O vizinho é um pedófilo

Calma. Por sorte o meu não é, mas se fosse, aqui nos Estados Unidos eu tenho como saber. Antes de escrever sobre este assunto “embrulha estômago” tive uma discussão muito saudável com a idealizadora do MH sobre um caso que soube: uma mãe doutora, graduada, estudada que passou por isso e demorou a perceber, entender e aceitar. Não vou contar nenhuma história cabeluda dessas aqui, até porque o noticiário já traz um montão delas, mas quero ALERTAR. Quero que mães se empoderem de CONHECIMENTO para tentar DESCOBRIR se algo errado está acontecendo com suas crianças, alunos, parentes na própria família, escola ou em qualquer lugar do mundo.

Existem sites nos EUA que mostram estatísticas de crimes na região. Um deles é o Family Watch Dog. É só colocar um número de CEP e, gratuitamente, consegue visualizar se naquela região existem pessoas já condenadas por abuso sexual, pedofilia ou outros crimes. Só que o mais extraordinário, intrigante (nem sei como adjetivar isso) é o fato desse site mostrar dados bem completos da ficha criminal como foto, idade e pasmem! O endereço completo. Essa é uma informação extremamente valiosa quando as pessoas vão comprar, alugar casas ou colocar as crianças na escola aqui nos Estados Unidos.

O mapa mostra aonde essas pessoas estão e cada ponto colorido revela o tipo de crime: abuso, estupro etc.

Vale frisar que na maioria dos casos de abuso sexual, a criança conhece o abusador. Frequentemente é alguém no qual ela confia e ama, como um pai,padrasto,madrasta, vizinho ou parente. 

Pedofilia é uma doença e deve ser tratada! Torna-se crime quando o indivíduo utiliza um menor para satisfazer-se. Como pais podemos tentar prevenir todo e qualquer tipo de violência, educando nossas crianças:

  • Oriente seu filho a dizer NÃO se alguém tentar tocar no corpo dele e/ou fazer algo engraçado, peça para ele contar, imediatamente,a você o que ocorreu.
  • Ensine que respeito não significa obedecer cegamente a algum adulto ou autoridade.
  • Saiba exatamente quem são as pessoas que frequentam sua casa e estão ao redor, especialmente cuidadores, como babás e vizinhos.
  • Tenha um canal de comunicação, sem pré-julgamentos, frequente e aberto com seus filhos. O diálogo sincero e informativo sempre é uma ótima solução.

 

Se você suspeitar de algo:  

  1. Fique calmo. Se você demonstrar raiva ou nervosismo a criança pode achar que você está bravo com ela. É uma experiência extremamente difícil, mas não entre em pânico, tudo que a criança precisa é de seu carinho e suporte.
  2. Acredite, seriamente, no que a criança diz.
  3. Escute e responda honestamente todas as perquntas e questões da criança.
  4. Seja positivo. Dê muito amor, conforto, carinho e reafirme que ela não tem culpa do que está acontecendo e que sente muito orgulho por ela ter lhe contado a verdade.
  5. Respeite a privacidade da criança. Não a pressione para falar sobre o assunto, ela falará sobre no seu próprio tempo. Não discuta o tema em frente de pessoas que não precisam saber sobre isso.
  6. Denuncie o quanto antes. Conselho tutelar e demais autoridades podem ajudar a manter a criança em segurança, oferecendo toda a assistência necessária.
  7. Leve a criança para ser examinada por um médico. Um exame clínico é uma prova importante para um futuro processo.
  8. Busque ajuda: do pediatra, da polícia, conselho tutelar, professor.
  9. Não previna a criança falando diretamente sobre abuso.
  10. Não confronte o acusador. Mantenha-se distante da pessoa suspeita e aguarde a sentença jurídica para o caso.

Para denúncias e demais informações há o Disque 100, a delegacia ou o Conselho Tutelar.

Mais informações em: http://www.childhood.org.br/entenda-a-questao/perguntas-mais-frequentes#2

 

Fontes: Healthy Roads e Stop It Now

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