O que aprendi com as mães americanas

Depois de 4 anos em Houston, metade deles como mãe do Gabriel, deu para entender e aprender um pouco com as mães americanas. Na maior parte das vezes aprendi a entender, mas em outras, confesso, fico revoltada (papo para outro post)!

Minhas palavras não são verdade máxima e não dá para generalizar, mas é a minha percepção e vivência da maternidade.

Nascimento: Não ter medo do parto natural

Num lugar onde a liberdade é primordial, a opção de como seu filho virá ao mundo é sua! O cliente manda, mas o plano de saúde e o médico oferecem muitos incentivos, tranquilizam e apóiam a grávida para o parto normal. O parto vaginal com anestesia, como eles chamam, é o mais comum. Muitas optam pelo natural-natural, com zero medicamento, mas no hospital mesmo. Se você não tem um plano de saúde e optar pela cesariana a conta sairá por no mínimo umas $20 mil verdinhas. Se o seu bebê decidir nascer no feriado ou no final de semana e seu médico não estiver de plantão, outro profissional fará o seu parto. Sem crise e sem essa tal de taxa de disponibilidade. Na verdade verdadeira, quem faz todo o processo aqui são as enfermeiras. O médico chega praticamente na hora do grito do bebê. Confesso que eu adorei essa parte! Dá para desconfiar de uma equipe de enfermagem que só faz isso? Confiança na equipe médica é tudo! Na hora H fui tratada com tanto carinho por elas que até hoje lembro do rosto totalmente suado da senhora morena e gordinha, passando a mão no meu cabelo e dizendo:- Empurra, empurra. Isso, assim mesmo! O gringo aqui da casa nasceu de normal mesmo, com uma anestesia para mamãe não sofrer tanto.

Tarynelise

Imagem:  Tarynelise

Curiosidade: Acabou de parir? Sem essa de dieta leve. No cardápio do hospital dava para escolher o que comer, tinha salada, peixe, mas também pizza, hambúrguer, Coca-Cola e sorvete! Pra uma amiga brasuca que também teve filho aqui a enfermeira perguntou: – Você fez muita força, peça um hambúrguer!!

Amamentar é para as fortes, mas uma máquina e um bico de silicone podem ajudar.

A minha experiência foi beeeemmmm difícil: mastite, dor, pega errada, refluxo…mas existem as máquinas de ordenhar. E, não sei no Brasil, mas aqui é item de enxoval tal qual pomada pra assadura. Alguns planos de saúde sabem da importância do leite materno exclusivo nos 6 primeiros meses de vida do bebê e compram ou alugam para as mamães as “ordenhadeiras”, além de arcar com os custos das enfermeiras especialistas em lactação. Depois de uns meses o meu baby aprendeu a tal da pega e eu devolvi minha máquina para o hospital.

Curiosidade: Muitas mamães americanas, por recomendação pediátrica, a partir dos 2/3 meses engrossam o leite com cereal de arroz! Basicamente por 2 motivos: melhorar o refluxo e dar “aquela reforçada” no leite da noite.

Acho que as cenas abaixo retratam muito bem a Maternidade Hoje!

Pumping

Imagens: Exclusive Pumping e  The Milk Sunshine Coast

Polliana Coelho: jornalista, mãe, dona de casa e muito mais ou menos! Depende do ponto de vista. Expatriada no Texas há quase 4 anos.

3 comentários sobre “O que aprendi com as mães americanas

  1. Pingback: O que aprendi com as mães americanas – Parte 2 | maternidade hoje

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