CEO do Yahoo anuncia que terá apenas 2 semanas de licença maternidade – após dar à luz a gêmeas!

Marissa Mayer, CEO do Yahoo, anunciou essa semana que planeja voltar a trabalhar duas semanas após dar à luz a gêmeas em dezembro – e mais, diz que trabalhará em casa durante esse tempo. Marissa já é mãe de um menino de 3 anos. O anúncio gerou as mais diversas reações: será que isso é um bom exemplo para outras mães que trabalham? Qual é o limite razoável para balancear trabalho e vida pessoal?

Licença maternidade

Imagem: Ethan Miller/Getty Images/Guardian

A licença maternidade nos Estados Unidos é de apenas 12 semanas, não remunerada. Estima-se que 13% dos trabalhadores têm acesso a licença maternidade/paternidade remunerada, como benefício concedido pelas empresas em que trabalham (os demais têm somente o direito de tirar a licença e ter seu emprego protegido nesse período, sem pagamento).

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Mas condições trabalhistas mais favoráveis como as nossas no Brasil não significam necessariamente que as mães serão de fato respeitadas e acolhidas. Recentemente, ouvi de uma colega de trabalho, em posição de gestão, que ela tem problemas em contratar outras mulheres “porque depois elas saem em licença maternidade e me deixam na mão”. Sim, essa mentalidade ainda existe – e no caso, a frase de impacto saiu da boca de uma mulher! Vale lembrar: homens também podem te deixar na mão, pois ficam doentes, mudam de emprego, etc, etc, etc.

Por isso, independentemente de qualquer coisa, ver uma mulher, mãe, no comando de uma gigante de tecnologia (ramo ainda dominado por homens) é para mim um sinal notável de progresso e deve ser comemorado. Por outro lado, a decisão de Marissa também mostra que muitas vezes há um preço a pagar, há muito pouco tempo para a família ou até mesmo para a saúde pessoal.

Esse preço é alto? Não sei, cada mãe/profissional fará suas decisões. Mas vale ressaltar: Marissa também alterou a política de licenças do Yahoo durante sua gestão. 8 semanas para pais, 8 semanas para pais e mães adotivos e 16 semanas para mães, todas remuneradas. Ou seja, ao mesmo tempo em que Marissa faz seu anúncio polêmico, ela parece valorizar a importância da presença de mães e pais no início da vida de seus filhos.

Fonte: Today, Fortune, Guardian

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