O perigo nos Estados Unidos

O perigo nos Estados Unidos

Sabe aquele medo de ter o carro roubado, ser assaltado a mão armada na frente de casa ou ser sequestrado? Aqui eu não tenho. Em compensação… as histórias de atiradores loucos por aí em escolas, aeroportos, shoppings e restaurantes são de tirar o sono! O medo de uma doença muito séria e não ter dinheiro suficiente para pagar o tratamento e sobreviver; o medo de o telefone tocar de madrugada com notícias tristes de familiares no Brasil; o pânico dos ataques terroristas e o medo da fúria da natureza com os tornados e furacões. São medos e perigos corriqueiros completamente diferente dos que existem no Brasil, mas mesmo assim muito reais e assustadores. Tanto que quando alguns desses fatos acontecem viram notícia no mundo inteiro.

Um dos conselhos que recebi ao chegar no Texas foi em relação ao trânsito. Ser “pianinho”e não arranjar encrenca com os carros ao redor, mesmo que você esteja certa, porque não sabemos se o camarada possui uma arma na cintura e qualquer situação que o tire do sério vira risco de vida. Para você.  A facilidade para o porte de arma tem suas consequências (outro tema de post!). Dá uma olhada nesse gráfico do jornal Los Angeles Times:

Deadliest shooting rampages

Fonte: http://timelines.latimes.com/deadliest-shooting-rampages/

Já os medos de doença e da natureza são, relativamente, administráveis. Como somos expatriados temos um respaldo da empresa com plano de saúde, mesmo assim a co-participação e mensalidades são muito caras, por isso, a medicina preventiva é essencial para quem vive aqui. A piadinha entre os brasileiros é que se acontecer algo muito sério existe o plano Tam. Pega o primeiro avião e corre fazer o tratamento no Brasil.

O kit de sobrevivência com o manual sobre como agir nas temporadas de furacão também ajuda. Entre junho e novembro é recomendado, por exemplo, ter comida enlatada, água e itens de higiene em estoque. Um amigo americano nos contou que quando o furacão Ike passou por Houston, em 2008, eles ficaram cinco dias sem água e luz e tiveram que usar, em comunidade, o fogão do salão de festas (o único a gás). Isso tudo na região central da cidade. Ele e a família eram um dos únicos moradores do condomínio que tinham enlatados e comida “fresca” na geladeira e precisavam cozinhá-la para não estragar. Os vizinhos iam para o salão e em troca de comida davam vinho, única coisa que os jovens casais e solteiros tinham em casa. E mais, perder a casa e o carro por enchentes também se vê por aqui. A Cruz Vermelha tem uma guia que você pode acessar aqui.

Nos últimos seis meses meu irmão teve dois carros roubados em Curitiba. Dificilmente esse tipo de roubo vai acontecer nos Estados Unidos, porém, alguém entrar na sua casa vazia e roubar seus pertences é relativamente comum. Sempre que há roubo dentro de casas ou carro que ficam em condomínio fechado a administração é obrigada a reportar o acontecido para os moradores e conto que em quase cinco anos vivendo aqui já li esse comunicado, pelo menos, umas oito vezes.

Carta de aviso sobre roubo

Carta sobre aviso de roubo

Por isso, quando você ouvir: – Ah, mas em país de primeiro mundo essas coisas não acontecem! Não caia na besteira de generalizar! Essas “coisas” não acontecem, mas outras tão ruim quanto sim.

 

 

 

 

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