Ala, la ô ÔOOoo – É Carnaval

Muitas cidades e escolas já estão promovendo o grito de carnaval e na semana que vem começam as matinês! Tem ano que quero paz e sossego, fugir da bagunça, mas desde que o meu pequeno viu os ensaios do Bondindinho que passam na beira-mar tocando ao vivo marchinhas de carnaval da velha guarda, ele pirou. Quer porque quer saber, o que é esse tal de carnaval.

A Lella de Porto Alegre, é mãe de duas! Uma adolescente cheia de personalidade e da Cecília, que há pelo menos uns 4 carnavais ganha muita fantasia bacana. Ela adora trabalhos manuais, mas não sabe costurar. Então, inventa outras formas de criar fantasias para a caçula. Munida de TNT, cola quente e fita adesiva vermelha ela fez uma fantasia de pipoca e ovo frito que é sucesso garantido. Tudo confortável, barato e fácil de fazer! Ela compartilha essas e outras ideias no perfil @naoseicosturar do Instagram. Dá uma olhada:

Créditos: Mariella Taniguchi

Também dá para usar aquelas peças básicas do guarda roupa como jeans e camisetas coloridas com acessórios fáceis de fazer ou encontrar. Veja a sugestão da Hering Kids:

Morro de pena daquela criançada vestida, naquele calorão, com fantasias de tecidos quentes e cobertas da cabeça aos pés.A revista Parenting também já causou com as fantasias criativas! Já fiquei sonhando com um bloco de crianças iluminando a avenida.

 

 

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Gostou das fantasias criadas pela Lella? Tem outra ideia bacana de fantasias fresquinhas e criativas para criançada se esbaldar nesse carnaval? Envia para nós, podemos compartilhar sua ideia nas redes sociais do MH!

 

Perdi meu plano de saúde. E agora?

O post de hoje é para falar de um assunto delicado. Desde 2015, muita gente que perdeu  o emprego formal, aquele de carteira assinada, perdeu também o plano de saúde da família inteira. Aí, o que se vê é a rede pública, que já não ia muito bem das pernas, ainda mais lotada.

Uma das premissas da medicina em qualquer lugar do mundo é a prevenção. Não é a toa que muitos planos de saúde nos Estados Unidos dão descontos aos “clientes” que fazem exercícios físicos regularmente e que estão sempre em dia com exames clínicos periódicos. Imagino que logo, logo essa moda também possa pegar por aqui. Mas e as crianças? Como podemos cuidar para que elas adoeçam pouco! Obviamente, de vez em quando um resfriado ou uma febre vai aparecer, faz parte do desenvolvimento infantil, mas de que maneira podemos contribuir para que nossos filhos sejam saudáveis?

  • Cuidando muito da alimentação, pode parecer bobeira, mas uma alimentação equilibrada é a melhor prevenção para qualquer doença em qualquer idade. Lembra a regrinha do prato colorido, com pelo menos 5 cores. É o arroz e feijão, combinado de uma proteína, legumes e verduras. Nem preciso dizer do vilão que o açúcar é na dieta infantil, né? Desconfie SEMPRE e seja consciente sobre tudo que venha dentro de pacotes coloridos.

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  • Cuidando do sono. A criança precisa dormir bem para se manter saudável. Aqui no blog já postamos sobre a quantidade de horas de sono, de acordo com cada idade.
  • Mantendo as extremidades do corpo sempre aquecidas. São detalhes que parecem coisa de vó, mas que podem fazer a diferença. É um pezinho descalço no piso frio, a meia úmida de suor dentro do tênis, a roupa íntima úmida no processo do desfralde.

Não sou médica, longe disso, mas em 2016 conheci e estudei um pouco da Antroposofia, e suas ramificações na Medicina Antroposófica e a pedagogia Waldorf. Independentemente de crenças e valores, sem radicalismos, vi muita lucidez na Antroposofia e acho que informação boa tem que ser compartilhada.

Se nenhum daqueles 3 itens ali em cima foram suficientes, o posto de saúde ainda não resolveu e você precisa de atenção médica ou exames, as clínicas médicas com preços populares estão se disseminando país afora. Vale lembrar que muitas dessas clínicas não atendem emergências. Algumas para sua lista:

Associação Médica do Paraná – Sinam

Acesso Saúde

Clip

Clifame

Dr. Consulta  

Dr. Agora

Minuto Med   

*Clínicas populares encontradas em São Paulo e Curitiba. O site da ANS também é um lugar para encontrar seus direitos e deveres quando o assunto é plano de saúde.

 

Goldfish o snack dos bebês americanos

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Imagem Darrell Rudmann

O peixe dourado nos Estados Unidos é o equivalente da bolacha Maizena no Brasil. É aquele pacotinho que muita mãe carrega na bolsa em casos de emergência, trânsito. A comidinha que acalma desde, pelo menos, 1960 nos EUA. O sabor “original” lembra um pouco o gosto da nossa bolacha água e sal, hoje, o céu é o limite para os sabores e dá para encontrar de farinha integral, mel, baunilha, parmesão entre outros.

Eu conheci o Goldfish quando o Gabriel, aos 18 meses, ia duas vezes na semana para escola. Certo dia no mercado, passando pelos corredores, ele apontou para o pacote e disse Goldfish, depois fiquei mais atenta e percebi que na escola as professoras tinham quilos de Goldfish dentro de Ziplocks. Era tipo uma ração usada para acalmar as crianças!

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Imagem Divulgação

A maternidade me fez muito mais exigente nas escolhas alimentares da família!

Sabe aquela história de consumo consciente? Utilizo na alimentação também aonde equilíbrio é a palavra chave. Já ofereci muita bolacha Maizena e Goldfish para meu filho, mas em poucas ocasiões. Nos Estados Unidos também aprendi a ter damasco e uva passa como comida de emergência na bolsa, além daquelas frutas fáceis tipo banana e mexerica! E olha que eu detesto damasco e torço o nariz para uva passa.

Toda essa conscientização para entender quais eram os ingredientes do que eu comprava apareceu depois que eu conheci um site chamado desrotulando.com. Eles dão notas de 0 a 100, com base nos ingredientes e informações nutricionais do rótulo do produto. Os melhores produtos serão aqueles ricos nutricionalmente, com menor processamento, sem aditivos ou substâncias artificiais.

Foi aí que eu descobri que a bolacha maizena não era tão inocente assim. Dá uma olhada nas notas:

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Outra indicação bacana para você se aventurar nas escolhas saudáveis é seguir o perfil Comidinhas da Diana no Instagram. Fernanda Fontoura dá dicas super bacanas do que colocar no prato dos pequenos e grandes!

Preventivo nos Estados Unidos: tecnologia de ponta e olho clínico

Provavelmente, a maternidade deve ter ocupado todos os espaços da sua vida, até aqueles que você nem sabia que tinha. Momento em que priorizamos outras coisas e a NOSSA saúde acaba ficando para depois. No primeiro ano de América morri de medo do gineco e acabei fazendo todos os exames anuais no médico brasuca que já estava acostumada! Depois, caí na real e vi que precisava ter a quem recorrer em emergências e que ir ao Brasil para fazer preventivo (já pagando um absurdo de seguro saúde pela empresa) não rolava.

Você deve estar pensando, nossa nos Estados Unidos deve ser tudo super moderno, certinho, pontual, processos menos invasivos para Papa Nicolau, resultados na hora….

Ledo engano! Tá aí um procedimento médico que ainda não se modernizou nem no Brasil, nem nos EUA e, creio eu, em lugar nenhum. Ah, e aqui também tem aquele atraso básico que vai de 30 minutos a uma hora, para qualquer especialidade.

Conto aqui, em detalhes, como funciona:

  1. Chega, entrega a carteira do plano, assina muitos papéis (muitos mesmo) dizendo que se algo acontecer o “doctor” não tem nada a ver com isso, problema teu!
  2. Preenche uma lista de doenças que você, mãe, pai, vô, vó já teve ou não!
  3. A enfermeira começa o atendimento pela balança e fita métrica e pergunta tudo que você acabou de assinalar na lista de doenças.

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  1. A enfermeira pede para tirar toda a roupa e colocar o avental para esperar o médico (avental esse totalmente descartável, coisa rara de se ver em consultórios no Brasil. Peça sempre o seu!)
  1. Se tiver sorte fica lá, só de avental descartável, e espera mais um pouco… Chega o médico, dá uma olhada na sua ficha, pergunta tudo que você já escreveu e falou para enfermeira, apalpa as mamas, coleta o material do Papa Nicolau… conversa sobre o tempo, Trump e ponto, acabou. Bem objetivo.

O que muda: o idioma (pensa fazer tudo isso em inglês!) talvez o protocolo de atendimento um pouco mais rígido e os resultados dos exames que vão direto para o médico e, caso, venha algo negativo eles te ligam para a reconsulta. Se tudo estiver legal você vê o médico no ano seguinte. A realidade é que ainda não inventaram uma maneira menos invasiva para que nós, mulheres, façamos todos esses exames apenas por telepatia ou pelo exame de sangue.

Se você tem mais de 25 e menos de 65 risca logo essa tarefa da lista de coisas a fazer em 2016 e marca uma consulta para fazer seu check-up. Preventivo é chato, incomoda, mas é super necessário!

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Outubro rosa inspirou esse texto!

Julgue menos. Apoie mais.

Em algum lugar existe uma mulher de 30, sem crianças. As pessoas perguntam para ela: Ainda não tem filhos? A resposta depende do dia, mas geralmente inclui um sorriso forçado e constrangido. “Não, não ainda”, responde ela com uma risadinha escondendo a frustração. “Bem, não espere muito.O tempo corre, você sabe!”, diz a sabe-tudo antes de partir, feliz consigo mesma por poder transmitir toda a sabedoria. A sabe-tudo vai embora e a mulher segura o sorriso. Sozinha, ela chora.

Chora porque já ficou grávida quatro vezes e abortou todas elas.

Chora porque ela tenta ter um bebê desde a noite do seu casamento, há cinco anos. Chora porque o marido tem uma ex que lhe deu filhos. Chora porque quer desesperadamente tentar uma fertilização in vitro, mas não pode arcar com os custos.

Chora porque já tentou a fertilização muitas vezes e ainda não teve filhos.

Chora porque sua medicação previne gravidez. Chora porque essa questão causa desavenças no casamento. Chora porque o médico diz que ela está bem, mas lá no fundo sabe que o problema é ela. Chora porque o marido culpa a si mesmo,e toda a culpa faz dele uma pessoa difícil de se conviver.

Chora porque todas as suas irmãs tem filhos. Chora porque uma das irmãs, não quer e nem se importa em ter filhos.

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Chora porque a melhor amiga está gravida. Chora porque recebeu mais um convite para chá de bebê. Chora porque a mãe continua perguntando, “Menina, o que você está esperando?

Chora porque os sogros querem ser avós e porque a vizinha teve gêmeos e os trata muito mal. Chora porque uma adolescente de 16 anos ficou grávida sem querer e ficar tentando.

Chora porque ela é uma tia maravilhosa e porque já escolheu até os nomes.

Chora porque existe um quarto vazio na casa e também há um espaço vazio no corpo.

Chora porque ela tem muito a oferecer e o marido teria sido um bom pai.

Chora porque ela teria sido um mãe muito boa, mas não é.

Em algum outro lugar, outra mulher: 34, cinco crianças. As pessoas dizem: Cinco? Meu Deus, espero que você não queira mais filhos!” E eles sorriam… porque esse tipo de comentário é engraçado. A mulher também sorri, mas para ela não é engraçado. Ela muda o assunto, como sempre faz e sai de cena. Apenas mais um dia. Sozinha, ela chora…

Chora porque ela está grávida novamente e sente como que se tivesse que esconder essa alegria, Chora porque sempre quiz uma família grande e não entende porque as pessoas se preocupam tanto com isso.

Chora porque ela não teve irmão e sentia-se profundamente sozinha quando era criança.

Chora porque a avó teve 12 e adoraria ser como ela.

Chora porque ela não poderia imaginar a vida sem as crianças, mas as pessoas parecem ver isso como punição.

Chora porque ela não quer ser motivo de pena.

Chora porque as pessoas acham que isso não é exatamente o que ela queria e que ela é apenas irresponsável.

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Chora porque eles acreditam que ela não tem o que dizer.

Chora porque ela sente-se incompreendida e está cansada de defender suas próprias escolhas.

Chora porque ela e o marido são perfeitamente capazes de dar suporte a toda família, mas isso parece não importar aos outros.

Chora porque ela está cansada dos comentários engraçados.

Chora porque essa é uma questão dela e mais ninguém.

Chora porque ela queria que os outros se importassem apenas com as próprios problemas.

Chora porque, às vezes, ela duvida de si mesma e pensa como seria se tivesse parado no segundo filho.

Chora porque todos são rápidos para oferecer críticas e devagar para oferecer ajuda.

Chora porque ela está cansada das intervenções minuciosas.

Chora porque ela não é um show de circo ou espetáculo.

Chora porque as pessoas são rudes e porque muitas pessoas tem opiniões sobre sua vida e tudo que ela quer é viver em paz.

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Outra mulher, agora de 40 e um filho:

Pessoas dizem para ela: só um? Você nunca quiz ter mais? “Eu estou muito feliz com meu filho único”. Ela diz muito calma, uma resposta ensaiada que ele já deu tantas vezes que até perdeu as contas. Ninguém nunca imaginou que, sozinha, ela chora.

Chora porque a gravidez foi um milagre.

Chora porque seu filho continua pedindo por um irmão ou irmã.

Chora porque ela queria pelo menos três filhos.

Chora porque a segunda gravidez teve de ser interrompida para salvar a própria vida.

Chora porque o médico disse que seria gravidez arriscada.

Chora porque ela está lutando para cuidar do único que tem.

Chora porque, muitas vezes, um filho parece dois.

Chora porque o marido nem sonha em outro.

Chora porque o marido morreu e ela não encontrou outro amor novamente.

Chora porque a família pensa que um é suficiente.

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Chora porque ela é muito focada na carreira e não pode parar.

Chora porque sente-se suficiente.

Chora porque ela ainda não conseguiu perder todo o peso extra ganhado na primeira gravidez e a depressão pós-parto foi muito intensa.

Chora porque ela não consegue imaginar passar por tudo aquilo novamente.

Chora porque ela tem problemas com o corpo e a gravidez agravou tudo isso.

Chora porque ela ainda luta com a bulimia.

Chora porque ela teve que fazer histerectomia.

Chora porque ela queria outro bebê, mas não pode tê-lo.

Estas mulheres estão em todo lugar. Elas são nossas vizinhas, amigas, irmãs, colegas de trabalho, nossas primas.Nossos conselhos ou opinião não são úteis para elas. Seus úteros são apenas seus. Vamos respeitar isso.

 

Tradução livre para o Português por Polliana Coelho.

Texto de Nadirah Angail retirado de TodayShow.