A menina e a operadora de caixa do supermercado

Compartilhando uma história fofa mas ao mesmo tempo cheia de significado: Sophia, uma menina branca de dois anos de idade, escolheu uma boneca negra em uma loja. Quando a operadora de caixa comentou sobre a cor de sua pele e se ela não preferiria uma boneca que parecesse mais com ela, Sophia teve a resposta perfeita.

Essa é a tradução do post feito pela mãe de Sophia, Brandi Benner, no Facebook:

“Nick e eu dissemos a Sophia que, depois de um mês inteiro de cocô no peniquinho, ela poderia escolher um presente especial. Ela, é claro, escolheu uma boneca nova. Bonecas são uma obsessão. Enquanto estávamos no caixa, a operadora perguntou a Sophia se ela estava indo para uma festa de aniversário. Nós duas lhe demos um olhar vazio. Ela então apontou para a boneca e perguntou a Sophia se ela escolheu aquele presente para uma amiga. Sophia continuou a olhar fixamente e eu respondi que a boneca era um prêmio para Sophia pelo desfralde. A mulher me lançou um olhar intrigado e virou-se para Sophia e perguntou: – Tem certeza que é a boneca que você quer, querida? Sophia finalmente respondeu: “Sim, por favor!” A caixa disse: “Mas ela não se parece com você, temos muitas outras bonecas que parecem mais com você”. Eu imediatamente fiquei com raiva, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Sophia respondeu com “Sim, ela parece. É uma médica como eu sou uma médica. E eu sou uma menina bonita e ela é uma menina bonita. Vê seu cabelo bonito? E o seu estetoscópio?” Felizmente a caixa decidiu abandonar a questão e apenas responder, “Oh, isso é bom.” Esta experiência apenas confirmou minha crença de que não nascemos com a ideia de que a cor importa. A pele vem em cores diferentes, como o cabelo e os olhos e todas são bonitas.”
Sophia

Atenção plena (mindfulness) para pais e filhos

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Mindfulness é um termo atual, da moda. Mas o conceito é antiquíssimo: atenção plena, estar 100% presente no momento. A novidade é que a ciência começa a entender o efeito da atenção plena e como ela pode melhorar sua saúde, seus relacionamentos, seu desempenho no trabalho e como mãe / pai.

Um estudo da Universidade da Califórnia (UCLA) mostra que filhos de pais e mães que praticaram mindfulness por um ano também eram impactados significativamente. As crianças se davam melhor com seus irmãos, eram menos agressivas e tinham habilidades sociais melhores.

Já ao ensinar práticas de mindfulness para as crianças as ajuda a serem mais felizes, resilientes ao stress e terem melhor capacidade de manter atenção.

Kristen Race, PhD no tema, explica em uma palestra feita para o TED Talk algumas técnicas que, apesar de simples, prometem impacto profundo na vida tanto de pais quanto dos filhos. Vale a pena testar!

  • Respire atentamente: dedique entre 5 e 20 minutos de seu dia a respirar com atenção voltada à respiração em si. Quando vier algum pensamento à mente, simplesmente tente voltar a atenção para a respiração. Use a técnica com as crianças: nos momentos de agitação, abrace a criança e respire profundamente três vezes junto com ela.
  • Ouça atentamente: o objetivo aqui é praticar a atenção e o foco no que realmente importa (ao invés de se perder no meio dos milhares de estímulos que recebemos o tempo todo). Em um passeio com seus filhos, fiquem em silêncio por um minuto prestando atenção aos sons mais distantes, depois pergunte às crianças o que elas ouviram. Essa prática estimula que a atenção se volte ao momento presente.
  • Seja grato: para sobreviver aos perigos da natureza, nosso cérebro é de 3 a 5 vezes mais atento a informações negativas que às positivas. Estar atento ao lado bom da vida é um exercício que deve ser feito de forma consciente, até que se torne natural. Ser grato é uma excelente forma de exercitar a positividade. Pessoas gratas são mais saudáveis, motivadas e felizes. Crianças e adolescentes gratos têm melhor desempenho escolar, melhor integração social e são menos propensos à depressão. Kristen sugere que ao encontrar seus filhos após a escola, ao invés de perguntar “como foi seu dia?”, pergunte “quem foi um bom amigo para você hoje?” ou qualquer outra pergunta que incentive a criança a pensar em coisas ou pessoas que a fazem se sentir bem.

Respire, ouça, seja grato: não há contra-indicações!

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Educando crianças felizes

A photo by Ben White. unsplash.com/photos/4K2lIP0zc_k

Adorei a entrevista publicada pela revista Veja com a psicóloga e escritora Jessica Joelle Alexander. Americana, Jessica é professora na Europa e casada com um dinamarquês. Ao ter seu primeiro filho, ela passou a aprender sobre o jeito de educar dos dinamarqueses, povo que sempre está no topo das listas dos mais felizes do mundo.

Agendas lotadas de cursos e atividades extra-curriculares não têm vez por lá, já que um dos pilares do jeito de educar dinamarquês é a brincadeira. Criança tem que ter tempo livre para se divertir. Segundo Jessica “a brincadeira desenvolve empatia, estratégias de negociação e até a habilidade para lidar com o stress, quando situações relativamente perigosas se apresentam. Então, ao brincar, eles desenvolvem a resiliência, que é um dos componentes importantíssimos para a felicidade”.

Outro ponto super interessante é o tempo em família. Quando estão juntos, há uma regra implícita, respeitada por adultos e crianças, que proíbe celulares & cia, reclamações, fofocas e qualquer outro assunto polêmico, valorizando o tal conceito de tempo de qualidade, tão falado nesses dias de hoje em que o tempo virou bem preciosíssimo.

Jessica também conta de forma muito honesta que não tinha dom natural para ser mãe, mas que aprendeu com os dinamarqueses que a vulnerabilidade é o que nos conecta uns aos outros. Julgar menos e apoiar mais (já falamos disso por aqui) e incentivar a criação de grupos de mães é uma ótima forma de se socializar e superar os desafios que vêm junto com os filhos.

A entrevista completa com Jessica Joelle Alexander está nesse link. E para quem se animar, o livro Crianças Dinamarquesas pode ser comprado aqui.

 

E agora cegonha, preciso trabalhar!

Por Vanessa Mello, Diretora da Novarum Consultoria em Recursos Humanos

Cada vez mais encontramos mulheres engravidando na faixa dos 30-35 anos, e isso está acontecendo, uma vez que a mulher vem buscando insistentemente conquistar uma carreira sólida e se especializar em sua área de atuação, para depois pensar em formar e ou até aumentar sua família.

Mesmo com um planejamento familiar, onde é definido o momento certo para se tornar mãe, ainda há receios quanto a sua carreira.

Hoje em dia os profissionais têm uma carga maior de responsabilidades dentro da sua área e muitas vezes pegam para si funções que não são dele. Por este motivo, muitas mulheres ficam extremamente inseguras e completamente divididas entre engravidar e trabalhar.

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Se o seu sonho é de ser mãe neste momento, não desista! Se o seu bebê já está a caminho, não se arrependa pela sua escolha em nenhum momento!

Antes de mais nada, é importante entender que “gravidez não é doença”, e cabe somente a você mostrar isso à sua equipe, gestor enfim, a empresa onde atua, mantendo o mesmo desempenho que tinha antes de engravidar ou até superando expectativas.

Sei que junto com a gestação vêm o mal estar, a perda de mobilidade, inchaços, desconfortos, ufa…. , uma série de sintomas que não estamos acostumadas, mas precisamos nos adaptar para que o nosso profissionalismo não seja comprometido.

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Algumas dicas são importantes para que este momento seja enfrentado com o mínimo possível de estresse, pois ele deve ser único e muito feliz.

– Alteração de humor ou mal-estar: são sintomas normais e você deve sinalizar com descontração para que seus colegas de trabalho e superiores entendam o que está acontecendo;

– Respire fundo: as pessoas não estão grávidas e muitos nem sabem “como isso funciona”, entenda que eles estão ao seu lado para apoia-la e não para prejudica-la;

– Consultas e exames: tente agenda-los aos finais de semana ou fora do seu horário de expediente, mas se isso não for possível e precisar se ausentar da empresa, avise com bastante antecedência;

– Contato de emergência: deixe alguém de sua família com os contatos da empresa onde trabalha e vice-versa, pois caso passe mal ou precise se ausentar, será mais fácil a comunicação;

– Dedicação: Demonstre o quanto esse trabalho é importante para você e que fará falta no período que estiver ausente.

– Pós licença maternidade: muitos gestores acreditam que as profissionais vão optar por ficar com seus filhos após a gestação. Se este não é seu desejo, mostre que esta não é sua intenção e que tem interesse em voltar a trabalhar sim. Não fique angustiada a gravidez toda;

Se chegou o momento, não deixe de viver seu sonho de ser mãe, apenas tome os cuidados necessários para que você consiga conciliar com excelência a maternidade x carreira, pois assim seu retorno ao trabalho será feito da maneira mais tranquila.

Caso não seja possível o seu retorno, pense em um plano B até que possa deixar o seu filho com alguém ou na escola para voltar ao mercado de trabalho.

Lembre-se: em outros momentos você já buscou novos desafio e esta não será a primeira vez, confie no seu potencial e no seu profissionalismo sempre!

Aproveite intensamente cada momento, pois cada fase de seu filho será única! Busque equilíbrio entre a maternidade e sua carreira que esta nova fase de sua vida será um sucesso!

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Vanessa Mello é formada em Psicologia e com Especialização em Modelo de Gestão e Clima Organizacional, Diretora da Novarum Consultoria em Recursos Humanos e mãe do Kaique.

www.novarumconsultoria.com.br

Como guardar e expor os desenhos das crianças

O que você faz com os trabalhos de escola de seus filhos? Eu morro de dó de jogar fora, mas ao mesmo tempo fico com aflição de acumular pilhas de cadernos, pastas e papéis soltos. Tem solução? Sim! Vão aí algumas ideias mara para guardar os desenhos das crianças de um jeito esperto, bonito e sem bagunça!

Digitalize

Faça um scan ou fotografe os desenhos feitos durante o ano ou semestre. Crie pastas no computador para cada ano. Você também pode fazer uma seleção dos melhores trabalhos, imprimir e colocar em uma única moldura.

Imagens: Apartment Therapy e I Heart Organizing

Faça um livro

Outra sugestão é fazer um fotolivro com os trabalhos digitalizados.

Imagens: Creative Green Living e Pinterest

Crie uma galeria

Pode ser no quarto da criança ou em algum outro cômodo da casa: reserve uma parede para ser a galeria de arte das crianças.

Imagens: The Caterpillar Years e A Thoughtfulplace

Exponha os desenhos na geladeira

Solução fácil: colocar os desenhos presos com imãs na geladeira. Mas também dá para mandar imprimir os desenhos em imãs – lojas online que fazem revelação digital têm essa opção.

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Imagem: Pinterest

Borde o desenho

AMO essa ideia! O desenho pode virar almofada, quadrinho, bordado de toalha… É também uma opção super criativa de presente para vovós, tias e madrinhas. Para quem quiser aprender a bordar, recomendo o canal do Clube do Bordado.

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Imagem: Revista Minha Casa