Amamentação – Precisamos falar sobre isso

Há tempos queria postar sobre o tema e um convite para uma palestra da Medela foi meu motivador dessa vez. Digo isso porque um produto dessa empresa, por alguns meses, tocou mais no meu peito que o meu marido! A amamentação foi uma OBRIGAÇÃO e uma SUPERAÇÃO. Ela foi a minha primeira prova real de que uma MÃE faz tudo o que ela pode, pensando no melhor pelo filho, SEMPRE. Gabriel teve icterícia, por isso ficamos dois dias a mais no hospital para o banho de luz. Hoje, isso pode não ser nada, mas num pós-parto com hormônios desregulados é um efeito psicológico devastador ver um filho que acabou de nascer com tampão nos olhos e peladinho em uma incubadora iluminada. Nem consigo imaginar a dor de mães de bebês em UTI.  Soma-se a isso que marido e eu, estávamos sozinhos, sem parentes! A vovó conseguiu chegar dois dias depois do nascimento. O lado bom, afinal sou Polliana, foi que eu chamei muitas vezes a enfermeira de amamentação nos quatro dias de internamento!

Nos hospitais americanos, geralmente, as mães têm uma equipe de enfermeiras e as crianças outra. Hoje, acho isso muito lógico e bem eficiente, pois num pós-parto MÃE e FILHO precisam de cuidados e atenção distintos. A saga da amamentação aconteceu exatamente no dia 15 de maio de 2013 e durou uns bons 9 meses. No hospital, meu filho tomou fórmula, disseram-me necessário até que eu me acertasse com a nova função dos meus peitos. A tal da pega até hoje é uma incógnita, eu tinha leite, mas bebê e mamilos não conseguiam se acertar. Para ajudar SQN, cada um dá um palpite diferente nesse tema e isso nos deixa ainda mais confusas e perdidas. Depois de todas as tentativas, ainda no quarto da maternidade fui apresentada a uma consultora de lactação e a uma máquina extratora de leite da Medela (na época disponível só para hospitais). Esse aparelho também tem como objetivo não deixar que a produção de leite caia quando a mãe não consegue amamentar de forma natural. Depois de uns 15 dias de maternidade posso dizer que ela foi minha melhor amiga. Tive mastite, pensei que ia morrer (se você já passou por isso sabe do que estou falando). Os bicos sangravam tanto que não tinha condição de o bebê tocar. Por causa dessa máquina meu filho teve leite da fonte, enquanto a dor não me deixava fazer isso de forma natural.

No meu caso, foram praticamente 4 meses para que a amamentação fosse algo realmente natural. A máquina foi ótima, com ela consegui congelar leite para uns 3 meses. O ponto negativo é que são muitas peças e ter que lavar e esterelizar todas é um trabalho a mais nem tão legal assim na nova rotina materna. O papai ficava com essa tarefa!

Tentei me preparar muito para o momento do parto natural e todos os demais cuidados que o recém-nascido precisava, mas justamente no dia que eu ia fazer o curso de amamentação o Gabriel nasceu. Aprendi na raça, no choro, com mastite e com o apoio de enfermeiras lactantes muito bacanas, além de um grupo de amamentação. Foram quase três meses, TRÊS MESES, para eu me acertar com a amamentação. No grupo de lactantes  vi que eu não era a única naquele perrengue! Lá eles aceitavam mães e bebês com até 6 semanas de vida, eu vi bebê trocando a mamadeira pelo bico do peito da mãe, na relactação e mulher com trigêmeos fazendo o que podia para oferecer o melhor alimento do mundo aos filhos. Todas sabíamos que o melhor para o nosso filho não estava numa lata vendida em farmácia, por mais que ela seja necessária em muitos casos.

Nesse vídeo tem a máquina da Medela que auxiliou no processo de amamentação

 

Aquela visão romantizada de que é lindo e uma delícia não existiu para mim, por isso me cerquei de pessoas que entendiam sobre o assunto. Fui aos grupos de amamentação, procurei ajuda e tive uma mãe e um marido muito presentes, apoiando, incentivando e enxugando as lágrimas. Para a amamentação dar certo três coisas são muito importantes: um psicológico fortalecido, uma rede de apoio com vovôs, tias e/ou amigas e litros de água, que auxiliam e muito na produção.

O plano de saúde reembolsou parte do que gastamos com o aluguel da máquina da Medela, porque sabem que o mamá da mamãe é vacina, tem poder imunizador e promove uma reação em cadeia benéfica na saúde de mães e filhos.

 

O sonho do bebê americano

Depois de uns meses parada (assunto para outro post) resolvi voltar! Nosso blog entrou na lista de muitas assessorias de imprensa e tem conteúdo muito bom para ficar apenas na minha caixa de e-mails e outros nem tão bons assim que precisamos conversar. E tem assunto que eu PRECISO compartilhar: um deles está nas notícias por aí promovendo o sonho americano para mulheres brasileiras grávidas terem seus rebentos em solo americano. Assim, as crianças têm a tão falada dupla cidadania. O que mais impressiona são os casos reais de casais, próximos, que se submeteram a isso. Não quero julgar ninguém, apenas compartilhar informação. Gente que tem muito dinheiro, vai lá e faz sem pestanejar, mas acho arriscado a galera classe média colocando todas as economias no sonho americano.

O negócio de parir na terra de Trump é tão lucrativo que existem diversas empresas na Flórida, especializadas em receber essas mães brasileiras que fazem o bate-volta do nascimento por cerca de $ 30 mil dólares. Chineses abonados também fogem da poluição e da regra do filho único, além dos russos que já fazem esse turismo de nascimento há mais tempo que os brasileiros, só que na Califórnia. O problema é que eles têm o filho e “esquecem” da conta do hospital! O pediatra americano do Gabriel nos revelou que existem muitos estrangeiros que utilizam o serviço de pediatria da clínica nas primeiras semanas de vida do bebê e depois voltam para o país de origem sem pagar os médicos.

Filme que inspirou muitas chinesas a fazer “birth tourism” na Califórnia

Se você está pensando em ter um filho nos Estados Unidos, gostaria de colocar alguns pontos para análise:

1-Ter um filho nos Estados Unidos é caro, bem caro. Sem plano de saúde, pior ainda. Se você tem bastante dinheiro e esse não é o seu problema, QUE SORTE. Agora, se você é gente como a gente e está pensando em investir os tubos para ter um filho americano, que tal gastar esse dinheiro prolongando uma licença-maternidade, por exemplo, ou aplicar o dinheiro e quando for a hora gastar tudo nos “summer camps” de férias, ou fazer uma viagem dos sonhos em família … enfim.

Eu tive um filho americano, por acaso da vida. Foi uma oportunidade e graças a empresa que o pai do meu filho trabalha tivemos um suporte do plano de saúde, mas mesmo assim o parto “normal” nos custou quase $5 mil dólares. E a distância da família nessa hora, nem sei o que dizer.

2- Mudar a Constituição é algo muito difícil nos Estados Unidos, mas com tanto governante doido por aí – já pensou se algum dia resolvem mudar a regra? Todo o empenho vai por água abaixo e Donald Trump já declarou que pretende estudar o fim da concessão automática da nacionalidade americana.

3- Imposto – sabia que alguns donos de empresas de tecnologia abdicaram da cidadania americana e foram para Ásia só para pagar menos imposto? Na idade adulta o filho terá que escolher para quem vai pagar o imposto se para o Brasil ou se para os Estados Unidos, ou para os dois.

4-GUERRA – se você tiver um menino, como eu, tenho arrepios só de pensar nisso… Qual a maior probabilidade de algum país entrar numa guerra: Brasil ou EUA?

5- Não tem nada de ilegal em ter um filho em solo americano, desde que você pague a conta.

Sei que sou um ponto fora da curva por querer voltar a viver no Brasil, mas a frase que dizem ser de John F. Kennedy resume todo o meu sentimento: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.”

Somos pais e sempre queremos o melhor para nossos filhos, muitas vezes o que planejamos e sonhamos não dá muito certo. Gentem… sei que por aqui a coisa está feia! Senti isso na pele, no último ano ao participar de muitas entrevistas de emprego e não conseguir me recolocar (assunto para outro post), mas passar o puerpério longe da família é triste e bem difícil. Ser americano por conveniência pode não ser tão boa ideia assim.

Se quiser saber mais sobre isso ou desabafar pode escrever! polliana@maternidadehoje.com

Ala, la ô ÔOOoo – É Carnaval

Muitas cidades e escolas já estão promovendo o grito de carnaval e na semana que vem começam as matinês! Tem ano que quero paz e sossego, fugir da bagunça, mas desde que o meu pequeno viu os ensaios do Bondindinho que passam na beira-mar tocando ao vivo marchinhas de carnaval da velha guarda, ele pirou. Quer porque quer saber, o que é esse tal de carnaval.

A Lella de Porto Alegre, é mãe de duas! Uma adolescente cheia de personalidade e da Cecília, que há pelo menos uns 4 carnavais ganha muita fantasia bacana. Ela adora trabalhos manuais, mas não sabe costurar. Então, inventa outras formas de criar fantasias para a caçula. Munida de TNT, cola quente e fita adesiva vermelha ela fez uma fantasia de pipoca e ovo frito que é sucesso garantido. Tudo confortável, barato e fácil de fazer! Ela compartilha essas e outras ideias no perfil @naoseicosturar do Instagram. Dá uma olhada:

Créditos: Mariella Taniguchi

Também dá para usar aquelas peças básicas do guarda roupa como jeans e camisetas coloridas com acessórios fáceis de fazer ou encontrar. Veja a sugestão da Hering Kids:

Morro de pena daquela criançada vestida, naquele calorão, com fantasias de tecidos quentes e cobertas da cabeça aos pés.A revista Parenting também já causou com as fantasias criativas! Já fiquei sonhando com um bloco de crianças iluminando a avenida.

 

 

screen-shot-2017-02-16-at-10-50-03-pm

Gostou das fantasias criadas pela Lella? Tem outra ideia bacana de fantasias fresquinhas e criativas para criançada se esbaldar nesse carnaval? Envia para nós, podemos compartilhar sua ideia nas redes sociais do MH!

 

Perdi meu plano de saúde. E agora?

O post de hoje é para falar de um assunto delicado. Desde 2015, muita gente que perdeu  o emprego formal, aquele de carteira assinada, perdeu também o plano de saúde da família inteira. Aí, o que se vê é a rede pública, que já não ia muito bem das pernas, ainda mais lotada.

Uma das premissas da medicina em qualquer lugar do mundo é a prevenção. Não é a toa que muitos planos de saúde nos Estados Unidos dão descontos aos “clientes” que fazem exercícios físicos regularmente e que estão sempre em dia com exames clínicos periódicos. Imagino que logo, logo essa moda também possa pegar por aqui. Mas e as crianças? Como podemos cuidar para que elas adoeçam pouco! Obviamente, de vez em quando um resfriado ou uma febre vai aparecer, faz parte do desenvolvimento infantil, mas de que maneira podemos contribuir para que nossos filhos sejam saudáveis?

  • Cuidando muito da alimentação, pode parecer bobeira, mas uma alimentação equilibrada é a melhor prevenção para qualquer doença em qualquer idade. Lembra a regrinha do prato colorido, com pelo menos 5 cores. É o arroz e feijão, combinado de uma proteína, legumes e verduras. Nem preciso dizer do vilão que o açúcar é na dieta infantil, né? Desconfie SEMPRE e seja consciente sobre tudo que venha dentro de pacotes coloridos.

fruits-market-colors

  • Cuidando do sono. A criança precisa dormir bem para se manter saudável. Aqui no blog já postamos sobre a quantidade de horas de sono, de acordo com cada idade.
  • Mantendo as extremidades do corpo sempre aquecidas. São detalhes que parecem coisa de vó, mas que podem fazer a diferença. É um pezinho descalço no piso frio, a meia úmida de suor dentro do tênis, a roupa íntima úmida no processo do desfralde.

Não sou médica, longe disso, mas em 2016 conheci e estudei um pouco da Antroposofia, e suas ramificações na Medicina Antroposófica e a pedagogia Waldorf. Independentemente de crenças e valores, sem radicalismos, vi muita lucidez na Antroposofia e acho que informação boa tem que ser compartilhada.

Se nenhum daqueles 3 itens ali em cima foram suficientes, o posto de saúde ainda não resolveu e você precisa de atenção médica ou exames, as clínicas médicas com preços populares estão se disseminando país afora. Vale lembrar que muitas dessas clínicas não atendem emergências. Algumas para sua lista:

Associação Médica do Paraná – Sinam

Acesso Saúde

Clip

Clifame

Dr. Consulta  

Dr. Agora

Minuto Med   

*Clínicas populares encontradas em São Paulo e Curitiba. O site da ANS também é um lugar para encontrar seus direitos e deveres quando o assunto é plano de saúde.

 

Goldfish o snack dos bebês americanos

goldfish

Imagem Darrell Rudmann

O peixe dourado nos Estados Unidos é o equivalente da bolacha Maizena no Brasil. É aquele pacotinho que muita mãe carrega na bolsa em casos de emergência, trânsito. A comidinha que acalma desde, pelo menos, 1960 nos EUA. O sabor “original” lembra um pouco o gosto da nossa bolacha água e sal, hoje, o céu é o limite para os sabores e dá para encontrar de farinha integral, mel, baunilha, parmesão entre outros.

Eu conheci o Goldfish quando o Gabriel, aos 18 meses, ia duas vezes na semana para escola. Certo dia no mercado, passando pelos corredores, ele apontou para o pacote e disse Goldfish, depois fiquei mais atenta e percebi que na escola as professoras tinham quilos de Goldfish dentro de Ziplocks. Era tipo uma ração usada para acalmar as crianças!

goldfish_cheddar

Imagem Divulgação

A maternidade me fez muito mais exigente nas escolhas alimentares da família!

Sabe aquela história de consumo consciente? Utilizo na alimentação também aonde equilíbrio é a palavra chave. Já ofereci muita bolacha Maizena e Goldfish para meu filho, mas em poucas ocasiões. Nos Estados Unidos também aprendi a ter damasco e uva passa como comida de emergência na bolsa, além daquelas frutas fáceis tipo banana e mexerica! E olha que eu detesto damasco e torço o nariz para uva passa.

Toda essa conscientização para entender quais eram os ingredientes do que eu comprava apareceu depois que eu conheci um site chamado desrotulando.com. Eles dão notas de 0 a 100, com base nos ingredientes e informações nutricionais do rótulo do produto. Os melhores produtos serão aqueles ricos nutricionalmente, com menor processamento, sem aditivos ou substâncias artificiais.

Foi aí que eu descobri que a bolacha maizena não era tão inocente assim. Dá uma olhada nas notas:

biscoito-maisena-desrotulando

Outra indicação bacana para você se aventurar nas escolhas saudáveis é seguir o perfil Comidinhas da Diana no Instagram. Fernanda Fontoura dá dicas super bacanas do que colocar no prato dos pequenos e grandes!