6 habilidades que toda mãe deveria incluir em seu currículo

Conciliar maternidade e carreira, em especial no início da vida de um filho, não é tarefa fácil. Muitas mulheres optam por uma pausa no trabalho ou desaceleram suas ambições de carreira, como uma forma de se adaptar ao novo momento de vida. E quando é hora de voltar, como explicar esse período? Como “desempregada”? Parece ruim, não? Se você vive esse drama, divirta-se com o texto abaixo! Apesar de uma sátira, ele é carregado de verdades que podem inspirar algumas boas ideias para seu curriculum e próxima entrevista de emprego.

Mães que estudam


Traduzido de texto original publicado por Dra. Amanda G. Riojas em fairygoodboss.com

Caro(a) gerente de contratação:

Você pode ter notado que alguns anos não constam em meu currículo. Depois de receber meu diploma e passar vários anos explorando com sucesso uma carreira profissional, descobri que era mais econômico deixar minha posição anterior e optar por afastar-me de meu trabalho para me tornar mãe. Agora, meu bebê está começando uma creche e descobri que sou mais apaixonada do que nunca pela ideia de retornar à minha carreira. E gostaria de incluir as algumas novas habilidades no meu currículo:

Multitarefa

  • Capaz de realizar vários projetos simultaneamente
  • Amamentar enquanto executa operações complexas no computador
  • Exemplo de projeto: tarefas domésticas concluídas com um bebê gritando no sling

Altamente organizada

  • Projetos gerenciados com alta atenção aos detalhes, incluindo:
    • Lavagem em abundância de roupas minúsculas e paninhos
    • Lavagem das mesmas roupas e panos quando eles inevitavelmente acabam no pior momento possível
    • Acompanhamento de mudanças na fralda e observação detalhada do conteúdo delas
    • Garantir a alimentação do bebê (anteriormente citado como “bebê gritando”) nos horários corretos

Trabalho sob pressão

  • Especializada em realizar tarefas com pouco ou nenhum sono
  • Capaz de passar a noite em claro quando necessário
  • Especialmente experiente em acordar a cada 2-3 horas

Trabalho em equipe

  • Muitas vezes trabalhou com apoio e suporte de um parceiro
  • Capaz de avaliar situações difíceis e solicitar ajuda quando necessário (ver referência: Avó)

Nota: depois de ter dificuldade em voltar a trabalhar após me tornar mãe, escolhi dedicar-me à maternidade. Embora isso fosse simultaneamente muito difícil e pessoalmente gratificante, meus filhos começaram a escola primária e agora me sinto mais apaixonada do que nunca pela ideia de retornar à minha carreira. Além das habilidades que ganhei ao cuidar de uma criança, destaco estas habilidades adicionais:

Tato e Capacidade de Decisão

  • Tomar decisões rápidas com o objetivo de maximizar o potencial de resolução de problemas e evitar conflitos
  • Qualificada em rápido julgamento sobre adequação de atividades para a criança
  • Exemplo de projeto: a criança deve comer bolhas de sabão no banho?
  • Exemplo de projeto: a criança gritando deve receber biscoito de maizena extra para a sobremesa?

Mestre em Negociação

  • Especialista em acordos e negociações comerciais
  • Especialmente adepta do uso de diversão e distração para obter uma vantagem e minimizar a arbitragem em curso

Estou entusiasmada com o trabalho que está sendo feito em sua empresa e acredito que essas habilidades seriam um ativo importante para seus projetos em andamento. Obrigada pelo seu tempo e atenção. Aguardo contato.

Atenciosamente,

Melhor Mãe do Mundo

Mamães de Asas: viajando sem meu filho, e agora?

Mamãe de asas-viajando sem meu filho

Chega um momento da carreira da profissional que ela precisa retornar a rotina ou “abraçar” novos desafios em prol de seu desenvolvimento, eis que surge a necessidade de realizar viagens a trabalho, mas como lidar com esta situação após a maternidade?

O primeiro passo é não se sentir culpada, é lembrar que você não será nem a primeira e nem a última mãe nesta situação e que seu filho com o passar do tempo entenderá!

Muitas profissionais já viajavam bastante antes da maternidade e já estavam até acostumadas com a distância de casa, mas agora tendo seu(s) filho(s) esta rotina pode se tornar muito difícil.

O vínculo mãe e filho só se intensifica cada vez mais com o passar do tempo, e é por este motivo que as ausências ficam cada dia mais difíceis, assim como a solicitação pela presença e por mais momentos com a mamãe é maior.

Se as viagens fazem parte de sua rotina de trabalho então à única saída é se acostumar com elas! Algumas dicas são bem vindas para que estes momentos sejam menos difíceis:

Converse francamente – Independente da idade de seu filho, a conversa sincera é a melhor solução. Explique o motivo de sua ausência, mostrando que para você também será difícil ficar longe.

Mostre que retornará- Deixe bem claro que retornará! Pense em uma maneira de auxilia-lo na contagem do tempo (um calendário para ir assinalando é uma solução lúdica e que mostrará que você está chegando), para reduzir a ansiedade de seu filho! Se for pequeno, apenas mostre que voltará!

Não perca o contato– Durante o tempo que estiver ausente, contate seu filho diariamente. Atualmente existem diversas ferramentas ( celular , tablet , redes sociais ) que apoiam este contato com seu pequeno.  Caso não tenha esta possibilidade, mande ao menos uma mensagem diária no celular do seu marido ou familiar que está cuidando dele para ele escutar sua voz.

Atividades- Mamãe e Pequeno – Combine com a criança atividades para ela fazer na sua ausência. Desta maneira, ficará algo para fazerem juntos no seu retorno (desenhar no calendário, fazer um desenho para você, aprender uma história para contar, etc.). O importante é que você veja junto com a criança o que ela fez!

Organize sua ausência- Pense em quem vai leva-lo a escola e às atividades “extras”, a festinhas, encontros, enfim,  alinhe com o responsável de forma que o  seu pequeno  não saia da  rotina dele, e que suas atividades sejam mantidas dentro do possível.

Apoio da família- O carinho do pai, dos avós,  de parentes próximos deve ser potencializado na sua ausência, para que a criança sinta o menos possível e para que seu comportamento não se altere na escola ou no dia-a-dia.

Planeje algo especial– Pense em algo gostoso, intenso e diferente para fazer com seu filho em seu retorno e fique perto dele o maior tempo que conseguir, brinque, se divirta com ele!

Sei que esta rotina de viagens é complicada depois da maternidade, mas também entendo que ela seja necessária para a maioria das profissionais hoje em dia, mesmo que as ausências não sejam frequentes, um dia ela poderá acontecer e você deve estar preparada!

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O importante é sempre mostrar para o seu filho o quanto o ama e que não está o abandonando, que estas ausências fazem parte do seu trabalho e o quanto é maravilhoso voltar para casa e estar novamente ao lado dele!

As lições de Sheryl Sandberg

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Nesse mês, a revista Claudia trouxe na capa um rosto pouco conhecido. Sheryl Sandberg não é atriz da Globo, nem modelo famosa, tampouco estrela do último filme de Hollywood. É a executiva chefe de operações do Facebook. E uma das mulheres que eu mais admiro.

Sheryl já se destacaria por ser uma das mulheres mais bem-sucedidas do mundo da tecnologia. Mas é mais do que isso. Ela se destaca também por ter uma capacidade de empatia extraordinária. Seus períodos de maior sucesso e de maior dor se transformaram em projetos incríveis para desenvolver outras pessoas.

Executiva de [muito] sucesso, Sheryl percebeu a ausência de outras mulheres em posições de liderança. Tomou para si a bandeira do aumento de líderes mulheres e criou um projeto de desenvolvimento feminino extraordinário. Compartilho aqui o TED Talk feito por ela sobre porque ainda vemos tão poucas líderes mulheres. A palestra é um resumo do seu livro Faça Acontecer – Mulheres, Trabalho e A Vontade de Liderar. Também recomendo a visita ao portal LeanIn.org (em inglês), fundado por ela e fonte quase inesgotável de materiais e inspirações de carreira.

Há dois anos atrás, a vida de Sheryl sofreu uma reviravolta: ela perdeu seu marido, vítima de um infarto fulminante. Se viu sozinha, mergulhada na dor, com suas duas crianças órfãs de pai. A mulher poderosa estava sem chão. Recuperar as forças após a tragédia não foi fácil, mas mais uma vez, Sheryl transformou sua história em algo maior. Escreveu o livro Plano B e criou uma comunidade virtual, optionb.org, onde pessoas que lutam contra suas tragédias pessoais trocam experiências e se ajudam mutuamente.

Ao responder à revista sobre o que espera da sua vida agora, ela responde: “Viver cada dia. Ajudar a construir a comunidade Plano B, ajudar meus filhos a serem tudo o que puderem ser. Dizer a outras pessoas que as coisas vão melhorar. Mergulhar na dor, sempre que ela aparecer, e tentar encontrar alegria em todos os outros momentos.”

 

Mercado de trabalho,voltei!

 MERCADO DE TRABALHO VOLTEI

Muitas mulheres ao se tornarem mães optam a se dedicar apenas a maternidade, pelos dias estressantes de trabalho sem rotina e sem previsão de término, porque não conseguiram se dedicar o suficiente ao primeiro filho ou para “mergulhar” no seu maior sonho.

Independente do motivo é uma tarefa difícil entender qual a melhor opção, e não existe uma decisão correta e tampouco uma errada, o que ocorre é que cada uma de nós escolhe a que se adapta melhor aos nossos planos.

E então os filhos crescem, a profissional consegue estabelecer uma rotina e eles ficam mais independentes para realizar as tarefas cotidianas.

Surge então a necessidade de retomar sua carreira, neste momento muitas mães ficam preocupadas de que este tempo distante do mercado prejudique o retorno.

Quando definir se dedicar aos filhos, pense se pretende um dia retornar ao mercado de trabalho­, pois no decorrer de seu afastamento será necessário você tomar algumas atitudes para que seu retorno seja mais tranquilo:

Volta ao mercado de trabalho após maternidade

  1. Organize-se com calma– defina a rotina dos seus filhos e a sua e quem dará apoio a eles em sua ausência para que fique claro nas entrevistas que você está pronta para retornar ao mercado;
  2. Conhecimentos atualizados– realize cursos, workshops e palestras, para manter seus conhecimentos adequados às exigências do mercado de trabalho e contato com profissionais da área;
  3. Networking atualizado– mantenha contato com antigos colegas de trabalho e com pessoas que possam auxilia-la no retorno (amigos, parentes, conhecidos);

Algumas mães optam por mudar de área para que consigam ter uma rotina mais tranquila, com horários flexíveis e/ou definidos, caso este seja seu caso:

  1. Se prepare como no início da carreira- defina uma nova área de atuação e busque informações sobre ela, estude o mercado e faça cursos voltados ao novo setor;
  2. Atuar como Free Lancer- boa opção para que você tenha flexibilidade de horário e maior tempo com seus filhos;
  3. Abrir seu negócio– defina a modalidade, investimento, estude o mercado, faça um bom plano de negócios e de custos que envolverão sua empresa.

Caso você não defina inicialmente se retornará ou não ao mercado é sempre bom manter seu networking ativo e contato com seus ex-colegas de trabalho e buscar cursos e palestras afinal, conhecimento nunca é demais!

Tenha foco e paciência, pois mesmo que demore um pouco seu retorno será um sucesso!

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Atenção plena (mindfulness) para pais e filhos

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Mindfulness é um termo atual, da moda. Mas o conceito é antiquíssimo: atenção plena, estar 100% presente no momento. A novidade é que a ciência começa a entender o efeito da atenção plena e como ela pode melhorar sua saúde, seus relacionamentos, seu desempenho no trabalho e como mãe / pai.

Um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA) mostra que filhos de pais e mães que praticaram mindfulness por um ano também eram impactados significativamente. As crianças se davam melhor com seus irmãos, eram menos agressivas e tinham habilidades sociais melhores.

Já ao ensinar práticas de mindfulness para as crianças as ajuda a serem mais felizes, resilientes ao stress e terem melhor capacidade de manter atenção.

Kristen Race, PhD no tema, explica em uma palestra feita para o TED Talk algumas técnicas que, apesar de simples, prometem impacto profundo na vida tanto de pais quanto dos filhos. Vale a pena testar!

  • Respire atentamente: dedique entre 5 e 20 minutos de seu dia a respirar com atenção voltada à respiração em si. Quando vier algum pensamento à mente, simplesmente tente voltar a atenção para a respiração. Use a técnica com as crianças: nos momentos de agitação, abrace a criança e respire profundamente três vezes junto com ela.
  • Ouça atentamente: o objetivo aqui é praticar a atenção e o foco no que realmente importa (ao invés de se perder no meio dos milhares de estímulos que recebemos o tempo todo). Em um passeio com seus filhos, fiquem em silêncio por um minuto prestando atenção aos sons mais distantes, depois pergunte às crianças o que elas ouviram. Essa prática estimula que a atenção se volte ao momento presente.
  • Seja grato: para sobreviver aos perigos da natureza, nosso cérebro é de 3 a 5 vezes mais atento a informações negativas que às positivas. Estar atento ao lado bom da vida é um exercício que deve ser feito de forma consciente, até que se torne natural. Ser grato é uma excelente forma de exercitar a positividade. Pessoas gratas são mais saudáveis, motivadas e felizes. Crianças e adolescentes gratos têm melhor desempenho escolar, melhor integração social e são menos propensos à depressão. Kristen sugere que ao encontrar seus filhos após a escola, ao invés de perguntar “como foi seu dia?”, pergunte “quem foi um bom amigo para você hoje?” ou qualquer outra pergunta que incentive a criança a pensar em coisas ou pessoas que a fazem se sentir bem.

Respire, ouça, seja grato: não há contra-indicações!

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