ser americano por conveniência pode não ser tão boa ideia assim.

Se quiser saber mais sobre isso ou desabafar pode escrever! polliana@maternidadehoje.com

As lições de Sheryl Sandberg

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Nesse mês, a revista Claudia trouxe na capa um rosto pouco conhecido. Sheryl Sandberg não é atriz da Globo, nem modelo famosa, tampouco estrela do último filme de Hollywood. É a executiva chefe de operações do Facebook. E uma das mulheres que eu mais admiro.

Sheryl já se destacaria por ser uma das mulheres mais bem-sucedidas do mundo da tecnologia. Mas é mais do que isso. Ela se destaca também por ter uma capacidade de empatia extraordinária. Seus períodos de maior sucesso e de maior dor se transformaram em projetos incríveis para desenvolver outras pessoas.

Executiva de [muito] sucesso, Sheryl percebeu a ausência de outras mulheres em posições de liderança. Tomou para si a bandeira do aumento de líderes mulheres e criou um projeto de desenvolvimento feminino extraordinário. Compartilho aqui o TED Talk feito por ela sobre porque ainda vemos tão poucas líderes mulheres. A palestra é um resumo do seu livro Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e A Vontade de Liderar. Também recomendo a visita ao portal LeanIn.org (em inglês), fundado por ela e fonte quase inesgotável de materiais e inspirações de carreira.

Há dois anos atrás, a vida de Sheryl sofreu uma reviravolta: ela perdeu seu marido, vítima de um infarto fulminante. Se viu sozinha, mergulhada na dor, com suas duas crianças órfãs de pai. A mulher poderosa estava sem chão. Recuperar as forças após a tragédia não foi fácil, mas mais uma vez, Sheryl transformou sua história em algo maior. Escreveu o livro Plano B e criou uma comunidade virtual, optionb.org, onde pessoas que lutam contra suas tragédias pessoais trocam experiências e se ajudam mutuamente.

Ao responder à revista sobre o que espera da sua vida agora, ela responde: “Viver cada dia. Ajudar a construir a comunidade Plano B, ajudar meus filhos a serem tudo o que puderem ser. Dizer a outras pessoas que as coisas vão melhorar. Mergulhar na dor, sempre que ela aparecer, e tentar encontrar alegria em todos os outros momentos.”

 

Atenção plena (mindfulness) para pais e filhos

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Mindfulness é um termo atual, da moda. Mas o conceito é antiquíssimo: atenção plena, estar 100% presente no momento. A novidade é que a ciência começa a entender o efeito da atenção plena e como ela pode melhorar sua saúde, seus relacionamentos, seu desempenho no trabalho e como mãe / pai.

Um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA) mostra que filhos de pais e mães que praticaram mindfulness por um ano também eram impactados significativamente. As crianças se davam melhor com seus irmãos, eram menos agressivas e tinham habilidades sociais melhores.

Já ao ensinar práticas de mindfulness para as crianças as ajuda a serem mais felizes, resilientes ao stress e terem melhor capacidade de manter atenção.

Kristen Race, PhD no tema, explica em uma palestra feita para o TED Talk algumas técnicas que, apesar de simples, prometem impacto profundo na vida tanto de pais quanto dos filhos. Vale a pena testar!

  • Respire atentamente: dedique entre 5 e 20 minutos de seu dia a respirar com atenção voltada à respiração em si. Quando vier algum pensamento à mente, simplesmente tente voltar a atenção para a respiração. Use a técnica com as crianças: nos momentos de agitação, abrace a criança e respire profundamente três vezes junto com ela.
  • Ouça atentamente: o objetivo aqui é praticar a atenção e o foco no que realmente importa (ao invés de se perder no meio dos milhares de estímulos que recebemos o tempo todo). Em um passeio com seus filhos, fiquem em silêncio por um minuto prestando atenção aos sons mais distantes, depois pergunte às crianças o que elas ouviram. Essa prática estimula que a atenção se volte ao momento presente.
  • Seja grato: para sobreviver aos perigos da natureza, nosso cérebro é de 3 a 5 vezes mais atento a informações negativas que às positivas. Estar atento ao lado bom da vida é um exercício que deve ser feito de forma consciente, até que se torne natural. Ser grato é uma excelente forma de exercitar a positividade. Pessoas gratas são mais saudáveis, motivadas e felizes. Crianças e adolescentes gratos têm melhor desempenho escolar, melhor integração social e são menos propensos à depressão. Kristen sugere que ao encontrar seus filhos após a escola, ao invés de perguntar “como foi seu dia?”, pergunte “quem foi um bom amigo para você hoje?” ou qualquer outra pergunta que incentive a criança a pensar em coisas ou pessoas que a fazem se sentir bem.

Respire, ouça, seja grato: não há contra-indicações!

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Ala, la ô ÔOOoo – É Carnaval

Muitas cidades e escolas já estão promovendo o grito de carnaval e na semana que vem começam as matinês! Tem ano que quero paz e sossego, fugir da bagunça, mas desde que o meu pequeno viu os ensaios do Bondindinho que passam na beira-mar tocando ao vivo marchinhas de carnaval da velha guarda, ele pirou. Quer porque quer saber, o que é esse tal de carnaval.

A Lella de Porto Alegre, é mãe de duas! Uma adolescente cheia de personalidade e da Cecília, que há pelo menos uns 4 carnavais ganha muita fantasia bacana. Ela adora trabalhos manuais, mas não sabe costurar. Então, inventa outras formas de criar fantasias para a caçula. Munida de TNT, cola quente e fita adesiva vermelha ela fez uma fantasia de pipoca e ovo frito que é sucesso garantido. Tudo confortável, barato e fácil de fazer! Ela compartilha essas e outras ideias no perfil @naoseicosturar do Instagram. Dá uma olhada:

Créditos: Mariella Taniguchi

Também dá para usar aquelas peças básicas do guarda roupa como jeans e camisetas coloridas com acessórios fáceis de fazer ou encontrar. Veja a sugestão da Hering Kids:

Morro de pena daquela criançada vestida, naquele calorão, com fantasias de tecidos quentes e cobertas da cabeça aos pés.A revista Parenting também já causou com as fantasias criativas! Já fiquei sonhando com um bloco de crianças iluminando a avenida.

 

 

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Gostou das fantasias criadas pela Lella? Tem outra ideia bacana de fantasias fresquinhas e criativas para criançada se esbaldar nesse carnaval? Envia para nós, podemos compartilhar sua ideia nas redes sociais do MH!