Consumismo infantil

O consumo está sempre presente em nossas vidas. Precisamos consumir: alimentos, roupas, calçados, moradia, escola… Que alegria poder desfrutar dos rendimentos do nosso trabalho!

Consumir tem seu lado positivo quando pensado em conquistas, obtenção de prazer. Precisar e querer algo andam sempre lado a lado quando o assunto é comprar um item, mas há que se tomar cuidado com os excessos.

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Para o adulto fazer a diferenciação entre necessitar, desejar e poder obter algum produto específico é mais fácil do que para a criança.

Os apelos para o consumismo infantil são muito intensos. Frequentemente são criados filmes, desenhos , novelas, revistas e livros infantis repletos de personagens com os quais as crianças se identificam.

O sucesso destes personagens logo chegam à casa dos pequenos através da mídia: em brinquedos, alimentos, vestimentas, etc, aguçando o desejo de obtenção destes objetos, visto que para os pequenos obter algo de seu personagem favorito por exemplo, é o mesmo que se tornar igual ao herói.

Os personagens infantis ajudam as crianças a estabelecer relações com o mundo. As características que os mesmos apresentam nas muitas histórias possibilitam aos pequenos a obtenção de valores a partir do bem, do mal, do mocinho, do bandido, etc.

Receber presentes é sempre muito bom. Existe uma mensagem de ser querido, reconhecido. Porém os rebentos não possuem capacidade para avaliar se os progenitores podem ou não dar à eles o que solicitam. Cabe aos pais limitar a obtenção de todas as vontades infantis.

As crianças de maneira geral não recebem uma negação com docilidade. No entanto, contrariar um pedido infantil, é uma possibilidade de se ensinar a lidar com a frustração, com a impossibilidade.

O mundo com frequência nos lembra da limitação em situações como: quando não se consegue montar um brinquedo sozinho, ao tirar uma nota baixa na escola, ao ser rejeitado por alguém ou por um grupo, ao não passar no vestibular, perder alguém , ser desligado de um emprego, quando se é cobrado para executar um trabalho melhor e em tantas outras situações.

Tomar como hábito a aquisição de bens sem medida pode trazer a sensação do descartável, da não valorização de muitas conquistas tanto nos âmbitos profissional quanto no emocional.