A conta do PS – Pronto Socorro

Se tem algo que não podemos reclamar em casa é de saúde, por enquanto, temos sido muito abençoados nesse quesito. Alimentação balanceada, brincadeiras ao ar livre e leite materno até os 9 meses, talvez tenham resultado positivamente nessa equação. Mas, bactérias acontecem e há cerca de um ano o desespero e a inexperiência de mãe de primeira viagem me fizeram ir no pronto socorro de um hospital de crianças nos Estados Unidos. Gabriel tinha 18 meses e os sintomas febrão, falta de apetite e choro contínuo foram suficientes para deixar a mãe aqui no desespero total. Nessas horas é ótimo ter a equipe técnica por perto: a vivência de vovós, amigos e parentes poderiam ter me economizado uma grana e acalmado uma mãe sem direção.

A conta do PS

O meu desespero foi que, mesmo ele já tendo sido medicado no consultório do pediatra 24h antes da visita ao hospital, o estado geral ainda era muito ruim. Depois eu aprendi que um antibiótico leva no mínimo 48h para fazer efeito! Begginer total! Contando da entrada no pronto socorro até a saída, ficamos 3h40 minutos. A conta de $1.200 (isso mesmo mil e duzentos dólares) chegou em casa num envelope, pelo correio, um mês depois. E ainda teve a parte coberta pelo plano de saúde que temos.

Na sala de espera do hospital o Gabriel acabou tendo contato com outros tipos de doença, talvez, piores que a dele e passou por procedimentos desnessários. Afinal, ele já estava medicado e isso camufla qualquer resultado de exame de sangue, urina, fezes. No final das contas, terminamos o tratamento iniciado pelo pediatra e uma semana depois ele estava alegre, brincando e comendo normalmente. Nesse episódio aprendi a lição, emergência de hospital apenas em casos muito graves. Aí vale conversar com seu médico para saber o que é realmente motivo para se preocupar e quando correr para a emergência. Nos outros casos, o primeiro passo é sempre o pediatra do qual já se é paciente e se a doença acontecer fora de horário comercial (o mais comum!) procurar uma clínica “urgent care” que seja indicada pelo próprio médico da criança e atenda em horários alternativos nos dia da semana, além de sábados,domingos e feriados. Se for na madruga e der para esperar o urgent care abrir, melhor!

Outra lição aprendida é que as crianças terão febre e isso não será necessariamente ruim. É apenas o corpo combatendo algo, uma das médicas me explicou que devemos ter em mente o quadro geral. Se a criança passa uns dias com febre, mas está comendo e brincando, TALVEZ, apenas o antitérmico, líquidos e repouso podem ser suficientes.

Nesse texto não quero dizer que você não deva procurar um médico, pelo contrário. Eles é quem sabem diagnosticar. Só compartilho uma experiência que me fez ver que, às vezes, a intuição materna falha.