ELAS no espaço

Quando morava em Houston um dos pontos mais bacanas e obrigatório para levar as visitas era o Space Center. Perdi as contas de quantas vezes fomos. Essa semana fiquei sabendo do filme ESTRELAS ALÉM DO TEMPO (tem no Netflix), que conta a história de três mulheres negras que trabalharam na NASA e foram os cérebros por trás de uma das maiores operações da História: o lançamento em órbita do astronauta John Glenn.

Até 1980, as mulheres eram figuras escondidas nos bastidores das missões da Agência Espacial Americana. Hoje, as oportunidades melhoraram e temos muitas mulheres   homenageadas no Hall da Fama dos Astronautas Americanos.

As bases da Nasa tanto em Houston quanto na Flórida oferecem o programa ‘Encontro com um Astronauta’, quando os turistas podem pegar um autógrafo e matar a curiosidade sobre a vida fora da Terra. Na semana da mulher quem estiver em Cape Canaveral tem a chance de participar do ‘Almoço com umA Astronauta’ , a Dra. Anna Fisher. Ela foi uma das seis primeiras astronautas mulheres da NASA e a primeira mãe a viajar ao espaço, além de ter se mantido na equipe de comando nos primeiros anos da construção da Estação Espacial Internacional (1996 a 2002).

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Dra. Anna Fisher foi a primeira Astronauta “mãe” a viajar ao espaço.

Até hoje apenas nove mulheres conquistaram o espaço na história da corrida espacial. Em 2016 a NASA presenciou outro marco quando Charlie Blackwell-Thompson foi nomeada como diretora de lançamento do Programa de Exploração de Sistemas Terrestres, se tornando a primeira mulher a ocupar o cargo no Firing Room-1 do Kennedy Space Center. Dentre as inúmeras funções, cabe à Charlie liderar e gerenciar o planejamento e execução de operações de lançamento da capsula Orion, que levará os astronautas para Marte até 2030.

Se você também quiser saber mais sobre as mulheres astronautas o site Women@NASA tem diversos vídeos e história das funcionárias. É um caminho para inspirar meninas e mulheres sobre a carreira espacial, mas também para reivindicar mudanças nas políticas que impactam o mercado de trabalho.

Fonte: TM Latin America

Meu filho não fica doente

Brincadeirinha gente. Fica sim, é só para atiçar mesmo, para que vocês leiam meu post.

Há muito tempo gostaria de abordar o tema aqui no blog, pois desde que meu filho começou na pedagogia Waldorf sinto que ele fica MENOS doente. Minha percepção materna também fez uma comparação empírica com crianças de outras escolas e parece, veja bem, PARECE, que as crianças de escola Waldorf ficam menos doentes que crianças de escolas tradicionais. Fui tentar desmistificar o meu achômetro, afinal, era muita pretensão, né? Conversei um pouquinho com algumas mães e pais de diferentes escolas, perfis e pedagogias e também com a PHD em Saúde Pública pela USP e nutricionista Dra. Elaine Azevedo.

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Esse é um assunto polêmico e vou compartilhar a MINHA experiência dos dois últimos anos de alimentação com base antroposófica dentro da escola Waldorf, no Brasil. Aqui em casa não seguimos muito a dieta antroposófica, tem bisnaguinha de vez em quando, suco, chocolate, açúcar e etc. mas com moderação. Antes de entrar “nessa” escola eu sabia vagamente sobre Antroposofia e NADA sobre a parte de alimentação que a filosofia prega. A grata surpresa de rumar ao desconhecido tem dessas coisas. Em todos esses anos acredito que 3 fatores colaboram bastante para toda essa saúde: a alimentação da escola, o pé no chão e a mão na árvore. Para facilitar o entendimento dos pequenos sobre o calendário, ainda no maternal, os dias da semana eram substituídos pelos dias da comida. Segunda: dia do arroz integral; Terça: cevada; Quarta: quirera; Quinta: pão integral (que as crianças amassam); Sexta: torta de aveia.  Além das frutas que todo dia os pequenos devem levar de casa para compartilhar. Resumindo: os grãos e frutas parecem ter um papel muito importante na dieta.

A minha conversa com a Dra. Elaine revelou que, além da alimentação, o estilo de vida que a escola imprime é o fator fundamental de Saúde e prevenção de doenças. Ela comenta que as famílias “Waldorf” geralmente respeitam o ritmo que o corpo de uma criança precisa, com questões como o sono em horário adequado (É cedo, viu gente, tipo 19h30 tem que estar tudo indo para cama! Eu não consigo, o meu vai 20h30); a não-utilização e o controle no uso dos eletrônicos; não usam muito medicação; há um entendimento de que a febre é, em muitos casos, um fenômeno positivo. Segundo Elaine nos processos naturais de “cura” o sistema imunológico torna-se ativo e é fortalecido. A escola também não intelectualiza precocemente os alunos (na pedagogia o processo de ler e escrever só começa no ano que o aluno faz 7).

*Uma pesquisa realizada em Estocolmo entre 2004 e 2011 teve por objetivo entender mais sobre o porque as pessoas estão ficando cada vez mais propensas a alergias de comidas do que alérgicas ou sensíveis a pollen e animais. Estudou-se, com amostras de sangue e questionários, 552 famílias que foram divididas em 3 grupos: os que seguiam totalmente os preceitos de Steiner, os moderados e os não adeptos. Estudos anteriores já haviam mostrado que com frequência famílias com estilo de vida antroposófico tinham baixa prevalência ou sensibilidade a doenças alérgicas comparado com outras crianças. Nesse estudo, as descobertas reafirmaram que crianças de famílias antroposóficas têm baixa incidência de alergias a comida até 1 ano de idade. Indicador de que a filosofia tem mesmo um efeito na sensibilidade alérgica durante o primeiro ano dos pequenos.

*Já essa outra pesquisa, também de Estocolmo, na Suécia, mostrou se crianças de famílias que seguiam a antroposofia tinham risco reduzido para 4 tipos específicos de doenças alérgicas. Eles categorizaram 157 crianças de acordo com o estilo de vida antroposófico e não antroposófico e os resultados não mostraram diferenças significativas entre os dois grupos. Porém, nas conclusões eles revelam que o “efeito colateral” no que diz respeito ao estilo de vida não pode ser descartado.

Os adeptos da filosofia, de forma integral (vida spiritual, educação, saúde, agricultura e dieta), dizem que a nutrição antroposófica proporciona um estado de bem estar geral, nessa dieta as forças dos alimentos naturais, produzidos conforme a lei da natureza, harmonizam para um ser humano sadio em todos os sentidos. Um tanto exótico mas totalmente alinhado com políticas públicas de alimentação e de segurança alimentar e nutricional que temos no Brasil e países europeus.

Também perguntei se o consumo de alimentos orgânicos fazia diferença nessa saúde toda da criançada e ela revelou que a longo prazo, muito provavelmente, mas o que realmente faz a DIFERENÇA é o estilo de vida dos pais. Ela finaliza dizendo que o TEMPO é o melhor investimento que podemos oferecer aos nossos filhos no primeiro setênio. A Dra revela que hoje em dia existe a síndrome da criança da creche, em que os pequenos ficam emocionalmente vulneráveis e ficam doentes por conta disso, no fundo estão desnutridos de “família” e não tem maturidade para lidar com as situações. Depois refleti e para quem vive tentando equilibrar a balança e levando em conta que viveremos, pelo menos, até os 85/90 anos de idade o que são 7 anos.

Obrigada a Dra. Elaine pelos esclarecimento e indicação de fontes para esse texto.

*Tradução livre e interpretação minhas dos estudos.

Dra. Elaine Azevedo é Nutricionista, com aperfeiçoamento em Medicina Antroposófica, mestre em Agroecossistemas e doutora em Sociologia Ambiental. Pós-Doutora em  Saúde Pública  e autora do livro Alimentos Orgânicos, da Editora SENAC.

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Fontes:
  • Stenius F, et al. Lifesytle factors and sensitization in children – the ALADDIN birth cohort.Allergy. 2011.
  • Hesla HM, et al Herpervirus iInfections and allergic sensitization in children of families with anthroposophic and non-anthroposophic lifestyle – the ALADDIN birth cohort. Pediatr Allergy Immunol. 2013.
  • Fagerstedt , H   et al.  Anthroposophic lifestyle is associated with a lower incidence of food allergen sensitization in early childhood. Clin Immunol. 2016 Apr;137(4):1253-1256.
  • Alfvén  T et al. Allergic  diseases and atopic sensitization in children related to farming and anthroposophic lifestyle–the PARSIFAL study.Allergy. 2006 Apr;61(4):414-21.

 

Comida de Halloween: Receitas para o dia das Bruxas

Parece que essa história de muitas escolas optarem pelo ensino bilíngue o tal do Halloween dos americanos entrou mesmo para o calendário de festas no Brasil. Depois de passar por alguns dias das bruxas relaciono a data a algo semelhante a nossa “zoeira” de carnaval. Já sei de condomínios e grupos de mães se organizando no whatsApp para deixar sinais na porta para que as crianças saibam que serão bem-vindas por ali na hora do Gostosuras ou Travessuras. E não vale desovar os doces ruins que estão fazendo aniversário na despensa. O Pequeno Gourmet, um site com dicas para alimentação infantil saudável, enviou sugestões bacanas para que essa criançada não tenha “overdose” de açúcar no sangue no próximo dia 31 de Outubro. Que esse dia seja fit por aí também!

Olha só esse FrankiWi decorado com cenoura e os olhos do frankenstein de uvas passa.

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Ingredientes: 3 kiwis – de preferência dois verdes e um amarelo; Uva passas; Cenouras

Modo de preparo: Cortar a casca do kiwis com cuidado para manter parte como cabelo. Cortar as pontinhas da uva-passa e fazer um buraquinho para acomodar os olhos e depois usar a cenoura para fazer a boca e os parafusos que ficam nas orelhas…

3) Travessa de frutas da bruxa 

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Ingredientes: 20 Mini mexericas; Mirtilos e Amoras à gosto; Talo do Salsão

Modo de preparo: Descasque as mexericas tomando cuidado para não soltar os gominhos. Em seguida, corte o talo do salsão em pequenos pedaços. Para decorar, encaixe-o com cuidado dentro da mexerica e as disponha em uma travessa. Para finalizar a mesa das bruxas, complete a decoração com os mirtilos e amoras!

Meus amigos já estão a todo vapor nas comemorações por lá. Agora, eu acompanho só pelas redes sociais e já teve festa com um esqueleto boiando dentro de suco;

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E uma cesta de pão de queijo que foi invadida por aranhas.ECA!!!

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Imagens: Renata Seleme

A Débora também já coletou várias ideias bacanas nesse post https://maternidadehoje.com/2015/10/28/20-gostusuras-para-o-dia-das-bruxas/

 

Mães empreendedoras: Apareçam

DICA amiga… se você tem aquela vontade de virar a chave e empreender não fique sozinha. Tem muita iniciativa bacana acontecendo por aí que estimula, financia e premia o empreendedorismo feminino. São escolas de negócios de universidades, co-workings, o já conhecido SEBRAE, grupos de investidores anjos e aceleradoras de negócios entre muitos outros.

Se você estiver em São Paulo o evento Descomplica Mãe!  no dia 21 de Outubro, pode ajudar.  Alessandra Haybittle e Dani Junco, idealizadora da B2Mamy – primeira e única aceleradora com foco no empreendedorismo materno, vão compartilhar dicas para mães que querem empreender, além de contar sobre a própria experiência no universo da maternidade e dos negócios.

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Rosely  Sayão e Mariana Ferrão são alguns dos outros nomes de peso na primeira edição do evento que nasceu com o propósito de descomplicar o diálogo na profissão mais nobre do mundo: ser mãe. E com isso permitir a troca de conhecimento e práticas nos pilares mais discutidos nas redes sociais: Cuidar, Inovar, Educar e Nutrir.

Serviço
Descomplica Mãe
21 de outubro de 2017, das 8h às 18h
Local: Espaço Hakka
Rua São Joaquim, 460 Liberdade – próximo ao metrô São Joaquim
www.descomplicamae.com.br

Investimento: R$197,00

 

6 habilidades que toda mãe deveria incluir em seu currículo

Conciliar maternidade e carreira, em especial no início da vida de um filho, não é tarefa fácil. Muitas mulheres optam por uma pausa no trabalho ou desaceleram suas ambições de carreira, como uma forma de se adaptar ao novo momento de vida. E quando é hora de voltar, como explicar esse período? Como “desempregada”? Parece ruim, não? Se você vive esse drama, divirta-se com o texto abaixo! Apesar de uma sátira, ele é carregado de verdades que podem inspirar algumas boas ideias para seu curriculum e próxima entrevista de emprego.

Mães que estudam


Traduzido de texto original publicado por Dra. Amanda G. Riojas em fairygoodboss.com

Caro(a) gerente de contratação:

Você pode ter notado que alguns anos não constam em meu currículo. Depois de receber meu diploma e passar vários anos explorando com sucesso uma carreira profissional, descobri que era mais econômico deixar minha posição anterior e optar por afastar-me de meu trabalho para me tornar mãe. Agora, meu bebê está começando uma creche e descobri que sou mais apaixonada do que nunca pela ideia de retornar à minha carreira. E gostaria de incluir as algumas novas habilidades no meu currículo:

Multitarefa

  • Capaz de realizar vários projetos simultaneamente
  • Amamentar enquanto executa operações complexas no computador
  • Exemplo de projeto: tarefas domésticas concluídas com um bebê gritando no sling

Altamente organizada

  • Projetos gerenciados com alta atenção aos detalhes, incluindo:
    • Lavagem em abundância de roupas minúsculas e paninhos
    • Lavagem das mesmas roupas e panos quando eles inevitavelmente acabam no pior momento possível
    • Acompanhamento de mudanças na fralda e observação detalhada do conteúdo delas
    • Garantir a alimentação do bebê (anteriormente citado como “bebê gritando”) nos horários corretos

Trabalho sob pressão

  • Especializada em realizar tarefas com pouco ou nenhum sono
  • Capaz de passar a noite em claro quando necessário
  • Especialmente experiente em acordar a cada 2-3 horas

Trabalho em equipe

  • Muitas vezes trabalhou com apoio e suporte de um parceiro
  • Capaz de avaliar situações difíceis e solicitar ajuda quando necessário (ver referência: Avó)

Nota: depois de ter dificuldade em voltar a trabalhar após me tornar mãe, escolhi dedicar-me à maternidade. Embora isso fosse simultaneamente muito difícil e pessoalmente gratificante, meus filhos começaram a escola primária e agora me sinto mais apaixonada do que nunca pela ideia de retornar à minha carreira. Além das habilidades que ganhei ao cuidar de uma criança, destaco estas habilidades adicionais:

Tato e Capacidade de Decisão

  • Tomar decisões rápidas com o objetivo de maximizar o potencial de resolução de problemas e evitar conflitos
  • Qualificada em rápido julgamento sobre adequação de atividades para a criança
  • Exemplo de projeto: a criança deve comer bolhas de sabão no banho?
  • Exemplo de projeto: a criança gritando deve receber biscoito de maizena extra para a sobremesa?

Mestre em Negociação

  • Especialista em acordos e negociações comerciais
  • Especialmente adepta do uso de diversão e distração para obter uma vantagem e minimizar a arbitragem em curso

Estou entusiasmada com o trabalho que está sendo feito em sua empresa e acredito que essas habilidades seriam um ativo importante para seus projetos em andamento. Obrigada pelo seu tempo e atenção. Aguardo contato.

Atenciosamente,

Melhor Mãe do Mundo